21
Anterior
Vídeo: Corrida à vacina da Gripe A nos EUA
Seguinte
Vídeo: Carros históricos mostram 'raça das corridas' no Algarve
Página Inicial   >  Multimédia  >  Expresso TV  >   Vídeo: Um retrato de Portugal em ruínas

Vídeo: Um retrato de Portugal em ruínas

"Ruin'Arte" é um projecto de livro que já conta com fotografias de perto de centena e meia de estruturas deixadas ao abandono. É um retrato desolador do país, ainda que marcado por uma beleza decadente.
|

Opinião


Multimédia

Cheesecake com manjericão e doce de tomate

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 21 Comentar
ordenar por:
mais votados
Ruínas
Arrepia ver os sinais de uma história que se deixa cair, que se deixa levar pelo espírito da decadência. E o fotógrafo tem toda a razão: há coisas fabulosas, por todo este nosso país, que estão ao abandono. Obras fantásticas, com um enorme significado histórico, comidas pelas (h)eras, destroçadas pelo tempo. E a pergunta é: Como é possível? Mas há também um outro fenómeno, cada vez mais visível: o centro de muitas das nossas cidades está a ficar cada vez mais ao abandono. Constrói-se desalmadamente nos arredores das cidades, lançando para o ar autênticas "bombas" de cimento armando. E nos centros urbanos? Em geral, muita casa esventrada, sem telhado. Fachadas, algumas até lindas, que não indiciam outra coisa senão a vida de outros tempos; diante das quais a vida de agora parece ser insensível, apenas desinteressada, pelo menos até que acidentes aconteçam, alguma delas se volte mais para o lado de cá e... desmorone. É, de facto, patético, ver em tantas cidades de Portugal ruas com uma alta percentagem de casas simplesmente abandonadas, sem remédio; espaços rurais cheios de tesouros arquitectónicos comidos, e cobertos, pelas silvas; instalações industriais que o foram de outros tempos e pelas quais agora, parece, ninguém se interessa. Evidentemente, ter estas imagens dá também para pensar na transitoriedade, na finitude, da nossa vida presente. Mas devia dar também para pensar na importância de conservar a memória de tempos passados. Felicidades, pois, ao Ruin’Arte!
Um conselho ao fotógrafo...
Passe pela Rua de São Caetano à Lapa e verá a degradação que por lá graça... Não se esqueça de tirar umas fotografias ao que agora ainda resiste porque se for mais tarde pode ser que nada exista...
A REALIDADE MAIS REAL
Como é possível? As ruínas revelam muito do que é o nosso sentido de preservação da memória passada, desde a mais rústica casa rural, que teve gente dentro, ao palácio onde se escreveu a outra história que as classes dominantes classificam e desclassificam de acordo com as conveniências.
Basta pensar-se que reabilitar uma casa dos nossos avós constitui um bom negócio para o Estado, desde o IVA a 20% dos materiais de construção, não recuperável pelo dono da casa até á forte probabilidade de se aumentar o valor para tributação do IMI ainda que a recuperação não seja senão m "negócio" emocional de reavivar uma imagem dum espaço passado onde vivemos alegrias e tristerzas e que assim continuarão vivas, como um bilhete de identidade bem viva.
Isto só pensando nos que dispondo de capacidade de aforro preferem perder o pecúlio destinado a uma emergência a ver as silvas invadirem o espaço dos afectos com as paredes a esboroarem-se até que nada exista. O Estado está na maior das indiferenças e dá subsídios aos amigos que aparentemente são os únicos a gerar riqueza e a dar trabalho á custa de todos nós. As casas a cair que se danem, pois na aparência não são uma boa base tributável, ainda que o discurso oficial aparente o contrário. Cair o resto é o destino oficial oculto. É o destino ou a hipocrisia de um povo que não se governa nem se deixa governar?
CHOVER NO MOLHADO
Mais do que um lamento é o grito de revolta dum fotógrafo.Alguns comentaristas tentam branquear o regime da ABRILADA,retirando-lhes grande parte da responsabilidade pelos atentados à História de Portugal,já que outros regimes são igualmente responsáveis pela decadência da monumentalidade.O regime dos corruptos já tem 35 anos de existência e são altamente responsáveis por outros abandonos como é o caso dos militares portugueses caidos em combate no Ultramar,deixando-os em cemitérios sem qualquer manifestação de apreço,pois serviram e cairam na guerra dita dos fascistas.Os miseráveis internacionalistas, que sugam os portugueses, são da mesma massa dos traidores de 1580,aliando-se aos Filipes,da mesma estirpe daqueles que estiveram com os ingleses antes de 1820 ou daqueles que se "comunaram" com os inimigos do Ultramar e que fragilizaram a nossa resistência nos três palcos de guerra.Sempre traidores houve ao país e falar de História de Portugal aos internacionalistas de hoje é "chover no molhado",pois ninguém lhes incutiu os valores e os principios éticos e morais com que deve ser encarada a nossa ciência do passado.E continuaram na mesma "sanha" destrutiva, criando as escolas da ABRILADA,que renegam esses valores,fornecendo a uma nova geração a indiferença pelo património histórico nacional.
Criaram também na mentalidade popular a preocupação pelo TER em vez do SER e a ignorância e a boçalidade do "sitio" incharam com os bens adquiridos a crédito ou sem esforço.
A UE ajuda.
O espelho
As imagens recolhidas (porque existem muitos mais exemplos semelhantes) são a espelho e a prova material da decadência de um país, porque representam bem no fundo o abandono e a dissolução da cultura de uma sociedade. Cultura que representa -sempre- os mais sólidos pilares que sustentam um povo. Tal como qualquer edifício que é sustentado pelas suas fundações -que não se vêem, mas que o seguram firme- a cultura de um povo também não se vê mas é o grande alicerce que o torna vivo e perene. Quando a cultura é desprezada e se torna decadente, caminha-se inexoravelmente para o colapso.
Nuno Costa
património ao abandono...
por exemplo, os antigos sanatórios do caramulo. uma pena. faz doer a alma ver aquilo espatifado.
Portugal presente e futuro em ruínas
Com os governantes que temos tido, Portugal tem o histórico em ruínas e o futuro arruinado.
      Só mesmo a luz solar é que não nos abandona.
Bem prega Frei Tomas
Vou comprar o livro logo que saia, muito embora não me traga nada de velho novo. Aqui em Espinho, que prega pelo turismo e até tem um casino, a degradação de ruas, passeios e edifícios é de tal forma que a ruina é quasi diaria. E isto é para não falar no meu Porto.
Pinto
Portugal
Está comparado ãos talibans que quase destruiram os monumentos no Afeganistão.
Que mais palavras temos para elogiar esta democracia e seus apóstolos.
Obrigada
Obrigada ao Gastão de Brito e Silva e ao Expresso !
Claro que toda a gente sabe, ainda que nem todas estas ruínas fossem conhecidas. É uma dor de alma, mesmo, e por isso tem todo o meu apoio e peço-lhe que não desista! Depois do livro, há um movimento cívico a criar, há muita gente que pode ajudar.
Talvez não seja possível já acudir a toda esta desgraça. Mas algumas poderão ser salvas.
Por favor, continue e dê-nos noticias!
au abandono
um muito obrigado au Expresso,por nos dar a conhecer estas riquezas abandonadas pelo nosso Pais,atravez de Alexandre Costa,Gastão deBrito e Silva,e Fernando Pereira ,é com muita triteza que vi estas magnificas fotos, do projecto do livro RUIN"ARTE,vendo isto dá para querer que o nosso Pais já tem pouco ou nada que o mantenha,se o ministro da cultura do governo passado,nem tinha sequer projectos para salveguardar o nosso patrimonio,eles estiveram lá 4 Anos e meio,então o que poderá o proximo ministro fazer,é pena que o nosso passado esteja a cair em ruinas,um passado tão glorioso,e que os governos desde o 25 AVRIL 1974,nada tem feito para o preservar,Portugal tinha e tem bonitos monumentos,pena é que estejam au abandono,para que serve ter um ministro da Cultura,se não é para preservar o nosso patrimonio,e a nossa cultura,
Ruinas em Lisboa
Em Lisboa toda aquela zona junto ao rio tem centenas de fábricas e prédios abandonados e que destroem mesmo um pouco o potencial de beleza da cidade
Como e possivel
Como e possivel abandonar "lisboa" desta forma?
Desculpe mas a pergunta pertinente seria: Como e possivel abandonar o resto do pais desta forma?
Sabe, e que o resto do pais tambem conta! Ah e sabe outra coisa? Ha mais patrimonio ao abandono fora de "lisboa" do que dentro desse antro de vampiros... mas isso ja seria outra conversa...
Viage mais pelo pais. Vai ver que isso so lhe vai fazer bem!
Portugal em ruinas ou a Ruina de Portugal pt1
Caríssimos amigos,

