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Vídeo: Um retrato de Portugal em ruínas

"Ruin'Arte" é um projecto de livro que já conta com fotografias de perto de centena e meia de estruturas deixadas ao abandono. É um retrato desolador do país, ainda que marcado por uma beleza decadente.
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Opinião


Multimédia

Edwin. O rapaz que aprendeu a sonhar

O que Edwin sabia sobre a vida era sobreviver. Na cabeça dele não cabiam sonhos e os dias eram passados à procura de comida para ele e para a mãe e para o irmão. A fome espreitava nos cantos da barraca de palha no Quénia e ele escondia-se dela como podia - chupar as pedras era uma forma de a enganar. Mas a sorte dele mudou porque alguém viu nele outra coisa. E tudo começou numa dança. Agora, os mesmos dedos que agarravam as pedras tocam hoje teclas de um piano Bechstein. E os pés dele já não estão nus mas calçados. Com chuteiras. Primeiro no Benfica, agora no Estoril, o miúdo de 15 anos que fala como gente grande descobriu que tinha um sonho: ser futebolista. Como Drogba.

Em três quartos de hora não se esquece só a idade. "Esquece-se o mundo"

Maria do Céu dá três voltas ao lar sempre que pode. Edviges vai a todos os velórios, faz hidroginástica e sopas de letras. António dá um apoio na Igreja e nos escuteiros. Tudo é uma ajuda para passar os dias quando se tornam todos iguais. No Pinhal Interior Sul, a região mais envelhecida da União Europeia, quase um terço da população tem mais de 65 anos. Os mais velhos ficaram, os mais novos partiram.

Profissão: Sniper

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem.

Xarém com conquilhas

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

O que se passa dentro da cabeça dele

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Amadeu, que aprendeu o mundo no campo e tinha o coração na ponta dos dedos

Em Portugal, a dedicação à língua mirandesa tem nome próprio: Amadeu Ferreira, o jurista da CMVM que - quando todos diziam que "era uma loucura impossível" - arranjou tempo para traduzir "Os Lusíadas", a "Mensagem", os quatro Evangelhos da Bíblia e ainda duas aventuras do Asterix para uma língua que pertence a um cantinho do nordeste português e é falada por menos de 15 mil pessoas. No final de 2014 deu ao Expresso aquela que viria a ser a sua última entrevista. Morreu no passado domingo e esta quinta-feira foi lançada a sua biografia, "O fio das lembranças", com quase 800 páginas.

Temos 16 imagens que não explicam o mundo, mas que ajudam a compreendê-lo

O júri do World Press Photo queria dar o prémio maior da edição deste ano (e talvez das edição todas) a uma fotografia com "potencial para se tornar icónica". A primeira imagem desta fotogaleria, por ser "esteticamente poderosa" e "revelar humanidade", é o que o júri procurava. A fotografia de um casal homossexual russo, a grande vencedora, é a primeira de 16 imagens de uma seleção onde há Messi desolado, migrantes em condições indignas no Mediterrâneo, a aflição do ébola, mistérios afins e etc - são os contrastes do mundo.

Vamos falar de sexo. Seis portugueses revelam tudo o que lhes dá prazer na cama

Neste primeiro episódio de uma série que vai durar sete semanas, seis entrevistados falam abertamente sobre aquilo que lhes dá mais satisfação na intimidade. Sexo em grupo, sexo na gravidez, prazer sem orgasmo e melhor sexo após a menopausa são alguns dos temas referidos nos testemunhos desta semana. O psiquiatra Francisco Allen Gomes explica ainda a razão de muitas mulheres fingirem o orgasmo. O Expresso e a SIC falaram com 33 portugueses que deram a cara e o testemunho de como são na cama. Ao longo das próximas sete semanas, contamos-lhe tudo.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.


