19 de junho de 2013 às 15:58
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Vencer a dividocracia

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

Estive na Islândia a preparar uma reportagem para o "Expresso", que será publicada brevemente na revista. Se olharmos para os números, a Islândia nem está mal. Antes de mais, foi um exemplo de coragem. Através de dois referendos, recusou-se a pagar, com o dinheiro dos contribuintes, os desvarios dos seus bancos. Prometeram-lhes o dilúvio e o dilúvio não aconteceu. Julgou-se um ex-primeiro-ministro, que ouviu, esta semana, o verdito: inocente em três das quatro acusações. Na verdade, os próprios islandeses viam este julgamento como um processo político inconsequente. Mas prepara-se outro, inatacável e credível, para vários responsáveis por instituições financeiras.

A Islândia é hoje um exemplo de recuperação económica. Tem um desemprego de 7%, muito superior ao que está habituada, mas muito abaixo dos países em crise. Teve, o ano passado, um crescimento de 3%. Acima da maioria dos países europeus. Vários sectores da economia estão a saber aproveitar a queda da coroa. Tudo isto, três anos depois de ter vivido o 11º maior colapso financeiro da história mundial. Se olharmos para dimensão do País, a maior de sempre no Mundo Ocidental. Basta pensar nisto: os três bancos falidos correspondiam a oito vezes o PIB da Islândia.

E, no entanto, os islandeses estão furibundos. Com os banqueiros, claro. Com o anterior governo, evidente. Mas também com o atual. Com tudo o que cheire a política. Estão, pode dizer-se, depois de toda a esperança, perdidos. A principal razão é esta: as suas dívidas aos bancos. Não me alongo mais, porque as razões profundas, as contradições, a justiça e a injustiça desta revolta, poderão ler na reportagem, contadas pelos próprios. Apesar de terem visto, graças a decisões do governo e da justiça, impensáveis noutro país, as suas dívidas por empréstimo para a compra de casa reduzidas - depois do colapso tinham aumentado entre 40% e o triplo - continua a ser incomportável pagá-las. E é a dívida, e não a crise económica - que ali se sente muitíssimo menos do que aqui - que está a corroer a confiança dos islandeses nas suas instituições democráticas. Mesmo para os que, e são muitos, não as pagam há dois anos.

Só senti vontade de vos contar um pouco - muito pouco - da complexa situação islandesa - quase incompreensível para nós - quando li este título: "Deco recebe 15 pedidos de famílias aflitas com dívidas". O exemplo extremo da Islândia, onde as coisas atingiram, graças à deriva ultraliberal do anterior governo, proporções dantescas, e as feridas profundas que isso deixou na pacata sociedade islandesa, são uma excelente lição. A dívida tem uma natureza absolutamente diferente de todos os problemas sociais. Até em países que há muito não conhecem a pobreza e que, sejamos francos, continuam a nem a cheirar. Ela cria um ambiente de ansiedade insuportável. Mesmo quando não está a ser paga. E, mais importante do ponto de vista da saúde democrática, criam uma asfixiante sensação - a maioria das vezes é mais do que uma sensação - de perda de liberdade. É como viver com um cutelo sobre o pescoço. E ninguém é autónomo nas suas escolhas se passar uma vida à beira da morte.

A dívida e o desemprego são as duas mais eficazes armas sociais de destruição de uma democracia. Provocam, como a violência arbitrária e incontrolável, uma constante sensação de insegurança. Por uma questão de auto-preservação, têm de ser as duas principais prioridades de uma democracia.

O endividamento das famílias, das empresas e dos Estados tem servido para discursos simplistas, que ignoram a mutação que se operou no capitalismo desde os anos 80. Hoje, toda a economia e toda a sociedade vive para financiar a banca e os mercados financeiros em vez de acontecer o oposto. O que tem de acontecer para voltar a pôr as instituições financeiras no lugar que lhes tem de caber é global e exige uma extraordinária coragem política - aquela que nem aos islandeses está a chegar.

A dividocracia - socorro-me do título de um documentário sobre a Grécia - é, depois das ideologias totalitárias dos anos 30, o mais poderoso instrumento de subjugação dos cidadãos e dos Estados a poderes não eleitos. Vencer a chantagem do poder financeiro - que alimenta a dívida e se alimenta da dívida - é, neste momento, a primeira de todas as batalhas de quem se considere democrata. É aqui que se fará a trincheira de todos os combates políticos deste início de século.

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Dividocracia...
Caro Daniel

Estamos todos de acordo que a dívida é a corda que se aperta no nosso pescoço. Mas a verdade é que a pedimos voluntariamente: estado, empresas e famílias.