Chamo-me Gastão Freire de Andrade de Brito e Silva,

Sou fotógrafo de publicidade e arquitectura, recentemente tenho-me dedicado a um projecto de fotografia que chamei “Ruin’Arte”.

O projecto "Ruin'Arte", é uma forma de chamar a atenção à degradação do património arquitectónico deste País à beira mar plantado, são pedaços de história perdidos, são almas penadas do nosso passado.

Procuro desta forma denunciar e catalogar alguns exemplos dramáticos que testemunham a falta de carinho que os nossos governantes ao longo do tempo devotaram a estes edifícios.

Não pretendo apenas focar as minhas atenções na arquitectura "erudita", a história não se centra apenas em edifícios nobres, há casas de pastoreio, fábricas, moinhos, chalets, quintas, unidades militares e outros tipos de"monumentos" que igualmente merecem a nossa atenção. Obviamente devo enfatizar casos mais graves como palácios, paços reais, castelos, mosteiros e conventos...

Espero com este trabalho não ofender susceptibilidades porque a culpa já vem de várias gerações... não é um caso de politica mas de falta de sensibilidade histórica, um comportamento que é apanágio da nossa nação e pretendo reverter.
...
Portugal em ruinas ou a Ruina de Portugal pt2
Espero com este trabalho não ofender susceptibilidades porque a culpa já vem de várias gerações... não é um caso de politica mas de falta de sensibilidade histórica, um comportamento que é apanágio da nossa nação e pretendo reverter.

Desde a data da nossa fundação que nunca houve a preocupação em preservar o nosso património, não só as classes governantes como os simples proprietários que nunca souberam valorizar a nossa herança histórica que marcou o percurso de uma nação, deixando ao abandono o testemunho longinquo das nossas glórias passadas.

É uma lacuna social e histórica que nos persegue há muitas gerações e tem deitado a perder muitas das nossas jóias de arquiterctura. Porém todos os governantes através dos tempos tiveram o mérito de erguer novos edifícios, talvez com a esperança de perpetuar o seu nome ligando-se a obras faraónicas e megalómanas que foram muitas vezes responsáveis pela desgraça financeira deste País que tanto amamos.

Casos recentes como o museu dos coches, o CCB, os estádios do Euro 2004 o futuro TGV e outras obras, que sonegam verbas incalculáveis e conduzem Portugal a uma ruina cada vez mais evidente, são prova de uma incompetência financeira e falta de sensibilidade social e histórica.
...
Comentários 21 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub