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Testemunhos: como gerem estes portugueses as carreiras nos difíceis dias de hoje

Ana Santiago (texto) e Tozé Alvarez (fotos) (www.expresso.pt)
21:37 Quinta feira, 10 de maio de 2012

Numa altura em que se vivem mudanças aceleradas e momentos de grande instabilidade no mercado de trabalho, o que estão os portugueses e as portuguesas a fazer para construir a sua carreira e desenvolver o seu projeto de vida?

Apresentamos abaixo testemunhos de pessoas de diferentes gerações e ocupações.


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com vídeo

Quer vencer no mercado de trabalho? Então tem de ler isto

Ana Santiago (www.expresso.pt)
11:00 Quarta feira, 11 de abril de 2012

As organizações, que estão focadas na obtenção de resultados de excelência, procuram não só profissionais qualificados mas sim verdadeiros "vencedores".

Que o diga Jack Welch , ex-presidente e CEO da General Electric, que liderou com sucesso este Grupo global, ano após ano, e com base nessa experiência de quatro décadas, revelou na sua obra "Vencer", "de que são feitos os vencedores".

Para Welch, o recrutamento de vencedores (independentemente da função) começa com três testes importantes:

Integridade, porque as pessoas íntegras "jogam" para ganhar mas respeitam as regras do sector, da empresa, do departamento, da função, não passam por cima de ninguém, dizem a verdade e assumem os seus erros;

Inteligência, porque é essencial ter pessoas com conhecimentos suficientes para trabalhar e com curiosidade intelectual para evoluir e aprender continuamente;

Maturidade, porque as pessoas maduras são confiantes sem ser arrogantes, são emocionalmente inteligentes e têm sentido de humor, sendo capazes de se rir de si próprias.

Por outro lado, os vencedores reúnem cinco características fundamentais, que Welch sistematizou na estrutura 4-E (e 1-P):

E de energia positiva, ou seja, de pessoas dinâmicas, extrovertidas e otimistas, que adoram trabalhar e amam a vida;

E de estimular os outros, isto é, de pessoas capazes de motivar e inspirar os que estão à sua volta, independentemente das circunstâncias;

E de edge (risco, em inglês), ou seja, de pessoas com capacidade para tomar decisões difíceis;

E de executar, ou seja, de transformar as decisões em acção, de fazer acontecer, de gerar resultados.

P de paixão, isto é, de entusiasmo verdadeiro e profundo pelo trabalho e pelo seu sucesso e dos que o rodeiam (colegas, colaboradores, chefias, amigos, familiares).

E então, tem perfil de vencedor/a? Mesmo que não tenha, está sempre a tempo de alcançar esse resultado, precisa é de agir nesse sentido."O homem é aquilo que ele próprio faz", André Malraux.

Pense nisto!






Livro recomendado: Vencer de Jack Welch

Sinopse: O objectivo de Welch é falar aos diferentes níveis da organização, para empresas grandes ou pequenas, colaboradores da linha da frente, detentores de MBA, gestores de projecto e executivos seniores, entre outros profissionais. Com este livro tem em vista ajudar todos os que têm uma paixão pelo sucesso."Vencer" é o novo livro de Jack Welch, escrito em conjunto com a sua mulher, Suzy Welch. Lançado em simultâneo com os EUA, a versão portuguesa conta com o prefácio de Belmiro de Azevedo.
Jack Welch sabe como vencer. Nos seus 40 anos de carreira na General Electric liderou este Grupo global com sucesso, ano após ano, em múltiplos mercados e enfrentando uma forte concorrência. Os seus pontos de vista optimistas, onde "não existem desculpas" porque "as coisas têm de ser feitas", são contagiantes. Cheio de relatos de experiências pessoais e escrito no seu estilo pessoal distinto, "Vencer" é um livro que transmite novos conhecimentos, pensamentos originais e soluções para algumas questões práticas e, por isso, mudará a forma como encaramos o trabalho.

Páginas: 384

Editor: Actual Editora

ISBN: 9789729907883

Também disponível em audio book.


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Sabe a que geração de profissionais pertence? Se não sabe... fique a saber

19:42 Quinta feira, 5 de abril de 2012

Com o aumento da esperança média de vida e da idade da reforma, o mundo das organizações é habitado por quatro gerações de pessoas: a Baby Boomer (conhecida pela geração pós-guerra, inclui todas as pessoas nascidas entre as décadas de 40 e 60), a geração X (composta por pessoas nascidas entre a década de 60 e 80), a geração Y (conhecida pela geração do milénio ou da Internet, integra pessoas nascidas na década de 80 até meados dos anos 90) e a geração Z (composta pelos "nativos digitais", nascidos a partir da segunda metade da década de 90 até hoje).

Pelo facto de serem marcadas por diferentes acontecimentos sociais, económicos, culturais e tecnológicos, estas quatro gerações têm características distintas que influenciam a forma como encaram a carreira e como se relacionam entre si no contexto de trabalho, pelo que o convívio entre elas nem sempre é pacífico.

Importa por isso conhecer os diferentes perfis geracionais para compreender melhor a sua forma de ser, estar, pensar e agir no trabalho e assim se construírem melhores relações profissionais e se criarem ambientes laborais mais harmoniosos e produtivos.

As diferenças existentes entre as várias gerações devem motivar a sua aproximação e não o seu afastamento. Todas as gerações têm algo a aprender com as demais.

Perfil das gerações (Baby Boomer, X, Y e Z)

A geração baby boomer vê o trabalho como a principal razão da vida (daí ter sido responsável pela criação do termo workaholic), gosta da ideia de trabalhar anos a fio numa organização e valoriza muito a ética corporativa. Os aspetos menos positivos deste perfil são a resistência à mudança e a dificuldade em fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Para a geração X o trabalho é uma fonte de rendimento para pagar as contas. As pessoas desta geração procuram não misturar o trabalho com a vida pessoal, valorizam a liberdade e buscam a individualidade, sem perder de vista a convívio em grupo. Conseguem tirar partido das tecnologias e outras inovações mas com menos eficiência do que as gerações mais novas. Além disso, têm receio de partilhar as suas ideias e experiências e não se sentem obrigados a fazer esse tipo de troca.

A geração Y foi habituada a conviver com as novas tecnologias da informação desde do banco da escola, procuram formação de qualidade e têm muita facilidade em aceder a informação. As pessoas desta geração são mais individualistas e autónomas, têm necessidade de afirmar as suas opiniões, não têm qualquer problema em trocar informações e têm grande capacidade de inovação. Os seus pontos fracos são a ansiedade e o imediatismo.

A geração Z está totalmente integrada com a tecnologia, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo, está sempre conectada, valoriza muito o diálogo e a comunicação e está sempre à procura de novidades. O seu calcanhar de Aquiles é a concentração, esta geração dispersa com muita facilidade. 

Revê-se em algum destes perfis? O seu perfil profissional condiz com o de sua geração? 

No vídeo abaixo encontra um testemunho de uma especialista na matéria.



