Quartos especiais e sistemas de filtragem de ar estão entre os equipamentos com que o Hospital Dona Estefânia
, em Lisboa, conta para receber possíveis vítimas de infecção pelo vírus da gripe suína.
A directora clínica adjunta do hospital, Luísa Monteiro, disse hoje aos jornalistas que existe um "plano de contingência pronto a funcionar se houver uma ameaça biológica como uma doença viral".
Sem adiantar um número, referiu que se espera um "surto relativamente contido de doentes" mas, se for maior do que o esperado, o hospital poderá "estender a outras zonas, enfermarias que possam tratar doentes respiratórios", disse.
Numa primeira sala de triagem, as crianças que possam estar infectadas com o vírus são colocadas num isolamento especial para serem observadas pelo médico, devidamente protegido com equipamento respiratório especial.
Nessa sala, uma pressão atmosférica negativa garante que quaisquer "partículas virais ou bactérias não vão para outros locais", através de grelhas e filtros que tratam o ar e só o libertam para a atmosfera "depois de ser limpo de quaisquer agentes patogénicos" que possam espalhar a doença.
Depois da sala de triagem, onde uma criança deverá ficar "pouco tempo", só o necessário para avaliar se está infectada ou não, poderá passar para os quartos da Unidade de Infecciologia com uma antecâmara de isolamento, para onde será transportada através de um "circuito independente" que todos os profissionais conhecem.
Além de equipamento respiratório, os médicos e enfermeiros têm de usar gorros, máscaras, luvas e batas especiais, destinadas a impedir a exposição a quaisquer focos de infecção.
A ministra da Saúde, Ana Jorge
, assegurou hoje que, até ao momento, não há registo de qualquer caso de gripe suína em Portugal e deu orientações aos serviços de saúde e aeroportos para aconselharem os passageiros provenientes das zonas afectadas.
"As pessoas têm de estar informadas sobre o que existe, os riscos que correm e o que devem fazer em primeiro lugar, perante sintomas que são os de uma gripe normal", frisou Ana Jorge, lembrando que o primeiro contacto deve ser para Linha de Saúde 24
(800 24 24 24) que encaminhará os doentes para os serviços competentes.