27/05/2012 atualizado às 0:40
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Violência doméstica: Pulseira alerta vítima para presença do agressor (vídeo)

São já 12 os agressores em Portugal a quem foram colocadas pulseiras electrónicas especiais que permitem à vítima saber quando se aproximam. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

10:00 Segunda feira, 21 de junho de 2010

Projecto-piloto eficaz a proteger vítimas


A cada hora que passa existem pelo menos três denúncias de violência doméstica. Só no ano passado, 16 pessoas perderam a vida devido às agressões de que foram alvo, mais seis do que em 2008. Um projecto-piloto, desenvolvido em Portugal, pode revelar-se uma arma extremamente eficaz no combate a este flagelo social. 

Joana é um nome fictício mas a sua história é de uma cruel realidade, semelhante à de tantas outras mulheres portuguesas. Aos 39 anos conta com uma década de agressões físicas e psicológicas, por parte do marido, que lhe retiraram a auto-estima que hoje, aos poucos, recupera. Quando o conheceu pensou que "era a pessoa ideal" com que sempre sonhara "para constituir família". No entanto, hoje está longe dessa opinião: "vendo bem, não era uma pessoa nada meiga, mas na altura eu achava que era o suficiente para mim", confessa.  

Sofreu várias agressões e fez inúmeras queixas na polícia, mas acabou por retirar muitas delas com falsas promessas de mudança de comportamento do marido. Mas uma última agressão, assistida pela filha mais velha, fez com que Joana pusesse fim a esta situação. Mas ainda hoje, mesmo separada, as ameaças continuam: "dê lá por onde der, demore os anos que demorar, mas aquilo que ele promete é para cumprir e que eu, um dia, vou fazer parte das estatísticas como mais uma mulher morta pelo marido ou pelo ex-marido, mas que ele vai ser notícia".  

Manter o agressor longe é essencial


Este é apenas um exemplo dos muitos casos de violência doméstica em Portugal que registou no ano passado mais de 30 mil participações. Para tentar travar este drama, está em fase adiantada de testes um projecto-piloto que irá criar uma distância de segurança entre o agressor e a vítima, através de uma pulseira electrónica, que é semelhante à que um preso domiciliário usa, mas em vez de controlar as saídas de casa, serve para avisar a vítima de que o agressor está por perto e que é necessário reagir.  

Além de uma unidade de monitorização em casa, a vítima terá também um pager que andará consigo para todo o lado e que detecta, através de radiofrequência, a aproximação do agressor. Mas como não dá a sua localização exacta, apenas assegura uma distância de segurança, assim que soa o alarme, a vítima tem imediatamente de avisar as autoridades policiais da área onde se encontra.  Ao mesmo tempo, o sistema avisa também a central de controlo de vigilância electrónica da Direcção-geral de Reinserção Social, onde os técnicos se certificam que a polícia e a vítima já estão preparadas para uma eventual aproximação do agressor.

Este projecto, ainda em fase de testes, é apenas um contributo para melhor fiscalizar a proibição de contactos entre o agressor e a vítima, mas não será a solução do problema que atinge em Portugal números alarmantes: a cada hora há mais três a quatro queixas de violência doméstica, o que faz com que este seja o quarto crime mais registado no nosso país, e o segundo no que diz respeito a crimes contra pessoas.

Na próxima semana no Falar Global

Pirataria informática

Uma das vertentes da criminalidade virtual

Veja na SIC Notícias:

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a pulseira ideal
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 16:45 | Segunda feira, 21 de junho de 2010
seria uma espécie de cinto, que estaria fixada nos orgãos genitais do agressor. Sempre que este se aproximasse da vítima o cinto apertava...
Podem ter a certeza que a violência doméstica desaparecia num instante.
 
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É preciso ter atenção...
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Segunda feira, 21 de junho de 2010
na pilha....
 
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Falta de Informação
Maktub (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Segunda feira, 21 de junho de 2010
Esta noticia peca por falta de informação... Quem é que está a desenvolver este Projecto e quem o está a pagar?? Quero saber! Obrigado!
 
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    Re: Falta de Informação    Ver comentário
Falar Global (seguir utilizador), 1 ponto , 11:02 | Quarta feira, 23 de junho de 2010
Pulseira do agressor
rucamigo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:02 | Terça feira, 23 de agosto de 2011
E se a pulseira do agressor tiver acelerómetro (estilo nintendo wii) até dá para saber quantas vezes e com que força bateu na vítima.

Brincadeiras à parte, parece interessante o conceito, mas o constante lembrar à vítima, ao obrigá-la a ter sempre o "pager" consigo, do que poderá acontecer, a somar ao facto de quando o alarme soa, apenas sabe que o perigo está próximo, parece-me mais um castigo para a vítima do que outra coisa qualquer. Psicológicamente parece-me um componente de um filme de suspense.
 
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