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Ruínas
Arrepia ver os sinais de uma história que se deixa cair, que se deixa levar pelo espírito da decadência. E o fotógrafo tem toda a razão: há coisas fabulosas, por todo este nosso país, que estão ao abandono. Obras fantásticas, com um enorme significado histórico, comidas pelas (h)eras, destroçadas pelo tempo. E a pergunta é: Como é possível? Mas há também um outro fenómeno, cada vez mais visível: o centro de muitas das nossas cidades está a ficar cada vez mais ao abandono. Constrói-se desalmadamente nos arredores das cidades, lançando para o ar autênticas "bombas" de cimento armando. E nos centros urbanos? Em geral, muita casa esventrada, sem telhado. Fachadas, algumas até lindas, que não indiciam outra coisa senão a vida de outros tempos; diante das quais a vida de agora parece ser insensível, apenas desinteressada, pelo menos até que acidentes aconteçam, alguma delas se volte mais para o lado de cá e... desmorone. É, de facto, patético, ver em tantas cidades de Portugal ruas com uma alta percentagem de casas simplesmente abandonadas, sem remédio; espaços rurais cheios de tesouros arquitectónicos comidos, e cobertos, pelas silvas; instalações industriais que o foram de outros tempos e pelas quais agora, parece, ninguém se interessa. Evidentemente, ter estas imagens dá também para pensar na transitoriedade, na finitude, da nossa vida presente. Mas devia dar também para pensar na importância de conservar a memória de tempos passados. Felicidades, pois, ao Ruin’Arte!
Um conselho ao fotógrafo...
Passe pela Rua de São Caetano à Lapa e verá a degradação que por lá graça... Não se esqueça de tirar umas fotografias ao que agora ainda resiste porque se for mais tarde pode ser que nada exista...
A REALIDADE MAIS REAL
Como é possível? As ruínas revelam muito do que é o nosso sentido de preservação da memória passada, desde a mais rústica casa rural, que teve gente dentro, ao palácio onde se escreveu a outra história que as classes dominantes classificam e desclassificam de acordo com as conveniências.
Basta pensar-se que reabilitar uma casa dos nossos avós constitui um bom negócio para o Estado, desde o IVA a 20% dos materiais de construção, não recuperável pelo dono da casa até á forte probabilidade de se aumentar o valor para tributação do IMI ainda que a recuperação não seja senão m "negócio" emocional de reavivar uma imagem dum espaço passado onde vivemos alegrias e tristerzas e que assim continuarão vivas, como um bilhete de identidade bem viva.
Isto só pensando nos que dispondo de capacidade de aforro preferem perder o pecúlio destinado a uma emergência a ver as silvas invadirem o espaço dos afectos com as paredes a esboroarem-se até que nada exista. O Estado está na maior das indiferenças e dá subsídios aos amigos que aparentemente são os únicos a gerar riqueza e a dar trabalho á custa de todos nós. As casas a cair que se danem, pois na aparência não são uma boa base tributável, ainda que o discurso oficial aparente o contrário. Cair o resto é o destino oficial oculto. É o destino ou a hipocrisia de um povo que não se governa nem se deixa governar?
CHOVER NO MOLHADO
Mais do que um lamento é o grito de revolta dum fotógrafo.Alguns comentaristas tentam branquear o regime da ABRILADA,retirando-lhes grande parte da responsabilidade pelos atentados à História de Portugal,já que outros regimes são igualmente responsáveis pela decadência da monumentalidade.O regime dos corruptos já tem 35 anos de existência e são altamente responsáveis por outros abandonos como é o caso dos militares portugueses caidos em combate no Ultramar,deixando-os em cemitérios sem qualquer manifestação de apreço,pois serviram e cairam na guerra dita dos fascistas.Os miseráveis internacionalistas, que sugam os portugueses, são da mesma massa dos traidores de 1580,aliando-se aos Filipes,da mesma estirpe daqueles que estiveram com os ingleses antes de 1820 ou daqueles que se "comunaram" com os inimigos do Ultramar e que fragilizaram a nossa resistência nos três palcos de guerra.Sempre traidores houve ao país e falar de História de Portugal aos internacionalistas de hoje é "chover no molhado",pois ninguém lhes incutiu os valores e os principios éticos e morais com que deve ser encarada a nossa ciência do passado.E continuaram na mesma "sanha" destrutiva, criando as escolas da ABRILADA,que renegam esses valores,fornecendo a uma nova geração a indiferença pelo património histórico nacional.
Criaram também na mentalidade popular a preocupação pelo TER em vez do SER e a ignorância e a boçalidade do "sitio" incharam com os bens adquiridos a crédito ou sem esforço.
A UE ajuda.
O espelho
As imagens recolhidas (porque existem muitos mais exemplos semelhantes) são a espelho e a prova material da decadência de um país, porque representam bem no fundo o abandono e a dissolução da cultura de uma sociedade. Cultura que representa -sempre- os mais sólidos pilares que sustentam um povo. Tal como qualquer edifício que é sustentado pelas suas fundações -que não se vêem, mas que o seguram firme- a cultura de um povo também não se vê mas é o grande alicerce que o torna vivo e perene. Quando a cultura é desprezada e se torna decadente, caminha-se inexoravelmente para o colapso.
Nuno Costa
património ao abandono...
por exemplo, os antigos sanatórios do caramulo. uma pena. faz doer a alma ver aquilo espatifado.
Portugal presente e futuro em ruínas
Com os governantes que temos tido, Portugal tem o histórico em ruínas e o futuro arruinado.
      Só mesmo a luz solar é que não nos abandona.
Bem prega Frei Tomas
Vou comprar o livro logo que saia, muito embora não me traga nada de velho novo. Aqui em Espinho, que prega pelo turismo e até tem um casino, a degradação de ruas, passeios e edifícios é de tal forma que a ruina é quasi diaria. E isto é para não falar no meu Porto.
Pinto
Portugal
Está comparado ãos talibans que quase destruiram os monumentos no Afeganistão.
Que mais palavras temos para elogiar esta democracia e seus apóstolos.
Obrigada
Obrigada ao Gastão de Brito e Silva e ao Expresso !
Claro que toda a gente sabe, ainda que nem todas estas ruínas fossem conhecidas. É uma dor de alma, mesmo, e por isso tem todo o meu apoio e peço-lhe que não desista! Depois do livro, há um movimento cívico a criar, há muita gente que pode ajudar.
Talvez não seja possível já acudir a toda esta desgraça. Mas algumas poderão ser salvas.
Por favor, continue e dê-nos noticias!
au abandono
um muito obrigado au Expresso,por nos dar a conhecer estas riquezas abandonadas pelo nosso Pais,atravez de Alexandre Costa,Gastão deBrito e Silva,e Fernando Pereira ,é com muita triteza que vi estas magnificas fotos, do projecto do livro RUIN"ARTE,vendo isto dá para querer que o nosso Pais já tem pouco ou nada que o mantenha,se o ministro da cultura do governo passado,nem tinha sequer projectos para salveguardar o nosso patrimonio,eles estiveram lá 4 Anos e meio,então o que poderá o proximo ministro fazer,é pena que o nosso passado esteja a cair em ruinas,um passado tão glorioso,e que os governos desde o 25 AVRIL 1974,nada tem feito para o preservar,Portugal tinha e tem bonitos monumentos,pena é que estejam au abandono,para que serve ter um ministro da Cultura,se não é para preservar o nosso patrimonio,e a nossa cultura,
Ruinas em Lisboa
Em Lisboa toda aquela zona junto ao rio tem centenas de fábricas e prédios abandonados e que destroem mesmo um pouco o potencial de beleza da cidade
Como e possivel
Como e possivel abandonar "lisboa" desta forma?
Desculpe mas a pergunta pertinente seria: Como e possivel abandonar o resto do pais desta forma?
Sabe, e que o resto do pais tambem conta! Ah e sabe outra coisa? Ha mais patrimonio ao abandono fora de "lisboa" do que dentro desse antro de vampiros... mas isso ja seria outra conversa...
Viage mais pelo pais. Vai ver que isso so lhe vai fazer bem!
Portugal em ruinas ou a Ruina de Portugal pt1
Caríssimos amigos,

