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Vídeo: Um retrato de Portugal em ruínas

"Ruin'Arte" é um projecto de livro que já conta com fotografias de perto de centena e meia de estruturas deixadas ao abandono. É um retrato desolador do país, ainda que marcado por uma beleza decadente.
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Opinião


Multimédia

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Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

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Caril de banana

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O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

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Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

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Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.

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Os turistas portugueses e estrangeiros que visitam o Cabo da Roca, em Sintra, continuam a desafiar a vida nas falésias, mesmo depois da tragédia que resultou na morte de um casal polaco, cujos filhos menores estavam também no local. Durante a visita do Expresso, um segurança tentou alertar os turistas para o perigo e refere a morte do casal polaco. O apelo não teve grande efeito. Veja as imagens.


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Ruínas
Arrepia ver os sinais de uma história que se deixa cair, que se deixa levar pelo espírito da decadência. E o fotógrafo tem toda a razão: há coisas fabulosas, por todo este nosso país, que estão ao abandono. Obras fantásticas, com um enorme significado histórico, comidas pelas (h)eras, destroçadas pelo tempo. E a pergunta é: Como é possível? Mas há também um outro fenómeno, cada vez mais visível: o centro de muitas das nossas cidades está a ficar cada vez mais ao abandono. Constrói-se desalmadamente nos arredores das cidades, lançando para o ar autênticas "bombas" de cimento armando. E nos centros urbanos? Em geral, muita casa esventrada, sem telhado. Fachadas, algumas até lindas, que não indiciam outra coisa senão a vida de outros tempos; diante das quais a vida de agora parece ser insensível, apenas desinteressada, pelo menos até que acidentes aconteçam, alguma delas se volte mais para o lado de cá e... desmorone. É, de facto, patético, ver em tantas cidades de Portugal ruas com uma alta percentagem de casas simplesmente abandonadas, sem remédio; espaços rurais cheios de tesouros arquitectónicos comidos, e cobertos, pelas silvas; instalações industriais que o foram de outros tempos e pelas quais agora, parece, ninguém se interessa. Evidentemente, ter estas imagens dá também para pensar na transitoriedade, na finitude, da nossa vida presente. Mas devia dar também para pensar na importância de conservar a memória de tempos passados. Felicidades, pois, ao Ruin’Arte!
Um conselho ao fotógrafo...
Passe pela Rua de São Caetano à Lapa e verá a degradação que por lá graça... Não se esqueça de tirar umas fotografias ao que agora ainda resiste porque se for mais tarde pode ser que nada exista...
A REALIDADE MAIS REAL
Como é possível? As ruínas revelam muito do que é o nosso sentido de preservação da memória passada, desde a mais rústica casa rural, que teve gente dentro, ao palácio onde se escreveu a outra história que as classes dominantes classificam e desclassificam de acordo com as conveniências.
Basta pensar-se que reabilitar uma casa dos nossos avós constitui um bom negócio para o Estado, desde o IVA a 20% dos materiais de construção, não recuperável pelo dono da casa até á forte probabilidade de se aumentar o valor para tributação do IMI ainda que a recuperação não seja senão m "negócio" emocional de reavivar uma imagem dum espaço passado onde vivemos alegrias e tristerzas e que assim continuarão vivas, como um bilhete de identidade bem viva.
Isto só pensando nos que dispondo de capacidade de aforro preferem perder o pecúlio destinado a uma emergência a ver as silvas invadirem o espaço dos afectos com as paredes a esboroarem-se até que nada exista. O Estado está na maior das indiferenças e dá subsídios aos amigos que aparentemente são os únicos a gerar riqueza e a dar trabalho á custa de todos nós. As casas a cair que se danem, pois na aparência não são uma boa base tributável, ainda que o discurso oficial aparente o contrário. Cair o resto é o destino oficial oculto. É o destino ou a hipocrisia de um povo que não se governa nem se deixa governar?
CHOVER NO MOLHADO
Mais do que um lamento é o grito de revolta dum fotógrafo.Alguns comentaristas tentam branquear o regime da ABRILADA,retirando-lhes grande parte da responsabilidade pelos atentados à História de Portugal,já que outros regimes são igualmente responsáveis pela decadência da monumentalidade.O regime dos corruptos já tem 35 anos de existência e são altamente responsáveis por outros abandonos como é o caso dos militares portugueses caidos em combate no Ultramar,deixando-os em cemitérios sem qualquer manifestação de apreço,pois serviram e cairam na guerra dita dos fascistas.Os miseráveis internacionalistas, que sugam os portugueses, são da mesma massa dos traidores de 1580,aliando-se aos Filipes,da mesma estirpe daqueles que estiveram com os ingleses antes de 1820 ou daqueles que se "comunaram" com os inimigos do Ultramar e que fragilizaram a nossa resistência nos três palcos de guerra.Sempre traidores houve ao país e falar de História de Portugal aos internacionalistas de hoje é "chover no molhado",pois ninguém lhes incutiu os valores e os principios éticos e morais com que deve ser encarada a nossa ciência do passado.E continuaram na mesma "sanha" destrutiva, criando as escolas da ABRILADA,que renegam esses valores,fornecendo a uma nova geração a indiferença pelo património histórico nacional.
Criaram também na mentalidade popular a preocupação pelo TER em vez do SER e a ignorância e a boçalidade do "sitio" incharam com os bens adquiridos a crédito ou sem esforço.
A UE ajuda.
O espelho
As imagens recolhidas (porque existem muitos mais exemplos semelhantes) são a espelho e a prova material da decadência de um país, porque representam bem no fundo o abandono e a dissolução da cultura de uma sociedade. Cultura que representa -sempre- os mais sólidos pilares que sustentam um povo. Tal como qualquer edifício que é sustentado pelas suas fundações -que não se vêem, mas que o seguram firme- a cultura de um povo também não se vê mas é o grande alicerce que o torna vivo e perene. Quando a cultura é desprezada e se torna decadente, caminha-se inexoravelmente para o colapso.
Nuno Costa
património ao abandono...
por exemplo, os antigos sanatórios do caramulo. uma pena. faz doer a alma ver aquilo espatifado.
Portugal presente e futuro em ruínas
Com os governantes que temos tido, Portugal tem o histórico em ruínas e o futuro arruinado.
      Só mesmo a luz solar é que não nos abandona.
Bem prega Frei Tomas
Vou comprar o livro logo que saia, muito embora não me traga nada de velho novo. Aqui em Espinho, que prega pelo turismo e até tem um casino, a degradação de ruas, passeios e edifícios é de tal forma que a ruina é quasi diaria. E isto é para não falar no meu Porto.
Pinto
Portugal
Está comparado ãos talibans que quase destruiram os monumentos no Afeganistão.
Que mais palavras temos para elogiar esta democracia e seus apóstolos.
Obrigada
Obrigada ao Gastão de Brito e Silva e ao Expresso !
Claro que toda a gente sabe, ainda que nem todas estas ruínas fossem conhecidas. É uma dor de alma, mesmo, e por isso tem todo o meu apoio e peço-lhe que não desista! Depois do livro, há um movimento cívico a criar, há muita gente que pode ajudar.
Talvez não seja possível já acudir a toda esta desgraça. Mas algumas poderão ser salvas.
Por favor, continue e dê-nos noticias!
au abandono
um muito obrigado au Expresso,por nos dar a conhecer estas riquezas abandonadas pelo nosso Pais,atravez de Alexandre Costa,Gastão deBrito e Silva,e Fernando Pereira ,é com muita triteza que vi estas magnificas fotos, do projecto do livro RUIN"ARTE,vendo isto dá para querer que o nosso Pais já tem pouco ou nada que o mantenha,se o ministro da cultura do governo passado,nem tinha sequer projectos para salveguardar o nosso patrimonio,eles estiveram lá 4 Anos e meio,então o que poderá o proximo ministro fazer,é pena que o nosso passado esteja a cair em ruinas,um passado tão glorioso,e que os governos desde o 25 AVRIL 1974,nada tem feito para o preservar,Portugal tinha e tem bonitos monumentos,pena é que estejam au abandono,para que serve ter um ministro da Cultura,se não é para preservar o nosso patrimonio,e a nossa cultura,
Ruinas em Lisboa
Em Lisboa toda aquela zona junto ao rio tem centenas de fábricas e prédios abandonados e que destroem mesmo um pouco o potencial de beleza da cidade
Como e possivel
Como e possivel abandonar "lisboa" desta forma?
Desculpe mas a pergunta pertinente seria: Como e possivel abandonar o resto do pais desta forma?
Sabe, e que o resto do pais tambem conta! Ah e sabe outra coisa? Ha mais patrimonio ao abandono fora de "lisboa" do que dentro desse antro de vampiros... mas isso ja seria outra conversa...
Viage mais pelo pais. Vai ver que isso so lhe vai fazer bem!
Portugal em ruinas ou a Ruina de Portugal pt1
Caríssimos amigos,

