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Venda da Groundforce entre razões para extinguir operação em Faro

A venda da maioria do capital da Groundforce, determinada pela Autoridade da Concorrência, é uma das razões enunciadas pela administração da empresa para a extinção da escala de Faro, e consequente despedimento de 336 trabalhadores.

10:15 Domingo, 21 de novembro de 2010
Encerramento da Groundforce em Faro deixa centenas de pessoas desempregadas
Encerramento da Groundforce em Faro deixa centenas de pessoas desempregadas
Luís Forra/Lusa

A venda da maioria do capital da Groundforce, determinada pela Autoridade da Concorrência, é uma das razões enunciadas pela administração da empresa para a extinção da escala de Faro, e consequente despedimento de 336 trabalhadores, indicam documentos a que a Lusa teve acesso.

No documento a justificar a decisão de encerramento da escala de Faro, enviado à comissão de trabalhadores da empresa e ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, a administração da empresa aponta os "elevados custos operacionais" da operação de Faro, os prejuízos recorrentes desde 2007 e o elevado peso dos custos com pessoal nas contas da empresa, aliado à "tripla sazonabilidade" da escala.

No entanto, a estes argumentos, a administração da empresa junta mais um: a venda da maioria do capital da empresa, tal como foi determinado pela Autoridade da Concorrência em 2009 após a TAP ter ficado com os 50,1 por cento que a espanhola Globalia detinha na Groundforce.

"Acresce que no âmbito do processo em curso de alienação da maioria do capital social da SPdH, todas as propostas apresentadas ou manifestações de interesse conhecidas, referiram expressamente a exclusão, em qualquer caso, da Escala de Faro", escreve a administração da Groundforce no documento a que a Lusa teve acesso. 

Fernando Melo negou interferência da TAP 


Em entrevista ao "Diário Económico", o administrador da Groundforce, Fernando Melo, negou qualquer interferência da TAP no fecho de Faro e acrescentou que a decisão não foi tomada "tendo em vista a venda da escala" 
 
A Lusa tentou hoje, sem êxito, obter esclarecimentos adicionais de Fernando Melo, mas fonte oficial da Groundforce remeteu qualquer questão relacionada com a venda para o acionista TAP. 
 
Contactada pela Lusa, o porta-voz da TAP reafirmou que existem interessados na compra da Groundforce mas escusou-se a revelar quais e de quando datam as propostas de compra. 

"Fraca performance" 


A Groundforce prefere manter a tónica do encerramento na "fraca performance" da escala de Faro, que também tem vindo a piorar devido ao Acordo de Empresa em vigor. 
 
No documento enviado à tutela, a empresa diz que o "Quadro de pessoal não corresponde às reais necessidades da operação", uma vez que "os custos com pessoal representam cerca de 89 por cento da totalidade dos custos operacionais" da escala. 
 
"Acresce a existência de um Acordo Empresa claramente desajustado da realidade e que colide diretamente com o desenvolvimento sustentado da organização", escreve a administração no mesmo documento. O atual acordo de empresa da Groundforce está em vigor desde 2005. 
 
"A Escala de Faro é definitiva e estruturalmente deficitária", conclui a administração.  



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moncarapacho (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Domingo, 21 de novembro de 2010
Lamentando o problema originado pelo despedimento de 336 pessoas, com ordenados razoáveis, numa pequena cidade como Faro, com consequências para os próprios mas também para a economia local, há, no entanto, que pensar que fariam 336 pessoas no Aeroporto de Faro, com 8 meses de tráfego reduzido, a não ser esperar pelo fim do mês.
Será duro para alguns, mas estas situações de meia ociosidade pagas pelo erário público, não têm defesa. Há uma tendência para o compadrio, vão-se admitindo mais uns amigos e conhecidos e acontecem estes exageros.
A tudo isto há acrescentar as muitas queixas de péssimo serviço. Espera-se que todos possam refazer a sua vida.
 
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