27/05/2012 atualizado às 0:20

Vídeo: "Aumentos inevitáveis", diz Constâncio

O governador do Banco de Portugal considerou "inevitáveis" as medidas de austeridade anunciadas, uma vez que o importante é "o compromisso de reduzir o défice". (Veja o vídeo)

17:19 Sexta feira, 14 de maio de 2010


O governador do Banco de Portugal considerou hoje como "inevitáveis" as medidas de austeridade anunciadas, acrescentando que o aumento de impostos indiretos era "fácil de prever", mas que o importante é "o compromisso de reduzir o défice".

"Estas medidas eram inevitáveis, como disse, visto que numa situação em que é preciso reduzir o défice orçamental de uma forma rápida, precisamente os impostos indiretos são os mais rápidos a produzir receita", afirmou o governador do Banco de Portugal, numa conferência em Lisboa.

"Neste momento temos de facto, de corrigir os nossos défices", considerou Vítor Constâncio, sublinhando ainda que "importante é o compromisso que o Governo assumiu de reduzir o défice de 9,4 por cento em 2009 para 4,6 em 2011".

Aumento dos impostos indirectos "fácil de prever"


Durante a conferência promovida pelo Banco de Portugal, Vítor Constâncio lembrou mesmo as suas afirmações em fevereiro deste ano em que previu um aumento dos impostos indiretos (na altura criticado pelos membros do Governo) e considerou que tal "era fácil de prever" e que este "caminho é o único que é aconselhado, visto que não o fazer no atual contexto dos mercados financeiros implicaria coisas piores".

À saída, o responsável explicou que a recente pressão dos mercados sobre vários países "teve um efeito de contágio" nesses mercados financeiros, o que obrigou Portugal a um esforço adicional para reforçar a sua credibilidade.

"Portugal tem de demonstrar que faz agora um esforço de reequilibrar as suas contas por forma a continuar a ter acesso aos mercados financeiros e a continuar a financiar-se regularmente, o que é essencial para, uma vez demonstrada essa nossa credibilidade, poder continuar assim o nosso processo de crescimento económico por forma a convergirmos", disse.

Preocupação com o défice em Portugal e Espanha


"A situação mudou nos mercados financeiros e a pressão é de tal ordem que realmente ambos [Portugal e Espanha] tiveram de fazer novos reforços, agora, o importante é realmente o objetivo de 4,6 de défice em 2011, porque isso significa um ajustamento de quase 5 pontos percentuais em dois anos, o que é muito significativo", acrescentou.

O ainda governador do Banco de Portugal considerou também que este novo plano do Governo de José Sócrates "foi bem recebido nos mercados financeiros" e a nível internacional e que restabelecer a credibilidade da economia é fundamental "para evitar males maiores".

Apesar dos efeitos restritivos de curto prazo na economia, e no seu crescimento, das medidas anunciadas, Vítor Constâncio disse que esse efeito será apenas "temporário" e que "a economia sairá disso".

Questionado sobre o período pós medidas (uma vez que estes aumentos de impostos, e restante pacote anunciado quinta feira durarão até ao final de 2011 apenas), Vítor Constâncio disse apenas: "na altura veremos".

Sem comentários sobre o caso BCP


Quanto à decisão recentemente conhecida sobre o caso BCP e as punições aos seus administradores, Vítor Constâncio recusou fazer comentários, explicando que a lei não o permite.

"O Banco de Portugal não divulgou nem divulgará qualquer informação sobre processos de contra ordenação, visto que a lei nos impede de fazer qualquer publicidade das nossas decisões. O Banco de Portugal não divulgou nada, nem, o Banco de Portugal falou ou falará sobre esse processo", disse.

"A lei já mudou sob nossa proposta aqui há dois anos atrás no que diz respeito ao futuro, mas em tudo o que diz respeito aos casos passados aplica-se a lei que estava em vigor e que proíbe ao Banco de Portugal fazer qualquer publicidade, qualquer divulgação das decisões que tenha tomado em relação a processos de contraordenação", reafirmou.