Chamo-me Gastão Freire de Andrade de Brito e Silva,

Sou fotógrafo de publicidade e arquitectura, recentemente tenho-me dedicado a um projecto de fotografia que chamei “Ruin’Arte”.

O projecto "Ruin'Arte", é uma forma de chamar a atenção à degradação do património arquitectónico deste País à beira mar plantado, são pedaços de história perdidos, são almas penadas do nosso passado.

Procuro desta forma denunciar e catalogar alguns exemplos dramáticos que testemunham a falta de carinho que os nossos governantes ao longo do tempo devotaram a estes edifícios.

Não pretendo apenas focar as minhas atenções na arquitectura "erudita", a história não se centra apenas em edifícios nobres, há casas de pastoreio, fábricas, moinhos, chalets, quintas, unidades militares e outros tipos de"monumentos" que igualmente merecem a nossa atenção. Obviamente devo enfatizar casos mais graves como palácios, paços reais, castelos, mosteiros e conventos...

Espero com este trabalho não ofender susceptibilidades porque a culpa já vem de várias gerações... não é um caso de politica mas de falta de sensibilidade histórica, um comportamento que é apanágio da nossa nação e pretendo reverter.
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Portugal em ruinas ou a Ruina de Portugal pt2
Espero com este trabalho não ofender susceptibilidades porque a culpa já vem de várias gerações... não é um caso de politica mas de falta de sensibilidade histórica, um comportamento que é apanágio da nossa nação e pretendo reverter.

Desde a data da nossa fundação que nunca houve a preocupação em preservar o nosso património, não só as classes governantes como os simples proprietários que nunca souberam valorizar a nossa herança histórica que marcou o percurso de uma nação, deixando ao abandono o testemunho longinquo das nossas glórias passadas.

É uma lacuna social e histórica que nos persegue há muitas gerações e tem deitado a perder muitas das nossas jóias de arquiterctura. Porém todos os governantes através dos tempos tiveram o mérito de erguer novos edifícios, talvez com a esperança de perpetuar o seu nome ligando-se a obras faraónicas e megalómanas que foram muitas vezes responsáveis pela desgraça financeira deste País que tanto amamos.

Casos recentes como o museu dos coches, o CCB, os estádios do Euro 2004 o futuro TGV e outras obras, que sonegam verbas incalculáveis e conduzem Portugal a uma ruina cada vez mais evidente, são prova de uma incompetência financeira e falta de sensibilidade social e histórica.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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