Recorda os anos 30 e eu lembro-me que o pior desses totalitarismos (o nazismo, embora o estalinismo não lhe fique atrás...) começa por fazer exactamente aquilo que o caro DO propões: rasgar todas as suas dívidas. E na realidade, teria muito mais razão a Alemanha dos anos 30 para negar os seus compromissos financeiros internacionais do que nós temos hoje. Pelo tratado de Versailles que fecha a WWI, a Alemanha ficou em dívida para com os países aliados por ter perdido a guerra. Assinaram o acordo com uma pistola apontada à cabeça. Nós não. Endividamos-nos até ao osso e agora dizemos que a nossa dívida é incomportável e que os nossos credores não são sérios e deviam saber que não teríamos capacidade de pagar.

Mas caro DO, digam-nos então o que devemos fazer. Diga o filme todo: não pagamos os 300 ou 400 mil milhões de Euros que devemos. E depois fazemos o quê? Ninguém nos empresta nem mais um tostão, certo? Voltamos ao escudo? Desvalorizamos a moeda? Fechamos as fronteiras? Saímos da UE? Voltamos a produzir biciletas?

Ainda ninguém sabe o que aconteceria se isso acontecesse, embora a Grécia provavelmente nos mostre em breve os efeitos de uma política desse género. O caminho que temos actualmente é duríssimo e não sabemos se vai resultar. Mas o outro parece ainda mais negro...
...
Rasgar todas as suas dívidas Ver comentário
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Rasgar todas as suas dívidas (continuação) Ver comentário
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...e Economia de Guerra Ver comentário
Agora com um link funcional... Ver comentário
Enquanto durou o regabofe despesista ... Ver comentário
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ienspecções, direcçoes, regionais, distritais Ver comentário
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Demagogia...
A demagogia é a capacidade de vestir as ideias menores com as palavras maiores.
O segredo do demagogo é de se fazer passar por tão estúpido quanto a sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele.
Demagogia: Discurso ou acção que visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para conquista fácil de poder político. In Priberam.
Esse documentário, serve para países como a Irlanda. por cá, faria mais sentido investigar os desvarios dos nossos políticos e das diversas oposições. Sim porque as oposições têm tanta culpa quanto os governos: quando pressionam a população para que o Estado gaste desmesuradamente para satisfazer os seus eleitorados, não estão a prestar um bom serviço ao País. Quando o Sr. DO reclama que o Estado acaba com isto e com aquilo sem se preocupar em como o Estado pode financiar esses gastos, está a prestar um mau serviço ao País.
A "Dividocracia" de que fala não é o mais poderoso instrumento de subjugação dos cidadãos e dos Estados a poderes não eleitos. É a consequência da demagogia política que para se perpetuar no poder vendeu o futuro do seu país. A Madeira é disso um grande exemplo.
A questão e aí a maior de todas as hipocrisias, é que se quem nos emprestou não quer emprestar mais, vêm os DO do burgo a gritar "Aqui Del Rey" que nós não somos caloteiros!
Sr. DO: VC é tão culpado (moralmente) da situação actual quanto o Sócrates ou os que lá estão hoje!
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Para DO a dividicracia não existia nem era... Ver comentário
Vencer a dividocracia
Hoje menos, mas noutros tempos era normal os exércitos de um País mais forte invadirem o mais fraco, ocupar esse mesmo País e impor a sua vontade, explorando o mesmo em beneficio do vencedor. Era aceite pela Humanidade, mas hoje os tempos são outros e tal como a virgindade já não tem o valor de outros tempos. Por isso mudam-se os métodos, mas as moscas permanecem. A ocupação económica e financeira é assim mais bem aceite por enquanto, até porque não é tão visível a mortandade. O Mundo está em mudança embora muitos não tenham dado por isso. Já não são os Estados mas sim as organizações que dominam e muitas vezes sem rosto. No entanto depois da trovoada vem o bom tempo e não tenho duvidas que a Humanidade vai encontrar o caminho.