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O choque de gerações e a geração à rasca

Ana Santiago (www.expresso.pt)
20:30 Quinta feira, 29 de março de 2012

Numa altura em que se colocam inúmeros desafios às diferentes gerações no nosso país, decidi entrevistar António Xavier, autor do livro "Choque de Gerações - As causas e os efeitos da existência de uma geração à rasca", para conhecer a sua opinião sobre o estado actual da situação. 

Apesar de pertencer à faixa etária da "geração à rasca", António Xavier não se revê nos métodos que têm sido utilizados na defesa dos direitos da sua geração, embora reconheça que eles estão a ser atacados. O autor defende que a sua geração se "erga e lute pelo seu futuro dentro do paradigma existente, uma vez que as verdadeiras revoluções são longas e silenciosas".

AS - O que o levou a escrever o livro "Choque de Gerações"?

AX - Durante o ano de 2010 a minha vida pessoal e profissional teve uma reviravolta de 180 graus e eu dispus de mais tempo para refletir sobre algumas questões que me atormentavam o espírito, nomeadamente a insustentabilidade do modelo económico que estava a ser seguido em Portugal. Eu já tinha a clara noção que o nosso País iria necessitar do apoio internacional para liquidar os insanos juros que estavam a ser pagos pela emissão de Dívida Pública. Mas o que mais me irritava pessoalmente era o facto do então Primeiro-Ministro, José Sócrates, estar constantemente a afirmar que ninguém podia ter previsto o que estava a acontecer, tendo chegado mesmo a dizer que o mundo tinha mudado em 15 dias. Do meu ponto de vista, era óbvio para quem tivesse um pingo de bom senso, que o caminho trilhado até então só podia levar o nosso País para um buraco de onde seria muito difícil sair. E decidi colocar no papel umas notas soltas, para enviar aos meus amigos e mais tarde afirmar: "estão a ver como isto era tudo previsível?". Acontece que a obra evoluiu e a Bnomics acabou por ter interesse em publicar o meu livro, que foi editado em Julho de 2011, ainda os efeitos da Crise não se tinham feito sentir na sua plenitude. 

AS - Como conseguirão os jovens superar os erros cometidos pela geração anterior, que os atiraram para a crise que vivem hoje?

AX - As novas gerações irão ter um futuro próximo muito complicado, pois os nossos governantes continuam a insistir nos erros do passado. O cientista Albert Einstein afirmava que insanidade era repetir sempre o mesmo método e esperar resultados diferentes. O que o atual Governo está a tentar é maquilhar um modelo económico perfeitamente obsoleto, baseado em pressupostos errados e ainda por cima, tentar pagar os juros da Dívida a um valor absolutamente pornográfico. Num contexto com a atual complexidade, é necessário que os diversos intervenientes na Concertação Social se reúnam durante meses e tentem negociar o que eu defino por um "Pacto Multigeracional", baseado em critérios realistas e ignorando fantasias. E o conceito de "direito adquirido" terá de ser revisto, pois foi um dos principais erros que se cometeram após o 25 de Abril de 1974. Não é justificável que sejam os jovens da atualidade a pagar os excessos cometidos pelas gerações anteriores, que atribuíram a si mesmo benefícios sociais impossíveis de sustentar num cenário económico altamente recessivo.

AS - Como analisa o choque de gerações no contexto do mercado activo de trabalho?

AX - O choque de gerações já está em marcha e é materializado na inaceitável taxa de 35% de jovens com menos de 24 anos que está no desemprego. A atual legislação laboral, mesmo depois da última revisão, ainda protege demasiado os já mencionados "direitos adquiridos" e torna o despedimento muito rígido, atribuindo aos funcionários um valor de indeminização que os patrões não podem pagar. Como as empresas não conseguem acomodar nas suas tesourarias quebras brutais de faturação e liquidar os salários no final de cada mês, o que está a acontecer é o aumento exponencial do número de falências. Eu antevejo que iremos chegar ao final de 2012 com uma taxa de desemprego oficial superior a 16%, que na realidade poderá ultrapassar 30% da população ativa, pois existem pessoas que simplesmente irão desistir de procurar trabalho. E esses números são insustentáveis para um País frágil em termos económicos, que não está socialmente preparado para se adaptar a esta realidade. Aliás, a situação só não será mais dramática se a juventude emigrar em massa, como já está a acontecer. O apelo do atual Primeiro-Ministro nesse sentido não foi inocente, pois ele tem a perfeita noção que uma enorme massa de jovens desocupados poderá causar terríveis perturbações sociais em Portugal. 

AS - O conceito de trabalho deteriorou-se com a anulação da estabilidade que se esperava nos empregos, que estão a passar de longa duração a incerteza diária. Num contexto destes, como fica o conceito de carreira?

AX - A estabilidade na nossa sociedade sempre me pareceu uma utopia, dadas as transformações diárias a que todos estamos sujeitos. Alguém podia acreditar na hipótese de um emprego para a vida no atual modelo de Globalização, em que os trabalhadores no Ocidente passaram a competir com mão-de-obra que opera em condições muito similares à escravatura? Durante alguns anos os poderes políticos e económicos foram mascarando a situação com a emissão maciça de Dívida Pública, mas quando a bolha estourou descemos até à dura realidade. Agora temos a "Lei da Selva" institucionalizada, em que os mais fortes estão a dizimar os elementos frágeis da sociedade. As carreiras profissionais das futuras gerações irão ser caraterizadas pela constante incerteza, como já tinham sido as das gerações que estavam no ativo antes do 25 de Abril em 1974. Eu sei que a memória dos seres humanos é curta, mas é bom recordar o fenómeno da emigração em massa nessa época, não só para fugir à Guerra, mas também devido a condições económicas a roçar o miserável. Ainda há quem afirme que a história não se repete...     

AS - Uma geração à rasca tem de se desenrascar. Durante quanto tempo é aceitável que  uma sociedade tente progredir sustentada na incerteza e no improviso?

AX - A incerteza e o improviso fazem parte da essência lusitana. Aliás, esta é a razão pela qual eu acredito que iremos superar esta Crise mais depressa do que muitos julgam. O Português típico é um calaceiro natural e o seu principal desejo é viver em paz e tranquilidade. Mas quando surge uma situação limite, em que temos de enfrentar condições terríveis, os portugueses superam-se a si próprios e são capazes de feitos inacreditáveis, como a nossa história o tem demonstrado. O que falta nesta conjuntura é uma liderança forte e credível, pois os atuais partidos políticos estão minados por medíocres e corruptos. E temos também a infelicidade do nosso Presidente apresentar sinais de alguma senilidade, o que é uma tragédia nas atuais circunstâncias. Eu desejo que rapidamente surjam no espectro político em Portugal pessoas com valor para se imporem à mediocridade reinante, que foi a principal responsável pelo estado lastimável em que o País de encontra. A designada "Geração à Rasca" poderá ser muito útil para o futuro de Portugal, desde que tenha condições de poder competir em pé de igualdade com as gerações anteriores. 

AS - Como podem os jovens de hoje prepararem-se para enfrentar a velhice?

AX - As novas gerações deverão preparar-se para um cenário em que o Estado Social irá encolher para uma versão minimalista, dada a insustentabilidade do seu modelo atual. Num futuro não muito longínquo, o nível de proteção social será consideravelmente inferior aquele que temos hoje em dia, no que diz respeito aos montantes atribuídos, bem como à durabilidade das prestações sociais. A população que está no mercado ativo de trabalho e cuja idade seja inferior a 50 anos, deve levar em consideração que lhe será atribuída uma futura pensão de reforma substancialmente reduzida em relação às atuais formas de cálculo. A única resposta para esta problemática resume-se a uma só palavra: poupança. Nas últimas décadas habituámo-nos a viver como se não existisse um amanhã, pois acreditámos que o Estado iria prover o nosso bem-estar em caso de necessidade. Mas eu julgo que o cidadão comum mais atento, que designamos habitualmente por "maioria silenciosa", já tem a perceção que esse cenário não se irá concretizar nas próximas décadas. 

AS - Qual é o maior desafio das várias gerações na atualidade?

AX - As múltiplas gerações que estão num confronto de interesses perfeitamente legítimos, terão de se entender umas com as outras, num clima de diálogo franco e aberto. Não é racional a atitude dos empresários, pensionistas e assalariados muito abastados, que invocam até à exaustão os seus "direitos adquiridos", considerando-os uma espécie de "vaca sagrada". Se existe um aspeto interessante nesta Crise, é aquele que nos faz questionar todos os dogmas existentes nas últimas décadas, que nos arrastaram para uma falência do País como Estado Soberano, vivendo atualmente de esmolas provenientes do exterior. Perante este cenário, os mais velhos não devem simplesmente atirar o prejuízo para as gerações vindouras, como estão a tentar fazer, pois este desequilíbrio de direitos poderá causar situações sociais potencialmente explosivas, conforme eu alerto no meu livro. Até agora os mais jovens ainda estão relativamente entretidos com desabafos nos fóruns da Internet, através de Blogs ou no Facebook, essa aberração cibernética. Mas quando perceberem que isso não lhes irá trazer nenhuma melhoria em relação ao seu futuro, o cenário pode tornar-se bem mais negro.   


Oiça a opinião do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa sobre o livro




Livro recomendado: Choque de Gerações - As causas e os efeitos da existência de uma geração à rasca de António Xavier 

Sinopse: Se os governos dos países ocidentais nada fizerem para inverter o atual cenário, em que toda uma geração de pessoas estará condenada a um baixo salário, precariedade nos empregos, dificuldades no acesso ao crédito e uma carga de impostos absolutamente brutal, corremos o risco de criar um enorme potencial de revolta que convém minorar antes que seja tarde demais. Até porque esta nova geração não está muito preparada para o mundo real, mas possui um nível de formação superior às que a antecederam. E esse facto implica que o seu grau de conformismo será muito inferior ao conjunto de cidadãos que não tem cultura suficiente para sequer perceber que a miséria a que estão sujeitos não é uma fatalidade, mas sim o resultado da sua fraca instrução. 

Páginas: 94

Ano: 2011

Editor: Bnomics

ISBN: 9789897130106


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Se não está a pensar em criar um negócio este texto não é para si

10:30 Quarta feira, 14 de março de 2012

É essencial fazer pesquisa para elaborar e planear o projeto da melhor forma
É essencial fazer pesquisa para elaborar e planear o projeto da melhor forma

Sente que chegou a hora de trabalhar por conta própria mas não está a conseguir dar o passo? Tem receio de arriscar ou simplesmente não tem uma ideia clara do que pretende empreender?

Certamente não é a primeira nem a última pessoa a sentir isso. Agora a forma como vai lidar com a situação é que fará toda a diferença. É que perante tais dúvidas e receios, algumas pessoas desistem (e assim se perdem potenciais bons negócios), outras, pelo contrário, decidem explorar o seu potencial empreendedor , elaborar o seu projeto e criar a sua empresa.

Por isso, o que tem a fazer é refletir profundamente sobre o assunto, primeiro, para perceber se é está mesmo na disposição de empreender e, segundo, para traçar o caminho para concretizar o seu projeto, que não é só um negócio mas sim um projeto de vida.

O Coaching , enquanto ferramenta facilitadora de processos de mudança, de desenvolvimento do potencial humano e de concretização de objetivos, pode ter aqui um papel importante. Porém, e para que este processo funcione, precisa de estar verdadeiramente comprometido com o objetivo que definiu, ou seja, deve querer muito alcançar o mesmo.

Posto isto, está mesmo na disposição de empreender por conta própria?

Se já tomou a decisão de criar o seu próprio negócio e se está confortável com essa decisão, é chegada a altura de passar da intenção à ação através do planeamento da vida e do negócio.

 

Planear a vida

Antes de iniciar a criação de um negócio é essencial melhorar a perceção de si mesmo para que possa explorar todo o seu potencial e encontrar o equilíbrio entre a sua vida pessoal e profissional. Importa dizer que, a partir do momento que decide empreender, o negócio passa a fazer parte da sua vida e tudo o que lhe acontece a si tem impacto sobre o negócio e vice-versa. Para tal, procure conhecer ou simplesmente tomar consciência do seguinte:

·Características pessoais: identifique os aspetos positivos da sua personalidade e as suas limitações ou fragilidades para uma melhor adequação ao projeto de negócio e de vida;

·Valores: verbalize os seus valores para orientar melhor as suas decisões e os seus comportamentos;

·Interesses: defina o que quer e o que não quer, o que gosta e o que não gosta, para desenvolver um plano de negócio e de vida coerente;

·Competências: liste as competências adquiridas e utilizadas no contexto pessoal e profissional e as que precisa de desenvolver para cumprir o seu projeto de negócio e de vida;

·Expectativas: construa uma visão de futuro para que fique claro o que deseja alcançar ao nível pessoal e profissional. De preferência escreva tudo o que lhe vier à cabeça sobre estes itens, como se estivesse a fazer a sua autobiografia.

