Vítimas não devem apagar vestígios de violação (vídeo)
Os crimes de violação têm aumentado em Portugal. Só no ano passado foram registados 424 casos, mais 47 do que em 2009. As autoridades sabem que podem ser muitos mais, e que grande parte nem chega ao conhecimento das autoridades. Muitas das vítimas, por medo ou vergonha, não apresentam queixa, e quando ganham coragem "às vezes é tarde de mais".
Segundo Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, os casos são cada vez mais violentos. E há uma tendência das vítimas em Portugal de não fazerem queixa, demorarem a ir a exame científico e apagar rapidamente as marcas físicas da violação, o que significa a destruição de provas, sem as quais nenhum juiz pode determinar a prisão preventiva do suspeito, contribuindo para a existência de continuação da prática desse tipo de crime.
No momento em que são conhecidos novos casos de violação - segundo a edição de hoje do "Correio da Manhã", mais uma turista italiana foi violada, desta vez no Algarve -, ouça o conselho dos especialistas num vídeo da SIC:
Quatro casos em Albufeira
De acordo com o "Correio da Manhã", somente no espaço de um ano são já quatro os casos de violação, além de uma tentativa de consumação deste mesmo tipo de crime, em Albufeira.
Ontem, mais uma italiana foi violada em Portugal. Segundo o jornal, o crime aconteceu entre a meia-noite e a 1h da manhã. A mulher, de 30 anos, foi fumar um cigarro à rua, quando foi cercada por três homens com cerca de 20 anos que falavam francês entre si, levada para a praia de Olhos de Água, atacada brutalmente e violada em pleno areal.
É a segunda turista italiana vítima de violação em Portugal no espaço de poucos dias. Segundo notícia divulgada também pelo "Correio da Manhã" no passado dia 10, outra italiana, de 25 anos, foi sequestrada, agredida e repetidamente violada durante três dias numa pensão em Lisboa.
A vítima, recém-licenciada, havia chegado a Lisboa na sexta feira dia 5, após uma viagem pela Europa, quando foi abordada junto à estação de metro de Arroios, por um homem que se ofereceu para lhe indicar o caminho do hotel mas acabou por levá-la para a pensão onde estava hospedado. O sequestro durou até domingo, quando a italiana conseguiu fugir.
O agressor foi presente ao tribunal, mas o juiz deixou-a sair em liberdade, ficando apenas obrigado a apresentar-se quinzenalmente na esquadra.


