Votorantim diz que acompanha habitualmente a situação da Cimpor
João Carlos Santos
A brasileira Votorantim Cimentos anunciou hoje que não está a "ponderar, analisar ou estudar" qualquer anúncio de oferta pública de aquisição (OPA) ou eventual fusão com a Cimpor, mas salientou que já abordou com os accionistas da cimenteira portuguesa a possibilidade de adquirir uma participação minoritária.
"A Votorantim não tomou, até à data, qualquer decisão em relação à concretização de qualquer aquisição de acções da Cimpor e informa que não se encontra a ponderar, a analisar ou a estudar a publicação de qualquer anúncio preliminar de oferta pública de aquisição da Cimpor nem uma eventual fusão da Votorantim, ou sociedade consigo relacionada" a cimenteira portuguesa, lê-se num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Interesse em participação minoritária
A empresa acrescenta, no entanto, que "mantém desde 2008 contactos directos e individuais com accionistas detentores de participações qualificadas na Cimpor, tendo abordado a eventual aquisição pela Votorantim de uma participação minoritária que representaria sempre menos do que 33% do capital social e dos direitos de voto" da cimenteira portuguesa.
O grupo brasileiro diz ainda que acompanha "habitualmente" a situação da Cimpor, "em particular após as notícias vindas a público a respeito do surgimento de divergências entre alguns accionistas".
Neste sentido, mandatou, em Setembro de 2008, o Deutsche Bank Securities como seu assessor financeiro e, recentemente, mandatou uma sociedade de advogados.
Disputa entre empresas brasileiras
A Cimpor é objecto de cobiça por parte dos grupos brasileiros Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Camargo Corrêa.
A CSN lançou uma OPA sobre a totalidade do capital da Cimpor, enquanto a Camargo Corrêa apresentou à cimenteira portuguesa uma proposta de fusão.
A CMVM exigiu, entretanto, à Camargo Corrêa o lançamento de uma OPA concorrente à da CSN ou a retirada da proposta de fusão com a Cimpor.