Chamo-me Gastão Freire de Andrade de Brito e Silva,

Sou fotógrafo de publicidade e arquitectura, recentemente tenho-me dedicado a um projecto de fotografia que chamei “Ruin’Arte”.

O projecto "Ruin'Arte", é uma forma de chamar a atenção à degradação do património arquitectónico deste País à beira mar plantado, são pedaços de história perdidos, são almas penadas do nosso passado.

Procuro desta forma denunciar e catalogar alguns exemplos dramáticos que testemunham a falta de carinho que os nossos governantes ao longo do tempo devotaram a estes edifícios.

Não pretendo apenas focar as minhas atenções na arquitectura "erudita", a história não se centra apenas em edifícios nobres, há casas de pastoreio, fábricas, moinhos, chalets, quintas, unidades militares e outros tipos de"monumentos" que igualmente merecem a nossa atenção. Obviamente devo enfatizar casos mais graves como palácios, paços reais, castelos, mosteiros e conventos...

Espero com este trabalho não ofender susceptibilidades porque a culpa já vem de várias gerações... não é um caso de politica mas de falta de sensibilidade histórica, um comportamento que é apanágio da nossa nação e pretendo reverter.
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Portugal em ruinas ou a Ruina de Portugal pt2
Espero com este trabalho não ofender susceptibilidades porque a culpa já vem de várias gerações... não é um caso de politica mas de falta de sensibilidade histórica, um comportamento que é apanágio da nossa nação e pretendo reverter.

Desde a data da nossa fundação que nunca houve a preocupação em preservar o nosso património, não só as classes governantes como os simples proprietários que nunca souberam valorizar a nossa herança histórica que marcou o percurso de uma nação, deixando ao abandono o testemunho longinquo das nossas glórias passadas.

É uma lacuna social e histórica que nos persegue há muitas gerações e tem deitado a perder muitas das nossas jóias de arquiterctura. Porém todos os governantes através dos tempos tiveram o mérito de erguer novos edifícios, talvez com a esperança de perpetuar o seu nome ligando-se a obras faraónicas e megalómanas que foram muitas vezes responsáveis pela desgraça financeira deste País que tanto amamos.

Casos recentes como o museu dos coches, o CCB, os estádios do Euro 2004 o futuro TGV e outras obras, que sonegam verbas incalculáveis e conduzem Portugal a uma ruina cada vez mais evidente, são prova de uma incompetência financeira e falta de sensibilidade social e histórica.
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