 

Planear o negócio

Depois da reflexão pessoal, há que passar a fase de planeamento e implementação do plano de negócio, respeitando as seguintes fases:

·Conceção de um negócio: alargue o campo de visão, pesquise necessidades insatisfeitas no mercado para identificar oportunidades de negócio e verifique de que forma pode transferir as suas competências para essa oportunidade. Pode optar por desenvolver o negócio de raiz, comprar uma empresa, aderir a um franchising ou seguir o caminho da prestação de serviços. Relacione as várias alternativas com os itens da reflexão anterior para conhecer o nível de adequação;

·Estruturação do negócio: procure conhecer o mercado através de uma pesquisa para perceber se a sua ideia de negócio é viável. Antes de mais, devem ser definidos os produtos e/ou serviços a oferecer em resposta às necessidades identificadas no mercado. Depois deve elaborar um plano de marketing que lhe permita projetar o seu negócio junto de potenciais clientes, de forma diferenciadora, e ainda fazer uma estimativa de venda a fim de ter uma ideia do volume necessário para alcançar os resultados desejados;

·Estruturação da empresa: se na etapa anterior chegou à conclusão que a ideia de negócio é viável, deve definir processos, procedimentos e padrões de qualidade, identificar espaço físico, equipamentos e outros recursos necessários; especificar características e funções dos membros da equipa de trabalho e treiná-los; pesquisar e angariar paceiros estratégicos; definir um modelo de gestão ajustado ao negócio. Se sentir dificuldade em alguns destes pontos, terá de procurar apoio;

·Plano de negócio e investimento: deve definir missão, visão e valores do negócio, realizar um estudo de viabilidade económica e financeira, identificar fontes de financiamento (capital próprio, de sócios ou de possíveis investidores como os business angels ), recorrer a serviços de contabilidade e advocacia (definir tipo de sociedade a constituir, regime tributário, contratos com clientes, fornecedores e colaboradores e seguros obrigatórios);

·Análise crítica do projeto: verifique se o planeamento do negócio é compatível com o planeamento da sua vida através de um processo de reflexão e de Coaching. Se sentir algum desconforto em relação a algum ponto, faça uma revisão do projeto antes de passar à ação.

Estas são apenas as principais questões a ter em conta num processo de planeamento do um negócio. Se efetivamente pretende empreender por conta própria talvez valha a pena ler o livro que recomendamos neste artigo e, se assim o entender, recorrer um profissional de Coaching, para uma reflexão pessoal mais profunda sobre o assunto.

Como refere Brad Sugars , especialista em Business Coaching, "a qualidade de vida é determinada pela qualidade da decisão que se toma, que é determinada pela qualidade das perguntas que se fazem, que é determinada pela qualidade da educação que se tem".

 

Contatos úteis para quem está a pensar criar o seu negócio

ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários

APBA - Associação Portuguesa Business Angels

APCoaching - Associação Portuguesa de Coaching

CdP - Cidade das Profissões

Energia Portugal (apoio ao lançamento de startups)

IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação

 



Livro recomendado: O Desafio de Empreender de João Marcos Varella

Sinopse: Esta obra oferece uma oportunidade para o leitor refletir sobre seu plano de vida, suas competências e suas limitações, e como usar tudo isso para obter sucesso como empreendedor. O livro também destaca os principais desafios que o futuro empreendedor encontrará pela frente e como minimizar possíveis riscos. O leitor é levado a considerar diversas questões, tanto no âmbito pessoal quanto profissional, criando um modelo para avaliar as motivações e aptidões para empreender.
Páginas:
158
Ano:
2008
Editor:
Editora Campus
ISBN:
9788535232073 


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Conheça a vencedora do Prémio Jovem Empreendedor

16:44 Sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cláudia Ranito no momento em que agradecia o prémio. O galardão foi entregue por Cavaco Silva, na presença de Francisco Maria Balsemão, presidente da ANJE
Cláudia Ranito no momento em que agradecia o prémio. O galardão foi entregue por Cavaco Silva, na presença de Francisco Maria Balsemão, presidente da ANJE

A Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) teve ontem à noite a cerimónia de entrega de prémios. Cláudia Ranito, 31 anos e CEO da Medbone, recebeu o Prémio Jovem Empreendedor, enquanto o falecido Diogo Vasconcelos foi homenageado com o Prémio Carreira, entregue ao pai pelo Presidente da República.

Eram seis os projetos finalistas ao Prémio Jovem Empreendedor . A escolhida foi a empreendedora Cláudia Ranito, proprietária e CEO da Medbone, que viu no prémio "o reconhecimento do esforço e trabalho desenvolvido até ao momento".

A Medbone, empresa fabricante de osso sintético que desenvolve soluções inovadoras para a cirurgia ortopédica, dentária, plástica e veterinária - para o mercado nacional e internacional, - está assim determinada em "expandir o leque de aplicações, dando respostas às crescentes necessidades dos profissionais da saúde, através do desenvolvimento de novos dispositivos médicos".

Pai de Diogo Vasconcelos recebe prémio em nome do filho

O outro grande momento da cerimónia de entrega dos prémios da ANJE foi o da atribuição do Prémio Carreira, em homenagem póstuma, a Diogo Vasconcelos, que enquanto vice-presidente da ANJE marcou a história da associação, distinguindo-se como um dos principais impulsionadores da inovação e do empreendedorismo no nosso país. O prémio foi entregue por Cavaco Silva a António Vasconcelos, pai de Diogo Vasconcelos, que morreu a 8 de julho do ano passado , vítima de uma septicemia repentina. Tinha 43 anos.

O Presidente da República quando entregava o Prémio Carreira a António Vasconcelos, pai do falecido Diogo Vasconcelos
O Presidente da República quando entregava o Prémio Carreira a António Vasconcelos, pai do falecido Diogo Vasconcelos






































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E os candidatos ao Prémio Jovem Empreendedor são...

Ana Santiago (www.expresso.pt)
20:12 Quinta feira, 23 de fevereiro de 2012

VIPP (Valorização da Imagem Pessoal e Profissional) - E os candidatos ao Prémio Jovem Empreendedor são...

Os jovens empreendedores desempenham um papel fundamental na recuperação da economia e no crescimento global. Se repararmos, quase todas organizações gigantes começaram com ideias brilhantes de jovens empreendedores. No mundo da tecnologia, por exemplo, as gigantes globais foram criadas por empreendedores jovens cujo nome salta logo à vista: Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg, entre outros. É, pois, essencial apostar em programas e ações que estimulem e explorarem todo o potencial dos jovens empreendedores.

Em Portugal, a ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresário tem estimulado o empreendedorismo desde 1998, altura em que criou o Prémio Jovem Empreendedor. Este ano são seis os projetos finalistas e o vencedor será anunciado no próximo dia 24 de fevereiro, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, numa cerimónia que contará com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Nessa mesma cerimónia, o Prémio Carreira será atribuído, em homenagem póstuma, a Diogo Vasconcelos, que enquanto Vice-presidente da ANJE marcou a história da associação, e distinguiu-se como um dos principais impulsionadores da inovação e do empreendedorismo no nosso país.



Conheça os seis candidatos ao Prémio Jovem Empreendedor (ANJE):



Prémio Jovem Empreendedor
Criado pela ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários em 1998, o Prémio do Jovem Empreendedor é a mais antiga competição de empreendedorismo a nível nacional e, desde então, tem vindo a contribuir para a renovação do panorama empresarial português, lançando no mercado inovadoras start-ups e PME.