O Banco de Portugal condenou seis ex-administradores do BCP no âmbito de um processo de contra-ordenação instaurado em 2007 ao BCP e a membros dos seus órgãos sociais, com base em factos relacionados com 17 entidades off-shore e ocultação de informação: Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Christopher de Beck, António Rodrigues, Alípio Dias e António Castro Henriques.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa
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Claro..tem toda a razão..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 19:42 | Sexta feira, 14 de maio de 2010
Mas os aumentos dos impostos indirectos deveriam ser apenas sobre os artigos só acessiveis aos mamocratas e afins...

Um litro de leite vai ter um aumento de imposto de 20% mas um automovel topo de gama verá o seu imposto aumentado em apenas cerca de 3%...

São sempre os de "cá de baixo" a pagar as asneiras dos "lá de cima"...

Mamocratas nojentos...

 
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    Re: Claro..tem toda a razão..    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 20:17 | Sábado, 15 de maio de 2010
Credilidade?
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 20:17 | Sexta feira, 14 de maio de 2010

Que é dela?

 
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REVOLTADO!!!
NSant (seguir utilizador), 1 ponto , 20:36 | Sexta feira, 14 de maio de 2010
Estou de facto revoltado. Os propalados mercados que não dizem onde ficam, as Agências de Rating sediadas nos EUA e os seus ataques com previsões cada vez mais nefastas nos países alvo, as declarações de Obama sobre as medidas económicas tomadas por Espanha, as medidas tomadas por cá, as declarações de Sócrates e de Passos Coelho e do Ministro das Finanças, a ida deste à Bloomberg, o preço dos combustíveis que não descem em consonância com a baixa do Brent, enfim, muito, mas muito para memorizar.
Portugal está da União Europeia, todos sabemos. Com a sua adesão, vieram muitos biliões de Euro para tratamento de choque para ficarmos ao nível do desenvolvimento dos outros 14 países que formavam a CEE.
Antes de isso acontecer, já Mário Soares nos havia espartilhado com o FMI!
De então para cá e em tão poucos anos, têm sido pedidos sacrifícios crescentes aos portugueses trabalhadores por conta de outrem e/ou do Estado, sempre em nome da redução da despesa pública. Afinal, onde estão os tais Biliões contabilizados. Em estradas-certamente que não pois representam só uns poucos e estão lá no sítio para que todos as vejam. O tecido industrial não evoluiu, embora todos saibamos que continua a ser de carácter familiar e no meio dos sobressaltos, fecham tão depressa como abriram e os seus fundadores salvam-se sempre com o bolso cheio. Neste meio, são raras as empresas que fogem a esta regra e assim escolhem outros caminhos para aboletar-se dos lucros paralelamente à economia ...
 
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REVOLTADO!!!-PARTE 2
NSant (seguir utilizador), 1 ponto , 20:37 | Sexta feira, 14 de maio de 2010
oficial.
O sector financeiro, que durante estes últimos doze anos tem apresentado fabulosos lucros à custa dos meios de produção e dos seus agentes, está sempre isento do que quer que seja, nunca lhes sendo atribuída a mínima suspeição e responsabilidade pelo descalabro sucessivamente existente.
As privatizações ocorridas nos últimos anos de empresas chave em qualquer economia como a GALP e EDP e outras, em nada beneficiou a população em geral, como todos sabem, mas sim um grupo restritíssimo de agentes como Américo Amorim, Berardo, Belmiro e mais alguns, gerando fabulosos lucros e investimentos estratégicos em vários países e poucos em Portugal.
Só no ano passado, foram injectados no último semestre, segundo a Comissão Europeia, mais de 8.000 milhões de Euro em paraísos fiscais, por alguns e muito poucos compatriotas. Será que o são?
Teimosamente, a Europa acha que a resolução das investidas dos EUA sobre a economia, passa por financiar sempre os mesmos industriais e financeiros que depois clamam justiça por não poderem indicar o caminho do desbarato de todo o género de apoios.
Cada vez há menos escrúpulos, seja em que sector sociopolítico.
Mas que não está certo, ai tudo isto não está!
 
