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Vídeo: Marcha LGBT com novo alento

11ª Marcha do Orgulho LGBT, mais participada que em 2009, percorreu algumas ruas da Baixa lisboeta, com milhares de pessoas a marcharem contra a discriminação. (Veja o vídeo)
Lusa |

A 11ª Marcha do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), mais participada que em 2009, percorreu algumas ruas da Baixa lisboeta, com milhares de pessoas a pedir o direito de todos seguirem as suas opções sexuais, sem discriminação.  
 
No início da Marcha, a organização já esperava uma participação "mais significativa" que na edição anterior, onde estiveram 2500 pessoas. Depois
de deixar o Largo do Príncipe Real e já no Chiado, a estimativa era já de  cerca de cinco mil participantes.  
 
O otimismo das 18 entidades que fazem parte da organização, quando em 2009 eram 11, está muito relacionado com a aprovação recente da lei que permite o acesso ao casamento civil de pessoas do mesmo sexo.  
 
Clara Metais, da organização da iniciativa, disse à Agência Lusa que, com a iniciativa, é esperado que "se tornem cada vez mais visíveis as discriminações sentidas pela comunidade LGBT".  

Próximo passo é a adoção 


Depois da lei relacionada com o casamento civil, "o próximo passo é a adoção" pelos "casais gays lésbicos", mas também a lei de identidade de género e a procriação médica assistida, referiu.  
 
Clara Metais considerou que, "apesar da lei aprovada, isso não quer dizer que se vai tornar prática corrente".  
 
Carlos Gonçalves Costa, também da organização da Marcha concordou realçando que "estas coisas demoram sempre algum tempo a surtir efeito".    
 
Por outro lado, "as questões de cidadania não podem ficar por aqui, nem pela garantia de direitos por parte do Estado. É importante que haja uma transformação de mentalidades" e "um reconhecimento de crianças que
já existem, de gays e de lésbicas".    
 
O cortejo, com ponto de chegada marcado para o Martim Moniz, reunia participantes de várias idades, com bandeiras com as cores do "Orgulho Gay" e faixas com mensagens como "famílias: todas diferentes, todas iguais" ou "nem menos, nem mais, direitos iguais".  
 
Entre os que desfilavam viam-se trajes de damas antigas, mas também alguns jovens de "andas" modernas, de metal e já não de madeira. Uma bandeira enorme com as cores do movimento era levada por vários participantes que a baixavam até ao chão, voltando a levantá-la a uma palavra de um deles.

Marcha de "atitude positiva"  


Paula Henriques, uma das participantes, frisou que estas marchas "têm sempre uma atitude positiva" e lamentou que "algumas pessoas que assumem em determinados momentos" não marcassem presença. "Em Portugal continua a existir homofobia", acrescentou.  
 
Para o deputado do Bloco de Esquerda Heitor Sousa, presente na iniciativa, a Marcha deste ano "vai ter um sabor especial porque assenta numa vitória, [o que é] mobilizador para dar mais alento para conquistar novos direitos e a plena igualdade" em várias questões, como a adoção ou a mudança de género ser facilitada de modo a seguir uma prática já possível em vários países da Europa.   
 
O deputado deu o exemplo de uma "situação absurda", que é a possibilidade de existirem pessoas a viver numa união homossexual, mas a adoção ter de ser com base numa opção individual.    
 
Entre as 18 entidades que organizam o evento contam-se a UMAR, SOS Racismo, Associação para o Planeamento da Família, Panteras Rosa, ILGA Portugal e Médicos pela Escolha. 
 
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico **


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Tenham juízo!
Eles não sairam do "armário"! Do "armário" sai um tipo selecto, garboso, cordato e bem vestido. Gay ou não, será sempre um gentleman. No caso delas, em nada transparece a sua opção sexual, continuando femininas, sensuais, e bem maquilhadas.
Agora estes, sairam foi mas é do galinheiro, quais galináceas histéricas e barulhentas, a abanar o capacete e aquela bunda fungiforme, como se Portugal tivesse ganho o Mundial de futebol.
A Caixa de Pandora
Já disse e volto a dizer abriram uma verdadeira caixa de pandora de efeitos imprevisiveis a longo prazo.
 
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