Prize money de 20 mil euros
O promotor do melhor projeto é contemplado com um  prize money no valor de 20.000 euros  e usufrui de apoio da ANJE no acesso a instrumentos de suporte financeiro e infraestrutural, através das iniciativas Ninhos de Empresas, Centros de Incubação e Programas de Apoio a Jovens Empresários. O júri poderá ainda, caso entenda ser pertinente, conceder menções honrosas a alguns concorrentes.

Rigorosos critérios de seleção orientam júri de notáveis
Apoiado pelo IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional, o Prémio do Jovem Empreendedor está aberto a cidadãos entre os 18 e os 35 anos, bastando para tanto que estes apresentem projetos de criação ou expansão de empresas com os seguintes requisitos: exequibilidade financeira, adequação ao mercado, carácter inovador e credibilidade das referências académicas e/ou profissionais dos seus promotores.

Os candidatos necessitam de preencher um plano de negócios que contemple os seguintes dados: informação pessoal; apresentação do negócio; análise do mercado; aplicação económico-financeira; amostragem da conta Estado e outros entes públicos; cálculo de resultados previsionais; e balanços previsionais.

Assente em rigorosos critérios de avaliação, a decisão cabe a um júri presidido pelo diretor-geral da COTEC, Daniel Bessa, e composto por figuras como o vice-presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, Pedro Matias, o administrador do BES, Jorge Martins, o membro da Comissão Executiva do Conselho de Administração do BPI, Manuel Ferreira da Silva, a vice-presidente da CCDR - N, Ana Teresa Lehmann, e ainda o docente da Universidade Católica, Alberto Castro.

Plataforma de lançamento de novas empresas
Na primeira edição, o Prémio do Jovem Empreendedor consagrou a Critical Software, uma empresa da área das TIC sediada em Coimbra mas que, em virtude dos serviços que presta à NASA, tem também escritório em Silicon Valley, na Califórnia, EUA. Ao longo destes anos, o galardão da ANJE distinguiu ainda projetos de negócio tão inovadores como Central Casa, Stab Biotec, Crioestaminal, Biosurfit e, mais recentemente, as promissoras empresas Active Space Technologies, Master Blank, CreativeBitBox e Acellera Therapeutics.



Sobre o Prémio Jovem Empreendedor (Citações do Presidente da ANJE)

"Os critérios de seleção do Prémio do Jovem Empreendedor têm evoluído no sentido da promoção do empreendedorismo qualificado. Ou seja, de um empreendedorismo que tem por base o conhecimento e que procura gerar valor acrescentado a partir de uma forte aposta na inovação e na internacionalização. No contexto económico actual, é fundamental que iniciativas como esta se adaptem e se assumam como efetivos apoios ao desenvolvimento do brainware e à sua transferência para o meio empresarial.

O Prémio do Jovem Empreendedor vai muito além do prize money de 20 mil euros. Vencer aquele que é um dos mais antigos prémios de empreendedorismo do nosso país é aceder a um conjunto multidisciplinar de benefícios favoráveis ao lançamento de uma nova empresa. Apostamos no acompanhamento destes projetos e facilitamos o acesso dos seus promotores a ferramentas e redes de contactos."

Francisco Maria Balsemão, Presidente da ANJE



Cell2B
Desenvolvimento de terapias celulares inovadoras

"A Cell2B é uma empresa de biotecnologia, fundada no início de 2011, que se dedica ao desenvolvimento de terapias celulares para aplicação médica. As terapias celulares que desenvolvemos permitem tratar doenças do foro imunológico e inflamatório que hoje não têm cura e afetam mais de 20 milhões de doentes, com elevadas taxas de mortalidade. Poucas soluções existem para estas doenças e as que existem não tratam a causa da doença, apenas os sintomas. A Cell2B desenvolve novas soluções para o tratamento das causas da doença. Estamos neste momento a arrancar com a certificação clínica para poder levar estas terapias a todos os doentes que precisam.

Já tratamos um total de seis (em seis) doentes com sinais de rejeição severa após o transplante de medula óssea com a nossa terapia celular. Foi um tratamento experimental realizado em colaboração entre o Instituto Superior Técnico e o Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil. Somos uma empresa inovadora com novos tratamentos para doenças que hoje não têm outra solução. As terapias que estamos a desenvolver vão chegar a um conjunto de doentes que, de outra forma, não conseguem sobreviver ou, se o fazem, é em condições de debilidade e com pouca qualidade de vida. 

Neste momento, encontramo-nos a avançar com um ensaio clínico na Europa que nos permita comercializar a terapia no mercado europeu e, posteriormente, mundial. Queremos levar estas terapias a todos que dela possam beneficiar. Somos uma equipa de jovens que se foca nas pessoas e sua qualidade de vida."

Daniela Couto, diretora executiva da Cell2B



Bastidor Público
Utilização da arte como método de desenvolvimento de competências pessoais e profissionais

"A Bastidor Público oferece uma série de produtos e serviços relacionados com a aplicação das artes performativas (teatro, dança e percussão) a contextos não artísticos.?Na idealização destes produtos e serviços apostamos em quatro áreas principais: desenvolvimento da criatividade individual e de equipa;?comunicação ativa e eficaz;?simulações reais para o treino de competências (atendimento ao público; consulta médica; venda de um produto/ideia...);?recriação de situações quotidianas e profissionais para sensibilização de determinadas problemáticas (trabalho em equipa; pontualidade; competitividade; gestão de conflitos...).

Pensamos que a customização é imperativa num mercado inundado de produtos cada vez mais uniformizados. Por isso, os nossos produtos e serviços são personalizados e desenhados à medida das necessidades do cliente. O ponto de partida é o da experiência criativa, podendo esta experiência assumir diferentes formas no momento de intervenção."

Marta Freitas, uma das promotoras do projeto Bastidor Público




Medbone - Substitutos Ósseos
Desenvolvimento e fabrico de substitutos ósseos inovadores

"A Medbone é uma empresa fabricante de osso sintético que tem como objetivo desenvolver soluções inovadoras para a cirurgia ortopédica, dentária, plástica e veterinária, para o mercado nacional e internacional. A sua missão consiste em fabricar produtos de elevada qualidade, permitindo aos profissionais da área da saúde dispor de ferramentas inovadoras, que contribuem para a melhoria das condições de vida dos pacientes. A Medbone fabrica duas gamas de osso sintético para o mercado, que estão disponíveis sobre a forma de grânulos, blocos, cilindros e cunhas, com possibilidade de fabrico à medida do paciente. Os produtos fabricados possuem propriedades semelhantes ao osso natural, possibilitando uma melhor qualidade de vida às pessoas. No caso de defeitos ósseos, a prática comum dos profissionais da saúde consiste em utilizar enxertos ósseos do próprio paciente, de outro paciente, de origem animal (bovino, porcino, etc) ou de cadáver. Estes tratamentos requerem, pelo menos, uma segunda operação, aumentando a dor pós-operatória e aumentando o risco de rejeição, com incremento de custos para as entidades públicas ou privadas e ainda com diversos cuidados a nível de rastreio de análises, de forma a evitar qualquer tipo de contágio de doença. A falta de osso disponível no mercado mundial fez com que a Medbone® desenvolvesse um processo tecnológico, para o qual foram solicitados pedidos de patente Nacional e Internacional, relativos ao fabrico de osso sintético de alta qualidade. A utilização de substitutos sintéticos é uma mais-valia, uma vez que os problemas mencionados anteriormente poderão ser eliminados. A Medbone encontra-se constantemente a expandir o leque de aplicações, dando respostas às crescentes necessidades dos profissionais da saúde, através do desenvolvimento de novos dispositivos médicos."