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O viçio do crédito e o saque do povo !
A pergunta que eu faço é esta? E não há responsáveis? Quando se empresta dinheiro o risco não é mútuo? Não tínhamos pessoas no Banco de Portugal, e noutros organismos com responsabilidades? É óbvio que agora é fácil culpar os “toxicodependentes pelo crédito” como culpados mas e os traficantes ficam impunes? A quem competia criar legislação para não deixarem vender droga marada ou seja crédito sem garantias reais? A comparação é muito parecida pois foi e continua a ser incrível ver a forma como criaram o vicio nas pessoas dando-lhe doses diárias ….compre uma TV, vá de férias , os anúncios de venda de carros com as letras sobre crédito a correr no fundo do ecrã perfeitamente ilegíveis …enfim uma série de técnicas para enganar papalvos! Mas atenção que não é consumo privado o culpado desta desgraça….que culpa tenho que o BPI , BES e outros se tenham atolado na divida Grega devido á ganância ? Que culpa tem o cidadão que uma cambada de larápios saqueiem dois Bancos e agora pagamos todos sem haver condenados? Que culpa tem o cidadão da ligação entre políticos e empresas de construção civil? Que culpa temos de as empresas públicas que davam lucro sermos enganados alegando que era a “ livre concorrência” e leis da CEE e afinal agora são impérios monopolista que dominam com a cobertura politica o mercado Nacional ?
A única culpe é votarmos nestes cabrões!
Re: O viçio do crédito e o saque do povo ! Ver comentário
Julgar Sócrates,como a Islândia fez!
O Bloco de Esquerda tem uma grande "pedra" no sapato: absteve-se na célebre Comissão Parlamentar a Sócrates,sobre se o ex 1º Ministro teria mentido no negócio PT/TVI.
E ao abster-se branqueou uma situação politica que toda a gente sabia: Sócrates estava de facto a mentir quando, em pleno Parlamento e respondendo a Manuela Ferreira Leite, declarou que não sabia do negócio.
Mas Sócrates mentia em "abundância",omitindo um plano inclinado em que o País se afundava e levou à troika,à lmitação da Soberania e ao descrédito internacional.
A omissão do que verdadeiramente se passava no País,na sua debilidade económica e financeira,perante o Povo Português ,é intolerável.
Em Democracia os politicos devem prestar contas,a começar pelo 1º Ministro.
A exemplo da Islândia,Sócrates deve ser chamado explicar-se.
Ao menos uma vez,a responsabilidade politica não devia "morrer solteira".
Re: Julgar Sócrates,como a Islândia fez! Ver comentário
Sòcrates arruinou o cofre público Ver comentário
Re: Julgar Sócrates,como a Islândia fez! Ver comentário
O Freeport de Sócrates:2 milhões de libras Ver comentário
Re: Julgar Sócrates,como a Islândia fez! Ver comentário
Sócrates e a Sá Couto,do "Magalhães" Ver comentário
Julgar Sócrates,como a Islândia fez! Ver comentário
Sócrates,Louçã,Alegre,está tudo ligado Ver comentário
Questões de dívida
O que não comparto e acho propaganda pseudo esquerdista é a diabolização dos bancos e o branqueamento dos cidadãos.

Acontece que a sofreguidão dos bancos, captando capitais, para fazer empréstimos a torto e a direito, só funcionou porque houve milhões de cidadãos que se meteram em despesas que sabiam que dificilmente iriam pagar. Os bancos vendem dinheiro, é o seu negócio, às pessoas compete saber que não há almoços grátis.

Sobre a Islândia e , em abstracto, não me admiro que ultrapasse a questão, sem chegar ao nosso nível de austeridade. Trata-se de gente muito escolarizada, que lê muito, cada um dos cidadãos identificou o problema e , racionalmente, vai resolvê-lo.
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Re: Eu se fosse a si, informava-me melhor! Ver comentário
Re: u se fosse a si, informava-me melhor! (cont.) Ver comentário
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Re: As raposas Ver comentário
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DO
Mas o problema da banca não começa pelos mais carenciados mas sim por uma classe de gente sem escrúpulos que só vê interesses pessoais lesando tudo e todos, e não venha cá com a tanga da direita ser a única culpada ou já se esqueceu que a esquerda tem tido uma ação preponderante em matéria de lesar o país.
Então pergunto-lhe onde mora o sentido de estado do seu partido em relação ao governo de sócrates, e soube-se sempre que este era uma fraude um vilão, porque é que sócras não é julgado pela sua governação e negociatas.
Pois é diga-me qual o país socialista em que o seu povo viva em condições dignas?
Mas ao longo desta democracia de interesses particulares e partidários o país e o seu povo têm sofrido porque não temos políticos honestos.
Só lamento que a nossa justiça não esteja isenta do poder partidário, pois se estivesse outro país teríamos.
Palas de esquerda!
Em primeiro lugar a Islândia tem a população inferior ao do concelho de sintra num país pouco maior que Portugal.

A população Islandesa dedica-se à Pesca e à Agricultura e como tal é uma população pacata, organizada.

A Islândia tem uma moeda própria, a qual foi desvalorizada em cerca de 70% - Daí o crescimento da economia, que passou a exportar tudo (Produtos 70% mais baratos) e a importar quase nada (Produtos 70% mais caros).

Para poder exportar mais, os Islandeses têm que trabalhar mais, daí o desemprego de 7% (Talvez bancários que não gostem de ser pescadores).

