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Carros partilhados e elétricos mais baratos estão aí ao virar da esquina

José Caria

O mercado dos carros partilhados vai disparar. Carlos Ghosn, presidente da Renault Nissan, disse esta manhã na Web Summit que “este segmento está a crescer todos os anos” e que os carros sem condutor também vieram para ficar. Mas ainda há muitas limitações

O mercado dos carros partilhados está a crescer e vai disparar nos próximos anos. “Estamos perante uma nova forma de mobilidade que está a aumentar exponencialmente. Não é nada que concorra com a nossa área de negócio, mas antes uma complementaridade”, disse hoje Carlos Ghosn, presidente da Renault Nissan, na conferência da Web Summit dedicada ao futuro da mobilidade autónoma e dos carros elétricos.

O gestor brasileiro – mas com raízes francesa e libanesa - acredita tanto no futuro dos carros partilhados como no crescimento do mercado para os carros elétricos. Anunciou mesmo que a Nissan está a trabalhar na construção de um carro elétrico low cost que deverá chegar ao mercado dentro de um par de anos.

O mais provável, aliás, é que muitos dos carros partilhados sejam elétricos, o que só reforça a tese defendida pelo gestor, de que ambas as modalidades se complementam.

Quanto à condução autónoma – ou carros que andam sem condutor – é, segundo Carlos Ghosn, mais uma inevitabilidade. “Carros autónomos, elétricos e cada vez mais conectados são o futuro da mobilidade. Aliás, muitos dos nossos engenheiros já estão a mudar o ‘chip’, que é como quem diz, a forma de trabalhar em matéria de mobilidade”. Por outro lado, o gestor anunciou ainda que a empresa a que preside está a recrutar milhares de novos engenheiros, precisamente para atender à nova vaga de necessidades que a construção automóvel vai enfrentar.

Barreiras da condução autónoma

No entanto, em matéria de condução autónoma, há ainda três grandes limitações/problemas para ultrapassar, segundo Ghosn: “uma forte necessidade de investimento em tecnologia, pois há muitas coisas para melhorar e outras tantas para descobrir – e é preciso testar, testar, testar. Em segundo lugar, falta ainda muita regulação para esta nova modalidade. Há países que ainda nem ‘acordaram’ para o assunto e, portanto, há muito a fazer neste domínio, sobretudo nos países mais avançados. Por último, é muito importante que o cliente saiba dominar a tecnologia. Utilizar um carro autónomo, elétrico, e cada vez mais conectado não é a mesma coisa que conduzir um carro igual ao que temos hoje”. Apesar de tudo, Ghosn diz que está “muito otimista” com o que aí vem em matéria de mobilidade automóvel.

A Nissan está precisamente a trabalhar com empresas como a Nasa ou a Google, pois entende que tem muito a aprender com elas em matéria de automação, controlo remoto e conectividade.

Outra das áreas em que o presidente da Nissan considera que se irá avançar muitíssimo é na construção de baterias. “Elas serão cada vez mais baratas, mais eficientes e com um nível de autonomia cada vez maior”.

Quanto ao preço do novo carro elétrico low cost que a sua empresa se prepara para introduzir no mercado nem uma palavra. Apenas que “vai surpreender”.