Claudia Ranito, CEO da Medbone



EFISENERGY
Sistemas de produção de energia elétrica e térmica através da concentração de radiação solar

"O sistema EFISENERGY consiste numa nova tecnologia, patenteada, que permite a realização de concentração solar em áreas urbanas para gerar eletricidade e calor (para aquecimento de água para edifícios e processos industriais), através de módulos concentradores. Ao concentrar a radiação solar é possível gerar eletricidade com alta eficiência. Além disso, usando um sistema capaz de gerar tanto eletricidade como calor - Cogeração - é possível ao sistema EFISENERGY alcançar eficiências globais na ordem dos 70%, com grande benefício para os clientes.

O sistema EFISENERGY consiste especificamente num equipamento de seguimento solar apto a concentrar a luz para um ponto focal elevado - torre solar. A inovação deste mecanismo surgiu numa abordagem à otimização dos custos do equipamento distinta daquela que é usual noutros produtos no mercado: foi desenvolvido um sistema mecânico capaz de realizar o seguimento solar com múltiplos espelhos, mas utilizando apenas dois motores. Outras empresas dedicam-se exclusivamente à otimização dos motores, para redução de custos, mas necessitam sempre de dois motores por refletor. A proposta da EFISENERGY assenta portanto num produto que usa motores robustos e fiáveis, com provas dadas, que controlam o movimento de múltiplos refletores (até várias dezenas) - e que é distribuído numa forma modular, em painéis simples de transportar e instalar.

De momento, encontra-se em conclusão o primeiro protótipo à escala real do módulo concentrador, com 49 espelhos, totalizando 1.96m2 de superfície refletora, para início de testes a partir de Fevereiro de 2012."

Leonel Ramos, promotor principal do projeto Efisenergy



Science4you
Brinquedos científicos

"Criei a science4you num contexto académico como um projeto final de curso, o qual conseguiu de forma eficiente adaptar-se à realidade do mercado Português, criar o seu espaço e fixar-se. A Science4you arrancou em 2008 e temos conseguido crescer de ano para ano. Penso que estamos a conseguir que a Science4you se afirme no mercado do setor.

É importante referir o desafio de passar da teoria à prática. Foi um processo que se revelou aliciante e muito dinâmico. Os obstáculos foram muitos mas talvez o mais interessante e desafiante foi mitigar o fator idade/experiência, uma vez que foi um projeto que iniciei muito novo. Foi importante para mim conseguir ganhar respeito e consideração num mundo onde a idade é um fator levado muito a sério.

Por fim, importa salientar a importância da diferenciação como forma de ganhar algum tipo de vantagem competitiva. No caso da Science4you, o poder das parcerias com os Museus de Ciência na oferta de ingressos, bem como o certificado de qualidade, que é a parceria com a Faculdade de Ciências,  foram fatores diferenciadores que permitiram levar o projeto a bom porto".

Miguel Rente de Pina Martins, mentor e CEO da Science4you



FaceMBA
Plataforma social que permite a interação de estudantes e candidatos de MBA de topo a nível mundial com as escolas de gestão, bem como entre si

"A nossa primeira proposta de valor ambiciona seduzir o esforço das escolas de gestão e candidatos a MBA full-time em procurar selecionar-se entre si, através de uma plataforma social online.

Os candidatos a MBA internacionais têm dificuldade em procurar e selecionar o MBA que seja mais adequado às suas ambições. As soluções online existentes são pouco organizadas e incapazes de fornecer a informação de real valor que procuram.

O projeto FaceMBA é baseado num conceito de transparência da troca direta de informação, representando as escolas de gestão, o principal stakeholder. O conceito de rede social permite às escolas, estudantes e candidatos ligarem-se e interagirem entre si. Desta forma, as escolas têm à disposição um conjunto de serviços de interação social não disponíveis em qualquer outra plataforma.

O FaceMBA está assente de raiz em ligações ao Facebook, Linkedin e ao Twitter, que facilitam a atividade dos seus utilizadores sem que o uso de uma nova plataforma os obrigue a mais trabalho na gestão da informação."

Pedro Gonçalves, responsável pelo projeto FullMBA




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com vídeo

Quer que considerem as suas ideias na empresa? Tem de suar por 7 desafios

Ana Santiago (www.expresso.pt)
9:00 Sexta feira, 10 de fevereiro de 2012

Se tem perfil empreendedor e o seu caminho não passa por abrir um negócio próprio, talvez esteja na altura de empreender dentro da organização onde trabalha. Mas antes disso, certifique-se que está no lugar certo para o fazer. É que, como sabemos, existem organizações onde o espírito empreendedor é simplesmente "boicotado". Tudo depende da cultura organizacional.

Muitas ideias geradas por colaboradores de diferentes níveis hierárquicos morrem à nascença porque as chefias diretas levantam inúmeros obstáculos à sua concretização, outras ficam guardadas ad aeternum numa qualquer gaveta à espera de uma resposta, enquanto outras nem sequer têm espaço para ser partilhadas.

Na maior parte das vezes, isto acontece devido à passividade, aos jogos de poder, à resistência ao novo ou à mudança, à crença de que uns devem pensar e outros somente executar, entre outras razões.

A boa notícia é que o intra-empreendorismo já começa a fazer sentido para algumas organizações, sobretudo aquelas que precisam de inovar cada vez com mais rapidez e eficácia para se diferenciarem ou manterem no mercado competitivo. É que os colaboradores empreendedores são capazes de analisar cenários, de buscar novas oportunidades, de criar novos conceitos e soluções e, acima de tudo, de fazer acontecer de forma rentável.

Posto isto, e se quer mesmo empreender por conta se outrem, tome nota dos conselhos que preparamos para si a partir dos ensinamentos de Gifford Pinchot , criador do termo "intra-empreendedor":

1. Transforme os resistentes em aliados

Como o perfil empreendedor não é comum no seio das organizações, os mais acomodados vêem-no como uma ameaça. Neste sentido, e para não criar antipatias e inimizades, avance com calma e mestria, não tenha sede de protagonismo e procure mostrar de que forma a sua ideia ou projeto pode ajudar o setor, departamento ou a organização onde colabora.

2. Obtenha o apoio das chefias

Antes de empreender precisa de conquistar a confiança dos seus superiores. Por isso, procure rechear a sua carreira de muitas realizações e bons exemplos, só assim irão acreditar que é capaz de realizar o empreendimento que pretende sugerir. Aproveite para envolvê-los, pedindo-lhes conselhos.

