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| A indústria dos videojogos gera mais receita que as do cinema e música juntas |
| Joerg Carstensen/EPA |
A presença física de videojogos nas lojas tem os dias contados. Progressivamente, o consumidor irá comprar o acesso e não uma caixa com o jogo propriamente dito, uma forma de controlar a pirataria no setor, afirma
Nelson Zagalo
, presidente da
Sociedade Portuguesa de Ciências dos Videojogos
, que organiza, entre hoje e sexta feira, um ciclo de conferências no campus do Instituto Superior Técnico no Taguspark, em Oeiras.
O encontro - Ciências e Artes dos Videojogos - Videojogos 2010 - é uma oportunidade para investigadores e profissionais desta área cruzarem informações sobre as diferentes domínios relacionados com a sua produção: arte, desenho e narrativa de jogo.
Combater a pirataria
No que diz respeito à pirataria de videojogos, "quanto mais pobres são os países, mais cópias ilegais se fazem", disse Nelson Zagalo
à agência Lusa.
O também investigador da Universidade do Minho sublinha, contudo, que se trata de um problema para o qual o mercado tem procurado soluções que passam, sobretudo, por tirar os videojogos das lojas, pelo menos fisicamente. Os espaços comerciais irão passar a vender o acesso ao jogo e não o jogo propriamente dito.
Pontos altos da conferência
Nelson Zagalo
elege dois pontos altos na conferência.
Um deles será protagonizado pela investigadora do Serious Games Institute
da Universidade de Conventry, Sara de Freitas, e está relacionado com os "jogos sérios" (simulações interativas de situações em que o jogador tem um papel ativo).
Zagalo destaca ainda a intervenção de Sérgio Varandas, diretor da divisão móvel do site Miniclip.com, o maior portal de jogos online do mundo, que abordará o segmento dos dispositivos móveis para diversas plataformas.