Os internamentos de doentes com gripe A são sobretudo de pessoas com doenças crónicas, mulheres grávidas e crianças com menos de dois anos. As conclusões são do último relatório de avaliação de risco do Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença (ECDC).
No entanto, a maioria das crianças pequenas hospitalizadas ficam nas unidades de saúde durante pouco tempo, enquanto os adultos ficam internados por um período mais longo, refere o documento.
Apesar de as consequências da gripe A serem desconhecidas, os especialistas prevêem uma maior pressão nas unidades de saúde, em especial os cuidados intensivos dos hospitais.
O documento indica ainda que as "ondas de transmissão" da doença "estão a ocorrer mais cedo do que acontece geralmente com a gripe sazonal".
Problemas graves e mortes em pessoas saudáveis
Uma das principais diferenças entre a gripe pandémica e a sazonal é que quando aquelas ondas acontecem infectam mais pessoas ao mesmo tempo.
Entre os mais velhos há menos casos de gripe A, por muitos terem alguma imunidade ao vírus, mas "paradoxalmente é o grupo com taxas mais graves da doença e mortes". As mortes em adultos estão a acontecer com maior frequência do que na gripe comum, mas a maioria das infecções são suaves ou mesmo sem sintomas.
Uma preocupação do ECDC prende-se com o número de problemas graves e mortes em pessoas saudáveis (20% no Reino Unido).
Às quatro vacinas contra a gripe A licenciadas na Europa deverão juntar-se no próximo mês outras duas, revelou o grupo de Controlo da Pandemia, liderado por Angus Nicoll. As vacinas serão produzidas por um fabricante romeno e um francês.