3. Desenvolva as suas ideias antes de apresentá-las

Procure melhorar e estruturar a sua ideia, reflita sobre a sua viabilidade, prepare argumentos válidos para a defender, envolva possíveis aliados e apresente quando estiver suficientemente amadurecida, assim não corre o risco de ficar sem saber o que dizer perante uma pergunta ou objeção.

4. Comprometa-se e faça acontecer

Não basta ter boas ideias, é preciso tansformá-las em realidades rentáveis. Assuma essa responsabilidade. Isso requer da sua parte inúmeras capacidades, tais como planeamento, organização, liderança, comunicação, entre outras. Se não as tem suficientemente desenvolvidas, trate disso quando antes.

5. Descubra formas de ultrapassar as barreiras burocráticas

A burocracia é responsável pela morte de muitos projetos empreendedores. Não se deixe vencer por ela, procure antes vencê-la. Para isso, use a sua rede de contactos, procure percursos alternativos para chegar à meta ou conquiste o apoio de pessoas estratégicas (líderes de opinião).

6. Não espere dinheiro como recompensa

Se a sua ação empreendedora resultar em participação nos lucros, ótimo. Mas evite uma visão mercenária, até porque isso não é muito bem visto. Encontre outros fatores de motivação, tais como a realização pessoal, o reconhecimento, a possibilidade de ascender na carreira ou de participar em novos desafios, etc.

7. Aceite a possibilidade de ser demitido

O fator risco está sempre associado ao empreendedorismo, seja ele por conta própria ou por conta de outrem. Mesmo que a sua organização esteja disposta a assumir os riscos financeiros decorrentes do projeto, não se esqueça que existem outros riscos que são só seus. Se o projeto não surtir os resultados desejados, a sua reputação e o seu cargo podem estar em causa. Tem que estar preparado para esse cenário.

Do mesmo autor, pode ainda consultar, os dez mandamentos do intra-empreendedor .


Veja aqui o vídeo: O que é intraempreendedorismo


Livro recomendado:

Intrapreneuring In Action de Ron Pellman e Gifford Pinchot

Sinopse: This volume shows organizational leaders how to make good use of their peoples' intrapreneural energy. How? By helping them direct that energy toward what is most important and allowing them to use it with considerable freedom.

Nº de páginas: 170
Ano: 1999
Editor: BERRETT-KOEHLER
ISBN: 9781576750612


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É empreendedor ou não? Vá, ganhe coragem e faça dois testes

20:35 Domingo, 29 de janeiro de 2012

Ter as ideias é apenas o primeiro passo para se ser empreendedor, não o único
Ter as ideias é apenas o primeiro passo para se ser empreendedor, não o único

Se pensa que ser empreendedor é só para quem quer abrir ou está a gerir um negócio, está redondamente enganado. É possível ser empreendedor por conta de outrem e ainda empreender em campos que vão muito além do mundo empresarial. O empreendedorismo pode manifestar-se ao nível social, cultural, educacional. Ser empreendedor é uma forma de "ser" e "estar" na vida... que pode mudar o mundo!

O que nos reza a História

Em 1950, o economista Josepf Schumpeter utilizou o conceito "empreendedorismo " para definir uma pessoa criativa e capaz de inovar com sucesso. Seguiram-se outros contributos, nomeadamente de Kenneth Knight (1967) e Peter Druker (1970), que associaram o empreendedorismo ao conceito de "risco", ou seja, a capacidade de arriscar no mundo dos negócios. Em 1985, Gifford Pinchot introduz o conceito de "intra-empreendedor" para definir a pessoa que é capaz de empreender dentro de uma organização.

Não se nasce empreendedor, aprende-se a sê-lo

Por mais que se tente, não se consegue provar que as características empreendedoras são hereditárias ou determinadas geneticamente. Pelo contrário, encontramos inúmeros exemplos de empreendedores que aprenderam a sê-lo com os seus pais ou outras pessoas que os inspiraram nesse sentido. Tal perspetiva coincide com as ideias do sociólogo francês Émile Durkheim , segundo o qual a sociedade, enquanto coletividade, condiciona o comportamento do indivíduo, que aprende e desenvolve habilidades através do contacto com pessoas de gerações anteriores. Queremos com isto dizer que uma pessoa que não é empreendedora pode passar a sê-lo por via de treino e desenvolvimento pessoal. A educação e formação podem dar aqui um bom contributo.

Características do empreendedor

Estudos e pesquisas realizados pelo psicólogo americano David McClelland dão-nos a conhecer, grosso modo, dois tipos de indivíduos: o primeiro composto por uma minoria de pessoas que são desafiadas pelas oportunidades e que têm um elevado grau de disposição para lutar para alcançar os resultados que desejam; e o segundo composto por uma maioria que simplesmente não se sente desafiada a lutar. Obviamente, o empreendedor enquadra-se no primeiro.

Agora, quando procuramos conhecer o perfil empreendedor, encontramos várias versões. Existe, contudo, um conjunto de dez características, que foram mapeadas a partir da personalidade de um determinado grupo de empreendedores de sucesso, no âmbito de uma pesquisa mundial conduzida na década de 60 por McClelland, em parceria com a ONU .

Vamos lá então destacar essas dez características

1. Auto-confiança

A pessoa empreendedora acredita em si mesma e, consequentemente, nas suas ideias e decisões. Com essa atitude acaba por gerar confiança junto das pessoas que a rodeiam;

2. Iniciativa

A pessoa empreendedora procura constantemente novos caminhos, novas oportunidades e novas soluções, inspirado nas necessidades das pessoas, e tem a capacidade de passar das ideias à ação;

3. Concentração

A pessoa empreendedora está focada de tal forma nas suas metas que toda a sua ação é orientada para a obtenção dos resultados desejados;

4. Organização

A pessoa empreendedora transforma as suas metas em atividades e tarefas concretas a cumprir em determinados prazos e verifica o seu alcance já que tem o processo devidamente documentado;

5. Curiosidade

A pessoa empreendedora procura informação, acompanha tendências, ausculta pessoas que sirvam de inspiração para chegar às metas a que se propõe;

6. Persistência

A pessoa empreendedora não desiste das suas metas mesmo que sejam muitos os obstáculos e dificuldades. Além disso, está disponível para aprender com os erros e fazer os ajustes que forem necessários para alcançar o sucesso;

7. Coragem

A pessoa empreendedora tem a capacidade de assumir riscos, ainda que calculados, e de enfrentar situações que a maioria das pessoas tentaria evitar;

8. Persuasão

A pessoa empreendedora não tem apenas facilidade em vender um produto, serviço ou ideia mas sim a capacidade de levar as outras pessoas a acreditarem que aquele produto, serviço ou ideia são, realmente, os melhores;

9. Superação

A pessoa empreendedora acredita que é possível ir mais além, por isso procura continuamente melhores resultados e com eles atingir mais pessoas;

10. Comprometimento

A pessoa empreendedora cumpre o que prometeu no prazo estabelecido, mesmo que isso implique um maior esforço.

