27/05/2012 atualizado às 0:40

Violência prossegue com mais 48 mortos na Síria

Maioria das vítimas são civis denuncia o Observatório sírio para Direitos Humanos, que ontem já tinha alertado para um "massacre" em Homs. Rússia e China vetaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU.  Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

8:28 Domingo, 5 de fevereiro de 2012

A violência na Síria provocou sábado a morte a mais 48 pessoais, incluindo 18 soldados e seis desertores, quando aumenta a indignação na sequência do "massacre" na cidade de Homs, revelou hoje um grupo de Direitos Humanos.

Clique para aceder ao índice do Dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

O Observatório Sírio para Direitos Humanos lançou sábado o alerta para a morte de mais de 200 pessoas num assalto militar a Homs entre sexta-feira e sábado, e alerta agora para novas vítimas.

A maioria das vítimas da noite de sábado é também civil e o grupo de Direitos Humanos registou 12 pessoas mortas e 30 feridos em Daraya, arredores de Damasco quando as forças de segurança abriram fogo em velórios e funerais de pessoas mortas no dia anterior na mesma zona.

Rússia e China "travam" ONU


"Abriram fogo indiscriminadamente durante os funerais deixando 12 mortos e um elevado número de feridos", disse um coordenador local do grupo de Direitos Humanos, que salienta outras atrocidades perpetradas pelos militares em várias regiões.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos garante, pelo menos, 230 mortos no ataque de sábado, mas vários relatos indicam cerca de 260 vítimas mortais em várias cidades da Síria.

O regime sírio, que viu travada pela China e pela Rússia uma resolução da ONU a condenar os ataques à população civil, nega a autoria do ataque em Homs atribuindo-o a grupos civis armados.

Lusa
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VAI SER SEMPRE ASSIM. NADA DE NOVO
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:37 | Domingo, 5 de fevereiro
Dissociar qualquer analise destes sangrentos episódios do renascimento xiita - conforme a imprensa iraniana lhe chama - só contribui para adensar a incompreensão geral do fenómeno. Na Síria esta já em curso um conflito aberto entre os xiitas e os sunitas. Estes liderados pelos radicais da Irmandade Muçulmana. Na década de oitenta o paizinho de Bashar mandou numa só cidade matar numa singela semana mais de 20 mil sunitas. Na altura estávamos na Guerra Fria e uma certa classe jornalística apoiava incondicionalmente tudo o que fosse anti ocidente e Israel. Pouca ou nenhuma divulgação se deu então as revoltas populares de então. O que se esta a verificar hoje mais não e do que mais um episódio de velhas rivalidades. Atrevo-me a dizer que enquanto o Líbano estiver sob a permanente ameaça do Hizbolah e o Irão estiver governado pelos retrógradas dos aiatólas nada, mas mesmo nada será alterado sem a participação do clã dos alauitas.

 
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