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Web Summit

Second Home realiza evento da Uber em Lisboa

Rohan Silva, fundador da Second Home, confessa-se “apaixonado” por Lisboa

João Lima

Espaço da Second Home no Mercado da Ribeira, em Lisboa, abre em dezembro e já tem uma ocupação de 75%

João Ramos

João Ramos

Jornalista

A Second Home, a aceleradora criativa fundada em Londres por Rohan Silva, vai organizar durante a Web Summit três eventos em Lisboa. No domingo, 6 de novembro, promove um jantar (Impossible Dinner) reservado para 30 executivos, sendo de destacar a presença da modelo e empresária Lily Cole e de Tony Conrad, cofundador da capital de risco True Ventures.

No dia seguinte, 7 de novembro, vai organizar um evento com a Uber no futuro espaço no Mercado da Ribeira que a empresa de Rohan Silva irá inaugurar em dezembro. Na terça-feira, 8 de novembro, organiza um jantar de fundadores (Founders Dinner) em que José Neves, presidente da Farfetch, dará as boas-vindas a 60 convidados, investidores, presidentes e fundadores de empresas que estarão em Lisboa para participar na Web Summit. “Estes três eventos são os primeiros exemplos das iniciativas de dinamização cultural que a Second Home pretende criar em Lisboa, a exemplo do que tem vindo a fazer em Londres”, afirma Rohan Silva. “Para já, vamos estimular a realização de encontros entre os participantes da Web Summit”, garante.

Rohan Silva, que foi assessor do ex-primeiro-ministro britânico David Cameron para a área do empreendedorismo e novas tecnologias (Tech City), lançou na capital inglesa, em 2014, a Second Home que se tornou num espaço de cultura e de trabalho para empreendedores, investidores e profissionais das indústrias criativas. Instalaram-se lá empresas como a plataforma de crowdfunding Kickstarter, a marca de luxo italiana Zegna, a plataforma online de colecionadores de arte Artsy ou a empresa de design Fuseproject.

Em 2015, após uma viagem a Lisboa, decidiu iniciar a internacionalização e instalar a Second Home na capital portuguesa, ainda antes de ser conhecida a vinda da Web Summit. Rohan Silva, que, através do apelido que herdou dos pais originários do Sri Lanka, admite ter ainda sangue português, diz-se empenhado em contribuir para tornar Lisboa numa das mais vibrantes cidades da Europa na área do empreendedorismo e das indústrias criativas. Para que o ecossistema português possa ser mais competitivo e atrair investidores estrangeiros, o fundador da Second Home recomenda que “a legislação portuguesa do trabalho seja mais flexível” e que “os fundadores das startups tenham mais benefícios fiscais de forma a premiar quem arrisca”.

Faber instala-se 
na Second Home

A dois meses da inauguração da Second Home Lisboa, no piso superior do Mercado da Ribeira, Rohan Silva revela que 75% do espaço está arrendado e que está a ter uma boa adesão de empresas portuguesas. Entre os novos inquilinos já confirmados estão a empresa investidora em startups Faber Ventures, a Monday (agência de marketing digital), a Home Lovers (imobiliária) e a clínica dentária White Clinics, de Miguel Stanley. “Procuramos juntar no espaço empresas de várias áreas de forma a tornar a atmosfera mais estimulante”, refere o empreendedor. Um modelo que procura replicar o modelo de sucesso da Second Home de Londres.

A arquitetura da Second Home de Lisboa é da responsabilidade da dupla de arquitetos espanhóis Selgas Cano (que desenharam em 2015 a Serpentine Gallery de Londres). O espaço foi concebido para estimular a polonização cruzada de experiências através da junção de diferentes áreas, indústrias e ideias que partilham o espaço, de forma que seja possível “criar uma comunidade ambiciosa e diversificada”. “Acredito ser este um dos segredos do sucesso na economia moderna que já testámos com sucesso em Londres”, afirma Rohan Silva, revelando que “o espaço físico de trabalho e as áreas de lounge terão uma forte presença de plantas e haverá uma parede repleta de livros”.

Como o próprio nome Second Home (segunda casa) indica, a ideia é criar um lugar acolhedor e confortável que seja a extensão da habitação própria. Não faltarão propostas de exercício fisico e atividades ao ar livre. E Rohan Silva diz que está prevista a realização de experiências como coffee-breaks em grupo, almoços da comunidade, surf e degustações de vinhos (wine trips), ioga matinal e o britânico copo de sexta-feira ao final do dia.

Artigo publicado no Expresso na edição de 22 de outubro de 2016