Não é verdade que a Islândia não tenha querido pagar o "desvairo" dos seus bancos, o que a Islândia fez foi recusar pagar na totalidade os depósitos que cidadãos e entidades estrangeiras tinham nos Bancos Islandeses que faliram. E nestes casos não há qualquer tratado internacional que os obrigue a pagar.
Fundamentalismos

Após 29 comentários gostaria de deixar também o meu.

Fico sempre preoucupado quando encaro apenas opiniões radicais , neste caso:

De um lado os masoquistas , que nada mais fazem que auto-flagelação e mea culpa , e defendem programas e soluções de ajustamento em sintonia com as suas convicções mas irrealizáveis.

Do outro lado estão os irresponsáveis , isto é , aqueles para quem o problema está a 100% nos credores e portanto nada temos a ver com isso. Os "bancos" que se amanhem.

Não será já tempo de optarmos por posições mais sensatas?
Afinal o mal já está feito e o que se pretende agora são análises equilibradas e soluções credíveis.

Austeridades ou calotes radicais apenas servem para agravar o problema , e provavelmente de forma irreversível.

Re: Vencer a dividocracia
Fico com muita curiosidade em ler este seu trabalho realizado na Islândia a convite do Expresso, e já agora, em jeito de sugestão, aqui fica o meu repto ao Ricardo Costa para que não ostracize em demasia o Henrique Raposo, e de igual forma o incentive a realizar, também, um trabalho aprofundado sobre a dívida e as convulsões sociais de um outro país da Europa, por exemplo as Berlengas...
Re: Vencer a dividocracia Ver comentário
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Mais do mesmo
...propaganda barata, dívida, democracia, totalitarismo, capitalismo (só faltou o outro lado deste bicho papão, o comunismo).

Desde a idade média que existe expeculação de valores, transacções e preços, os mercados financeiros na altura eram baseados nos cereais, no tempo dos Medici era feito com guerras (até há pouco tempo assim foi), felizmente que agora os mercados rodam sobre o próprio dinheiro.

Vencer a dividocracia = Trabalhar faz calos
Tretas!
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Re: Vencer a dividocracia
Lâmpada de halogéneo.
O senhor Daniel, que se afirma "não patriota" (será do grupo dos espanhóis?), tem a solução certa para todos os nossos problemas: não pagar e julgar os políticos que pediram emprestado.
Quanto à 1ª parte é uma irresponsabilidade. Deixar de cumprir tem consequências ainda mais nefastas para a nossa pequena economia do que tentar ir pagando e reduzir custos.
Quanto à 2ª é muito razoável, mas o Sr. Daniel é defensor de Sócrates! Afirma que era perseguido e não encontra nada de anormal por ter aumentado a divida para 160 mil milhões num lustro. Vamos julgar quem? Passos Coelho?
Deveríamos ter deixado cair o BPN? Seria a atitude correcta. A derrocada que se seguiria do sistema financeiro foi especulação. Mas teremos de encontrar os culpados no Governo anterior, os tais que eram perseguidos.
Mentalidades
O verdadeiro problema é a mentalidade das pessoas.
Eu cá penso diferente.
Eu acho que a culpa não é dos bancos ... mas sim dos banqueiros!
Mas isso sou eu a dizer que não percebo nada do assunto.
Re: Vencer a dividocracia
Passados 38 anos sobre o 25 A, estamos num momento em que os reprentantes político-partidários das duas partes desiguais em que se divide a população do país, com o 1/3 ou menos a dominar e subjugar os outros 2/3 ou mais, se confrontam em acesos debates e discussões, normalmente, estéreis, porque vazios de ideias e propostas consensuais e credíveis para o futuro imediato.
Os primeiros acham que têm toda a legitimidade para travar e disciplinar o país, internamente, reconduzindo-o a um patamar anterior de crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida para, então, após "quarentena" de prazo incerto, se intensificarem tais objectivos de expansão; os segundos defendem os direitos que julgam adquiridos, desde o 25 A.
É óbvio que os rendimentos, privilégios e benesses, a mais, na parte mais pequena da população, determina a ausência e/ou falta de alguns recursos e meios de compensação na sua parte maior.
Politicamente e quanto às governações do país cometeram-se erros, falhas e omissões graves por parte dos agentes políticos eleitos. O eleitorado também se enganou ou foi enganado. Se os portugueses quiserem manter um bem inestimável que é a paz, não podem andar a fazer caça às bruxas, querer julgar, sem qualquer consequência, os adversários políticos que julgam ser responsaveis pelo colapso do país e criar um ambiente social e político ainda mais insustentável.
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