20 de abril de 2014 às 1:37
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Vídeo: 7 mil passageiros retidos em Faro

Cerca de sete mil passageiros que deviam ter embarcado hoje em Faro em direcção, principalmente, ao Reino Unido ficaram sem voo. São longas as filas de espera e muitos podem ter de dormir no aeroporto.
Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)
Perto de 7 mil passageiros ficaram sem voo em Faro. Alguns, decidiram aproveitar o sol enquanto esperavam por indicações das companhias Mário Lino Perto de 7 mil passageiros ficaram sem voo em Faro. Alguns, decidiram aproveitar o sol enquanto esperavam por indicações das companhias

Foi um final de semana inesperado para Tony e Linda Steels, de Leeds, Inglaterra, quando hoje chegaram ao aeroporto de Faro e se depararam com uma fila imensa: "Não tínhamos ouvido nada ainda sobre isso do vulcão e tivemos de esperar três horas numa fila, só para saber que o voo tinha sido cancelado", diz Tony.

Tony e Linda, que visitaram o Algarve pela primeira vez, ficaram hospedados em Albufeira durante sete dias. Agora, não sabem ainda onde vão ficar até que algum avião os leve de volta: "Nós viemos na Jet2. Telefonámos e como tínhamos um pacote com tudo incluído, eles estão a tratar de nos arranjar hotel. Mas não faz mal porque até estamos aqui a aproveitar o Sol", diz Linda, sentada num dos relvados em frente ao terminal do Aeroporto.

Lá dentro, longas filas para chegar aos guichês das companhias, sem que ninguém saiba ainda muito bem quando poderá voltar a casa.

Fecho do espaço aéreo é muito invulgar


"Há uma parte da Europa que não está neste momento acessível aos voos e isso vai afectar toda a Europa e as ligações aéreas. As previsões são impossíveis, é um fenómeno que não é comum é esperar para ver como vai evoluir", explica António Correia Mendes, director do aeroporto internacional de Faro, em declarações ao Expresso.

Segundo o responsável, há cerca de 14 mil pessoas afectadas nos voos de e para o Algarve, só neste primeiro dia de paralisação.

"O aeroporto apenas tem de garantir que os movimentos aéreos se possam processar, nós estamos a fazer aquilo que nos é pedido e que nos é exigido. As companhias aéreas, que são responsáveis pelo transporte, têm todas as suas políticas sobre como devem enfrentar estas situações de disrupção e estão a tentar fazer o seu melhor", acrescenta.

Turistas sem dinheiro


Algo que para Brandon Bunting e para a mulher, ambos da Irlanda do Norte, não está a ser suficiente.

"Nós viemos pela Aer Lingus, tivemos de telefonar e agora dizem-nos que não nos dão alojamento. Não sei como vamos fazer, porque tinhamos gasto mesmo agora os nossos últimos dez euros. Provavelmente, teremos de ficar a dormir aqui no aeroporto até amanhã", protesta o irlandês.

Isto se a estadia forçada não for mais prolongada, por força das cinzas provenientes da erupção do vulcão islandês.

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