A maioria são mulheres e vêm do Brasil. Umas sabem que o destino que as espera em Portugal é a prostituição, outras vêm enganadas com uma promessa de trabalho. É este o perfil das vítimas de tráfico de seres humanos em Portugal. Já, o criminoso é, normalmente, homem, português e trabalha em rede, com cúmplices nos países de origem das vítimas.
Apesar da maioria dos crimes ser de natureza sexual, Joana Daniel Wrabetz, chefe de equipa do Observatório de Tráfico de Seres Humanos, chama a atenção para o tráfico da servidão doméstica. "É difícil de identificar, porque a vítima está fechada dentro de casa, quase sem contacto com a rua."
Estima-se que por ano sejam traficadas milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, a realidade é medida pelo Observatório de Tráfico de Seres Humanos, uma entidade sob a tutela do Ministério da Administração Interna, que recolhe e analisa os dados vindos das polícias e ONG.