20 de maio de 2013 às 20:51
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Viúva de Arafat pede exumação de cadáver

Suha Arafat tomou a decisão depois da Al-Jazeera ter divulgado uma reportagem indicando que Yasser Arafat pode ter morrido envenenado com polónio.
Lusa
Arafat com a mulher, numa foto de arquivo, em Outubro de 2004 Reuters Arafat com a mulher, numa foto de arquivo, em Outubro de 2004

A viúva de Yasser Arafat pediu a exumação do cadáver do líder histórico palestiniano após a descoberta de indícios que sugerem que pode ter sido envenenado.

"Faço-o como esposa, como mãe, como companheira durante 20 anos deste grande homem, faço-o pelas gerações e pelas crianças palestinianas e pelo mundo inteiro, para que se saiba a verdade sobre o assassínio de Yasser Arafat", disse Suha Arafat numa entrevista à Al-Jazeera, divulgada na página da Internet em inglês deste canal televisivo .

A viúva tomou a decisão depois de o mesmo canal ter divulgado uma reportagem exclusiva sobre a morte do líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), indicando que Arafat pode ter morrido envenenado com polónio, uma substância altamente radioativa encontrada nos seus objetos pessoais.

Segundo o documentário, um laboratório suíço, o Instituto de Física de Radiação de Lausanne, descobriu "uma quantidade anormal de polónio" quando analisou amostras biológicas em objetos pessoais do líder palestiniano entregues à viúva pelo hospital militar de Percy, no sul de Paris, onde Arafat morreu.

"Temos aqui uma primeira prova do crime, falamos de um crime quando encontramos mais de 50% de polónio nas suas roupas no laboratório mais importante do mundo", sublinhou Suha.

Solicitada também investigação internacional


"Peço uma exumação porque os cientistas suíços disseram que teríamos de o fazer para termos 100% de segurança", adiantou a viúva, que também solicitou uma investigação internacional como a realizada ao assassínio do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, num atentado em 2005 em Beirute.

Sobre as suas suspeitas de quem poderá ter envenenado Arafat, Suha comentou que "apenas cinco ou seis países no mundo têm polónio".

O chefe da comissão de inquérito palestiniana à morte de Arafat, Taufiq Tiraui, disse à agência France Presse ter recomendado hoje ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, que aceitado a análise do cadáver, na condição da viúva e do sobrinho, Nasser al-Qidwa, representante da família, aprovarem.

"Concordámos que, se a família do mártir Yasser Arafat estiver de acordo, contactaremos o laboratório suíço nos próximos dias para que venha recolher as amostras necessárias", adiantou.

Arafat morreu a 11 de novembro de 2004 com 75 anos no hospital militar de Percy, após ter estado internado duas semanas. Não foi efetuada qualquer autópsia.

Comentários 6 Comentar
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Os russos não gostavam de Arafat
morto ,servia melhor os seus interesses.
Re: Os russos não gostavam de Arafat Ver comentário
Tadinha da viúva !!

"Faço-o pelas crianças da Palestina"

Não seria melhor abrir os cordões à bolsa, gorda de tanto roubo à causa, e doar 1 milhão de dólares - peanuts face à herança deixada - à Autoridade Palestiniana que viu ser recusado um empréstimo deste montante por parte do FMI.
Mas, de qualquer modo,
ela continuará sendo viúva. Nada além disso ... Rio Grande
Arafat
A pedra que os palestinianos lançaram ao mundo

No mesmo dia em que Yasser Arafat regressa aos noticiários de todo o mundo, desta vez devido a uma investigação da Al Jazeera que indicia que este terá sido vítima de assassinato através de polónio 210, acabava eu de ler a excelente biografia "Arafat, A pedra que os palestinianos lançaram ao mundo" editado pelo Público e da autoria de Margarida Santos Lopes. Este é um daqueles livros que esteve em fila de espera durante vários meses. Talvez por eu não ser um grande apreciador de biografias. Talvez por existirem outros assuntos que não sendo mais importantes, poderão ser mais actuais ou urgentes. Ou talvez por as minhas expectativas não serem muito elevadas já que sou bastante crítico das posições discretamente tomados pelo jornal "Público" nas questões sobre o médio oriente, em particular na forma como é relatado o conflito israelo-palestiniano.

oreivaivestido.blogspot.pt/2012/07/arafat-pedra-que-os-palestinianos.html
Nunca o saberemos, mas...
Podemos vir a saber a causa da morte, mas o móbil do crime não vai ser fácil.
Será que terá anuido a assinar um acordo de paz com Israel? Nunca o saberemos.
O que sabemos é que a paz não interessa a Israel, pois a guerra constitui a principal razão da sua "união" e da sua existência.
Na altura achei suspeito o falecimento, assim tão repentino, mas se tudo foi orquestrado, até o país escolhido para o desenlace foi de molde a não levantar grandes suspeitas.
Porquê um hospital militar?
Pela segurança?
Mas se o homem saiu de lá morto?
Quem coordenou as operações.
Franceses mandados por franceses ou franceses a seguir os ditames da estranja?

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