27/05/2012 atualizado às 0:11

Vento e chuva lançam novo alerta na Madeira

A previsão de rajadas que podem hoje atingir os 130 Km/h colocam a Madeira sob aviso laranja

9:59 Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010

A chuva e vento forte, com rajadas que poderão atingir os 130 Km/h, levaram o Instituto de Meteorologia (IM) a colocar hoje o arquipélago da Madeira sob aviso laranja, a única zona do país sob advertência.

O aviso laranja é o segundo mais grave numa escala de quatro e refere-se a uma "situação meteorológica de risco moderado a elevado".

De acordo com o IM, o céu apresentar-se-á muito nublado na Madeira, com queda de chuva, cuja intensidade deverá diminuir a partir da tarde.

O vento soprará fraco a moderado (10 a 30 km/h) do quadrante sul, tornando-se forte (35 a 50 Km/h), com rajadas na ordem dos 70 Km/h, a partir da manhã.

Ondas até 3,5 metros


Nas terras altas, no entanto, o vento será moderado a forte (30 a 45 Km/h) de sudoeste, tornando-se depois forte a muito forte (50 a 70 Km/h), com rajadas que poderão atingir os 130 Km/h.

Relativamente ao estado do mar, na costa norte as ondas serão de noroeste com dois a três metros, enquanto que na costa sul, as ondas de sudoeste deverão atingir uma altura de um a dois metros, passando depois a ondas de sul, com dois a 3,5 metros. A água do mar deverá registar uma temperatura de 18 graus Celsius.

Na quinta feira, o IM tinha alertado para o agravamento do estado do tempo em Portugal continental e na Madeira, devido a "aproximação de uma depressão em fase de cavamento, cujo centro se prevê localizado, às 00h00 horas do dia 27, a Noroeste do Arquipélago da Madeira".

"Esta depressão continuará o seu cavamento dirigindo-se para noroeste vindo a afetar o território do Continente no próximo sábado", ainda segundo o IM.

Portugal continental sem aviso


Em Portugal continental, que se encontra hoje sem qualquer aviso, o céu apresentar-se-á geralmente nublado, com aguaceiros fracos que passarão a períodos de chuva.

O vento será fraco nas regiões centro e sul (inferior a 15 Km/h), tornando-se moderado (20 a 30 Km/h) de sueste no litoral. No norte do país, o vento soprará moderado a forte (30 a 50 Km/h) de oeste, rodando para sul.

O IM prevê ainda uma descida das temperaturas mínimas, de norte a sul do país.

Quanto às máximas, deverão atingir 15º no Porto, 16º em Coimbra e em Lisboa, 18º em Faro, 13º em Ponta Delgada e 23º no Funchal.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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Vento e chuva lançam novo alerta na Madeira
David Zac (seguir utilizador), 1 ponto , 15:27 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
O tempo e a natureza não param de reclamar o que lhes é devido. Agora a vítima está a ser a Madeira, mas parece-me que outros virão. Temos que estar preparados, por um mal que não temos culpa mas somos nós os penalizados.
 
 Regras da comunidade
Tragédia torna-se Baile de máscaras para políticos
emmj (seguir utilizador), 1 ponto , 16:54 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Parabéns ao artificie nacional da política, que consegue afinal, transformar uma colossal trajédia, em uma solução para um problema extremamente sério, que aliás assola todo um país; ressuscitando assim o sector de Construção Civil, por meio de um vasto conjunto de novas obras faraónicas, recrutando ou afectando indirectamente a mão de obra de milhares de trabalhadores oriundos de um sector, que se mostrava já desgastado e moribundo; efectivando importantíssimas reconciliações com o governo de José Sócrates; e garantindo por isso a sua sucessão de forma absolutamente controlada e calculada. Verdadeiramente, Alberto João é um fenómeno, enquanto político. Lamenta-se que todo o seu sucesso dependa de tanta destruição; que ao longo de mais de três décadas, a sociedade madeirense tenha confundido, de feita sempre humilde, benfazeja e até subserviente, por favor aquilo que deveria ser apenas o seu direito, e que a submissão deste povo implique a limitação de sua cidadania, no exacebamento de assimetrias. Que neste complexo e amplo contexto, o que possa ser considerado politicamente correcto, de facto seja moral e eticamente tão abjectável.
 
 Regras da comunidade
Madeira Nova - Capítulo II!
emmj (seguir utilizador), 1 ponto , 17:03 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Paradoxalmente, confrontamo-nos por um lado com importantes pronunciamentos de Alberto João, resistentes a uma declaração de situação de Calamidade Pública, minimizando até, em variados contextos, o sofrimento, que para todo Portugal, se tornou já mais que evidente, de um povo de quem ele, Alberto João, é aparentemente o representante máximo. Por outro lado, e determinado a auferir uma soma igual ou superior a mil milhões de euros, supostamente para reconstruir o que foi pelas chuvas levado, Alberto João também refere que, nada em sua Madeira Nova, foi atingido; que as intervenções feitas, segundo o preconizado modelo de desenvolvimento do seu governo, estão todas de pé.

Concluindo que as ajudas financeiras, não obstante avultadíssimas, não são para atender a calamidades, mas que serão utilizadas com o objectivo de reconstruir tudo segundo as linhas traçadas anteriormente (em outras palavras, uma Madeira Nova, Capítulo DOIS).
 
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Grandes amigos
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 17:45 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
A ver pelas afirmações mais recentes de AJJardim quem ele queria para a liderança do PSD era o Socrates
 
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