Chegados a Serpa, e tentados pela ideia do fim de semana Medieval que ocupa a vila, decidimos deixar-nos estar quietos no Parque de Campismo, e ir andando aos pouquinhos... ou não estivéssemos no Alentejo.
A nossa média diária de quilómetros, que no Parque da Peneda rondava os 30 kms/h, agora baixa para uns lentos 5 kms/h. O calor não desce, e os dez dias que ficamos em Serpa servem-nos para recarregarmos baterias, e entrar no espírito alentejano. A segunda feira em que arrancamos finalmente de Serpa é a primeira manhã fresca do mês. O ventinho fresco (já não quente) ajuda a fazer a etapa, lá pelo fim da tarde. Depois de muitas subidas, o Eduardo já não esperava encontrar uma descida tão radical para o RollsRolls. No final dessa, abre-se Mértola, entre o Rio Guadiana e a Ribeira de Oeiras. Um pequeno Oásis que vale a pena não perder.
De Mértola foi um longo dia a andar até Alcoutim, mas a temperatura continuava amena, e os quilómetros lá se fizeram. Ficamos em Alcoutim, que tem uma muito bem equipada praia fluvial. Na manhã seguinte arrancamos ainda o dia raiava a caminho de Odeleite. A temperatura voltara a subir, e soube-nos bem termos aproveitado a madrugada. Mais subida menos descida, a visão da Foz de Odeleite refresca-nos o espírito. Já conseguimos cheirar o mar ao fundo. É um salto até ao Algarve.