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Web Summit

Mais de mil investidores em Lisboa à procura de oportunidades

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A 500 startups, especialista em capital somente vocacionada para as rondas iniciais de financiamento (early stage), estará em Lisboa

No início de novembro, a capital portuguesa vai ser o local certo para as startups encontrarem investidores

João Ramos

João Ramos

Jornalista

Mais de um milhar de investidores, representando 565 fundos de capital de risco, confirmaram presença na megaconferência de tecnologia que se realiza em Lisboa de 7 a 10 de novembro. As startups poderão encontrar o leque completo de investidores. Desde os especialistas em capital semente vocacionados para as rondas iniciais de financiamento (early stage) — como a YCombinator ou a 500 Startups — até aos fundos que entram em estágios mais avançados do investimento (late stage) — como a TPG ou a Silver Lake. A marcação de encontros entre startups e estes representantes de fundos está a aumentar de dia para dia na plataforma tecnológica da Web Summit. A organização revelou esta semana que já tinham sido pré-agendadas mais de 2000 reuniões entre startups e fundos de capital de risco.

O caso da Uber

Muitos outros encontros entre empreendedores e investidores vão realizar-se de forma informal na Night Summit (cimeira da noite), que vai decorrer nas noites do evento nos restaurantes e bares do Cais do Sodré e do Bairro Alto. E até pode acontecer que Lisboa venha a ser palco de contactos que mais tarde se verificará que são históricos. Pady Cosgrave revelou em entrevista à revista “Exame” que “as coisas mais entusiasmantes” que testemunhou “aconteceram a altas horas”. Recorda que na Web Summit de 2011, em Dublin, o investidor Shervin Pishevar conheceu Travis Kalanick numa cervejaria já de madrugada, e viria a assinar um acordo de investimento de 26,5 milhões de dólares na startup de Kalanick, a Uber. Paddy Cosgrave recorda outro momento de networking com final feliz ocorrido na edição de 2015 da Web Summit: “Um encontro entre dois dos nossos oradores, um dos quais era Sean Rad, CEO da Tinder, fez com que esta empresa comprasse a recém-criada startup Humin”.

Artigo publicado na edição do EXPRESSO de 8 de outubro de 2016