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REVOLTADO!!!-PARTE 3
NSant (seguir utilizador), 1 ponto , 20:38 | Sexta feira, 14 de maio de 2010
Nem Sócrates que no início inventou deficit para logo subir o IVA, nem Passos Coelho herdeiro de Aníbal Cavaco Silva que teve os tais muitos Biliões desbaratados ainda no tempo do seu ministério têm legitimidade para agora desculparem-se invocando o abstracto e só o abstracto e fantasmas de todo em todo semelhantes o Adamastor.
De Portas, Jerónimo e Louçã haveria muito a falar. Todos estes são ainda mais responsáveis por confrangedora falta de ambição reivindicativa sempre a curto prazo.
Só com atitudes sérias e concretas e sobretudo com verdade desabrida, será algum dia possível pedir contas a quem tudo isto fomenta, qual parasita cujo remédio custa a encontrar para ser eliminado de vez.
...................
SEJAM FELIZES
 
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O sr dos banqueiros de Portugal
fcma (seguir utilizador), 1 ponto , 21:52 | Sexta feira, 14 de maio de 2010
Diga-me lá, olhos nos olhos com quanto o sr vai contribuir para ajudar a tirar Portugal da posição que está, é que o sr para além de um monstruoso ordenado ainda tem uma série de alcavalas, subsídios para isto, ajudas para aquilo e um cartão de "crédito" para representação, não sei de quê mas pronto. Seja sincero sr dos banqueiros de Portugal.
 
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O sr dos banqueiros
fcma (seguir utilizador), 1 ponto , 21:55 | Sexta feira, 14 de maio de 2010
Diga-me lá, olhos nos olhos com quanto o sr vai contribuir do seu ordenado, para ajudar a tirar Portugal da posição que está, é que o sr para além de um monstruoso ordenado ainda tem uma série de alcavalas, subsídios para isto, ajudas para aquilo e um cartão de "crédito" para representação, não sei de quê mas pronto. Seja sincero sr dos banqueiros de Portugal.
 
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zzzzzzzz
socontamasqueentram (seguir utilizador), 1 ponto , 0:40 | Sábado, 15 de maio de 2010
Aí Lusitano adormecido...
 
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Este palhaço incompetente já...
Kikas_o_je (seguir utilizador), 1 ponto , 10:35 | Sábado, 15 de maio de 2010
...não tinha ido embora???

Quando o Gov. do Banco Central arranja uma caldeirada de 3000 milhões de euros é natural que um país como este (pequeno e com investidores saloios) tenha mais dificuldade em superar problemas.....

Este palhaço dá-me vómitos, pensei que lhe chegava o taxo do BCE, mas não, da sua douta incompetência já estavamos informados ficamos a saber que afinal este portagonismo é doentio e tem como obejctivo a longo prazo um poleiro (PM ou PR) no país; é que o taxo do BCE não dura para sempre! se eu profissionamente cometesse um erro da mesma magnitude mudava de profissão e planeta, mas ele não, antes achava que era "bom" agora parace ter a certeza.....

Eis um belo espécime da trampa que temos como "eleite", a verdadeira "nata" da sociedade....pena estar azeda....

Que pinte a tromba de preto e se cale de uma vez por todas!

 
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    Re: Este palhaço incompetente já...    Ver comentário
tekimfim (seguir utilizador), 1 ponto , 19:29 | Sábado, 15 de maio de 2010
    Re: Este palhaço incompetente já...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 20:23 | Sábado, 15 de maio de 2010
Aumentar os Impostos
Rio Grande (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Domingo, 16 de maio de 2010
Não sou um especialista no setor de impostos, mas aumentar a arrecadação via alíquotas maiores, ainda que indiretos, cria o ciclo vicioso de a cobra morder o rabo. Para mim, tal procedimento faz o nó que enforacará toda a cadeia produtiva, degradando o poder aquisitivo dos de menor renda que, em última instância, é sempre a maioria. Essa maioria é, que, às vezes, pode ajudar na hora do atoleiro. É aquela que vai na mercearia da esquina, que compra os ítens de primeira necessidade de fabricantes de preço baixo etc. Ora, se aumentamos tais impostos, logo ocorrerá uma retração indesejada, propiciando falências desnecessárias, principalmente de pequenos negócios, tão urgentes no Japão e que sustentam as crises, mantendo o mercado funcionando. Numa economia capitalista, tal procedimento, é mera transferência de capital das mãos daqueles que têm pouco, para cobrir o déficite de uma nação inteira, poupando os que têm mais. É injusto e perigoso...
 
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