Posto isto, atrevemo-nos a perguntar-lhe: tem perfil empreendedor? Se ainda tem dúvidas, faça os seguintes testes:


Clique na imagem para fazer o teste da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários)

Clique na imagem para fazer o teste do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)



Livro recomendado: Portugal Primeiro - Empreendedores precisam-se!, de vários autores

Sinopse: As definições e os tipos de empreendedorismo, o papel do empreendedor e as características do empreendedor de sucesso. Para que serve o empreendedorismo? Como pode e deve o empreendedorismo mudar Portugal? O empreendedorismo nas empresas e na economia, no ensino, na sociedade e na cultura. O projeto portal do empreendedorismo, empreendedorismo para jovens e PME nacionais. A procura do e-gene.

Nº de páginas: 256

Ano: 2011

Editor: Edições Sílabo

ISBN: 9789726186540


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Acha que não tem criatividade? Dou-lhe 30 sugestões para acabar com essa desculpa

20:00 Terça feira, 24 de janeiro de 2012

Fazem-nos crer, com alguma frequência, que a criatividade é um dom de apenas algumas pessoas ou que as ideias são mera obra do acaso. Puro engano. Todos somos capazes de gerar ideias e as estas são, na maior parte das vezes, o resultado de um trabalho de campo ou de conhecimento acumulado. Por isso, é que Thomas Edison considerou as suas invenções "fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração" e o publicitário David Ogilvy  disse que "as ideias vêm do inconsciente. Para que uma ideia seja relevante, o inconsciente precisa estar bem informado".

Se estamos realmente interessados em desenvolver a nossa capacidade criativa temos, antes de mais, de acreditar no poder da nossa mente e depois fazer uso disso diariamente, tanto no campo pessoal como no profissional.

A "criatividade é como ginástica: quanto mais se exercita mais forte fica", já dizia Walt Disney . Além disso, quanto mais ideias gerarmos, maior é a probabilidade de encontrar ideias excelentes, que nos ajudam a concretizar os nossos propósitos e objetivos, ou seja, a sair da situação onde nos encontramos para a situação que desejamos. Não tenhamos por isso receio de explorar esta capacidade que é ilimitada. Os únicos limites são aqueles que impomos à nossa própria imaginação.

Da teoria à prática: sugestões para desenvolver o pensamento criativo

1. Ter o hábito de registar as ideias que vão surgindo, num bloco, num notebook, num gravador ou noutro suporte;

2. Anotar as ideias que surgem logo de manhã, ao acordar;

3. Reservar pelo menos dez minutos do dia só para pensar ou simplesmente silenciar ;

4. Ativar a curiosidade, a fim de procurar novos dados e informações;

5. Manter os cinco sentidos em estado de alerta para receber informações que chegam do exterior;

6. Alargar os horizontes de conhecimento através da leitura, do contacto com novas pessoas, de viagens, da participação em eventos, etc.;

7. Nunca ficar contente com a primeira ideia, procurar sempre outras ideias para escolher a melhor;

8. Partilhar as ideias com outras pessoas a fim de enriquecê-las, uma boa ideia na gaveta não serve para nada;

9. Praticar o método "chuva de ideias", conhecido por "brainstorming ", quer individualmente quer em grupo;

10. Escutar pontos de vistas diferentes e até divergentes para abrir a mente;

11. Buscar inspiração em pessoas que fogem do senso comum;

12. Apresentar o desafio ou situação a uma criança;

13. Evitar julgar as situações, procurar antes compreendê-las;

14. Fazer as perguntas certas e depois escrever, preferencialmente no presente do indicativo, pelo menos vinte respostas para cada pergunta;

15. Usar metáforas e analogias para relacionar as soluções com a situação real;

16. Manter uma atitude positiva, os pensamentos negativos bloqueiam novas ideias;

17. Deixar a mente aberta a novas ideias, cultivando o pensamento lateral;

18. Listar, até mentalmente, os pontos fortes e as oportunidades das situações em causa;

19. Desenhar as ideias para as tornar mais reais e ver o que acontece;

20.  Ousar fazer coisas de forma diferente para sair da rotina e experimentar a neuróbica ;

21. Substituir o "mas" pelo "e" no discurso diário para eliminar barreiras que impedem a ação, certamente surgirá uma solução;

22. Decorar a casa, local de trabalho ou ecrã do telemóvel com citações ou imagens inspiradoras;

23. Criar novas ideias a partir de ideias existentes, melhorando-as ou transformando-as;

24. Prestar atenção aos detalhes e fazer a diferença a partir deles;

25. Resolver uma situação de cada vez e por etapas, dessa forma um problema enorme será resolvido mais facilmente;

26. Não guardar tudo para o último dia, para que o consciente processe todas as dimensões da situação e o subconsciente também;

27. Estabalecer um prazo e até desenvolver um certo sentido de urgência;

28. Dormir sobre o assunto, clarificando previamente a situação atual e desejada e identificando as barreiras a ultrapassar, para que o cérebro continue a processar a informação;

29. Não esperar pela perfeição para pôr uma ideia em prática, as melhorias e os ajustes vão sendo feitos ao longo da sua implementação;

30. Passar da ideia à ação, mantendo sempre um pensamento criativo. 

Vamos, então, abrir a nossa mente e deixar fluir as ideias... as melhores são para pôr em marcha!


Veja aqui o vídeo: ¿Qué sabes de creatividad? (em espanhol)

Veja aqui o vídeo: What is Creativity - Brian Tracy (em inglês)


Livro recomendado:

Seja Criativo - Como revitalizar a sua vida pessoal e profissional de Guy Claxton , Bill Lucas

Sinopse: A criatividade, além de ser a principal força económica do século XXI, constitui parte vital da nossa vida quotidiana. Precisamos de agir, cada vez mais, de modo criativo, e de responder às mudanças de forma mais flexível. Recorrendo a exercícios práticos e a exemplos inspiradores, Guy Claxton e Bill Lucas demonstram que é possível cortar com hábitos do passado e libertar as nossas mentes.Desperte a criatividade: saiba como se inspirar na parte mais íntima e profunda da sua mente e relaxe, sempre que necessário, para encontrar entusiasmo e inspiração.Pôr a criatividade em acção: aplique a sua criatividade no local de trabalho, construindo equipas capazes de fazerem germinar novas ideias.Viver a criativi dade: leve as coisas a sério, comunique melhor, descubra possibilidades nunca antes sonhadas - e materialize-as.A criatividade não é um dom atribuído a uns tantos afortunados, nem uma competência que se possa aldrabar com uns quantos truques. Todos podemos aprender a ser mais criativos.Se pretende despertar a sua criatividade e abraçar ideias inovadoras, este é o livro ideal para si.

Páginas:182

Ano: 2006

Editor: Casa das Letras

Coleção: BBC

ISBN: 9789724616407


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