24 de abril de 2014 às 22:43
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Velejadora mandou email e desapareceu

Carolina Borges foi ao ar antes de sair para o mar: velejadora portuguesa avisou hoje de manhã, por email, que não tinha condições para competir depois de ontem ter treinado bem. Agora, ninguém sabe sequer onde ela anda...
Bruno Roseiro, enviado a Londres (www.expresso.pt)
Velejadora mandou <i>email</i> e desapareceu
Carolina Borges chegou a Londres com vontade de lutar por medalhas e honrar a memória do avô, mas desapareceu ainda antes de entrar em cena missaolondres2012.pt Carolina Borges chegou a Londres com vontade de lutar por medalhas e honrar a memória do avô, mas desapareceu ainda antes de entrar em cena

Portugal já começou a ser notícia no centro de imprensa da Aldeia Olímpica mas não pelas melhores razões: intrigada com o cancelamento da inscrição de Carolina Borges, uma jornalista australiana já andava a tentar perceber o que se tinha passado junto da delegação nacional. Foi a primeira, não terá sido a última. Mas saiu a saber tanto como os outros porque a pessoa que tem de ser ouvida para esclarecer tudo, a velejadora portuguesa, está desaparecida.

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A novela começou hoje de manhã: ontem, Carolina Borges treinou-se bem, não apresentou qualquer problema e preparava-se para começar a prova de RS:X quando, do nada, enviou um email para Mário Santos, chefe da Missão portuguesa em Londres, que dizia telegraficamente o seguinte: "Por razões pessoais e médicas, informo que não irei participar na competição". O mesmo email terá sido também enviado à organização da prova. "Tentámos por todos os meios chegar à fala com a atleta mas isso não foi possível. As razões até podem ser justificáveis e ter fundamento mas existem regras a cumprir", explicou Mário Santos.

Por isso, a acreditação da atleta foi cancelada. Mas o certo é que Carolina Borges não deve precisar da mesma - ninguém sabe onde ela anda... O marido, Mark Mendelblatt, que está também a competir em Londres em representação dos Estados Unidos na classe star, encontra-se na água; o telefone tocava e tocava sem qualquer resposta; e do hotel garantem que a velejadora não se encontra e que nem o carro está estacionado por lá.

As especificidades da brasileira naturalizada


Carolina Borges chegou a Londres com vontade de lutar por medalhas e honrar a memória do avô, natural do Porto, mas desapareceu ainda antes do combate. Ao contrário de quase todos os velejadores (João Rodrigues tem casa perto da zona onde se realizam as provas há quatro anos), estava num hotel fora da Aldeia Olímpica com o marido - devidamente autorizada para tal -, por forma a "respeitar as suas especificidades". "Ela vive nos Estados Unidos, treina fora e também tivemos esses pormenores em conta", diz Mário Santos, que se encontrava a caminho de Weymouth e voltou para trás.

Recorde-se que Carolina Borges, nascida no Rio de Janeiro há 33 anos, competiu nos Jogos de 2004, em Atenas, representando o Brasil na classe mistral (25.º lugar) e iria cumpria a segunda participação de sempre de Portugal na classe RS:X depois de Catarina Fagundes (1996). 

No entanto, foi esse ponto que dificultou as tentativas da delegação nacional em encontrar a atleta. "Podia ter feito um contacto, as coisas não podem ser assim...". Onde anda a velejadora? Ninguém sabe. Certo é que as hipóteses de problemas relacionados com outro tipo de questões foram colocados fora de parte. A não ser mesmo a história de ter enviado o email e permanecer incontactável, isto depois de até ter estado presente na cerimónia de abertura.

Que castigo a aplicar?


Para já, Carolina Borges está fora dos Jogos Olímpicos mas as penalizações pela atitude deverão ser mais graves, nomeadamente a hipótese de devolver o dinheiro atribuído pela bolsa de preparação para a prova. Não é muito, deverá corresponder apenas a cerca de três meses de subsídio, mas poderá regressar ao destino.

"Vai haver agora um processo de averiguação e inquérito para se perceber o que se passou, só depois poderemos falar disso", conclui Mário Santos, frisando que "a situação anómala não terá repercussões". 

 

Comentários 57 Comentar
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Pressão da competição.
A eliminação sucessiva dos atletas portugueses nesta competição, faz aumentar a pressão sobre os restantes, e nem todos a conseguem aguentar. É pena porque não há que exigir a nenhum atleta nada além das suas capacidades; a derrota não é razão para humilhação.
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Olímpica? rua com ela
e de quem a promoveu.Vigarista.
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Re: Olímpica? rua com ela e com Vicente Moura Ver comentário
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Só pode ter sido o Sócrates Ver comentário
Re: Só pode ter sido o Sócrates Ver comentário
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Re: Olímpica? rua com ela Ver comentário
Re: Olímpica? rua com ela Ver comentário
Por qualquer razão
Que possa ter com esta atitude perdeu-a, terá de arcar com as consequências.
Viajar à pala!
Espero, ao menos, que seja forçada a devolver o dinheiro da viagem e estadia em Londres!
Re: Viajar à pala! Ver comentário
Hummmm...
Foi de vela...
Re: Hummmm... Ver comentário
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Restante comitiva que aproveite tambem
Provavelmente só seguiu o conselho de Passos Coelho e decidiu procurar a sua oportunidade em Inglaterra.

A restante comitiva não deveria deixar escapar esta oportunidade.
A velejadora teria pedido asilo politico dada a
legislação laboral existente em Portugal.....
PORTUGAL COM AZAR EM TUDO
nos Jogos Olimpicos , na politica, na economia , em tudo.
Triste sina.
Antidepressivo nacional necessita-se urgentemente.
ESTATUTO
Portuguesa?
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Muito estranho
Realmente esta é uma história muito estranha. Posso também especular que a atleta terá fugido com uma nadadora americana lésbica... pelos vistos sei tanto do assunto quanto a delegação nacional! Mas deixemos a crucificação para quando conhecermos as suas razões.
Re: Muito estranho Ver comentário
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O email dizia...
...eu quero que a vela se f...lixe!
barracadas ...
Em Pekin foi aquele do judo, o Fortes, que se saiu a dizer que "de manhã estava bem na caminha"

Agora é esta que desaparece .....
Re: barracadas ... Ver comentário
Re: barracadas ... Ver comentário
Ehh... vocês também...
O mais importante da "notícia" foi que NENHUM jornalista português em TURISMO em Londres deu pela falta da brasuca aportuguesada á pressão pelo Comité das Múmias.
Quanto à "artista" descobriu-se agora que, de acordo com o intróito da "notícia" que foi ao ar porque tem uma apetência muito grande pelo kitesurf... abandonando assim a prática do windsurf utilizando as novas tecnologias.
Pensamento positivo
Passamos de "só" eliminados a desaparecidos.
Estamos a evoluir.
Re: Velejadora mandou email e desapareceu
Está dito. Depois do fraco desempenho em Pequim a representar o Brasil (25º), os brasileiros cortaram-lhe o pau da vela. Valendo-se da ascendéncia portuguesa (um avô), correu para Portugal e aí está...
Re: Velejadora mandou email e desapareceu Ver comentário
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