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Web Summit

Poucas, mas boas. O que procuram os investidores que estão na Web Summit

Falam com centenas de empresas no espaço de um ano, mas só têm olhos para as melhores, aquelas que já têm provas dadas. Palavra de investidor

Angariar financiamento é um dos maiores desafios para a maioria dos empreendedores. Mas do lado de quem quer investir, o excesso de "oferta" também pode dar dores de cabeça.

No papel de investidor, Boris Golden, da Partech Ventures, capital de risco com escritórios em São Francisco, Paris e Berlin, afirma que é "super difícil identificar as boas startups".

Numa das conferências sobre startups, na Web Summit, este investidor admite falar com mais de 500 empresas por ano, "tantas quanto nos é possível", mas que em 99% dos casos a decisão é de não investimento. Perante o excesso de "oferta", os investidores acabam por "decidir rápido e sem aprofundar muito", e isso, reconhece, pode ser uma "decepção" para os empreendedores.

Boris é diretor da Partech em Paris e investe até 1 milhão de euros em projetos que estão a dar os primeiros passos na Europa.

De um modo geral, a maior parte dos investidores, segundo Golden, procura uma visão, uma ideia, um projeto ou uma equipa com potencial para vingar. Mas também empresas que já tenham algumas "provas dadas", em que possam investir para crescer e escalar.

Depois, "se a empresa me interessar, tenho de convencê-la e explicar por que somos nós os investidores mais acertados" para o projeto. Não se trata de dinheiro nesta fase, adianta, mas sim da relação que se constrói com as empresas.

É que além do capital, explica, os investidores oferecem apoio e recursos para às empresas. A par do dinheiro que investem, o que pensam da estratégia, do produto e do caminho a seguir "está a tornar-se cada vez mais importante na relação entre as empresas e os investidores", remata Golden.