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Veleiros da frota já de volta à água em Auckland

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O veleiro francês com os reparos na proa conluídos
O veleiro francês com os reparos na proa conluídos /  Ian Roman/Volvo Ocean Race

Depois de apenas quatro dias de trabalhos de manutenção e reparação a bordo dos seis veleiros da frota da Volvo Ocean Race em Auckland, todos os barcos já estão de volta a água. A equipa de terra francesa conseguiu consertar a área de delaminação da proa do casco, mas para tal teve de cortar uma área maior para refazer a laminação em fibra de carbono.

O Team Telefónica também teve de reparar um pequeno rombo na área de proteção de colisão na proa, só notada depois de o veleiro ter sido tirado da água no final de semana passado. O diretor técnico da equipa espanhola. Horácio Carabelli, informou ainda que não será substituído o mastro instalado um dia antes da largada em Sanya e a equipa só trocará a peça na escala em Itajaí, Santa Catarina, Brasil.

O veleiro americano PUMA foi o primeiro a ir para a água na doca de Auckland, seguido pelo Team Telefónica e os demais veleiros da frota. O pouco tempo de escala na cidade neozelandesa exigiu o máximo das equipas de terra para completarem as longas listas de reparos em cada barco em apenas quatro dias. Os veleiros chegaram dia 10 de Março, sábado passado, e vão partir dia 18 de Março, próximo domingo. Mas os treinos e os testes de velas já começam amanhã e as provas costeiras terão lugar na Sexta-feira e no Sábado, esta última a contar pontos na classificação geral.

Hoje à noite e até a véspera da largada, os técnicos ainda estarão a ultimar as várias afinações e verificações de equipamentos a bordo. "Já estamos a trabalhar até altas horas todas as noites desde a chegada dos veleiros. Esta escala foi muito curta e tínhamos imensas coisas a verificar no barco. Por isto decidimos não trocar o mastro novamente, pois não teríamos tempo suficiente para este trabalho nem para a posterior afinação do aparelho.", disse ainda Carabelli.
Os técnicos do veleiro francês Groupama conseguiram terminar o trabalho de reconstrução da proa a tempo, apesar de terem enfrentado reveses com a chuva constante no final de semana passado. "Quando todos estão motivados, conseguimos fazer qualquer trabalho.", disse Ben Wright, o gestor da equipa de terra do Groupama, que contou com a assistência de técnicos do estaleiro.
Com tão pouco tempo disponível, as equipas de terra concentraram-se apenas nos reparos de alta prioridade e na manutenção habitual dos equipamentos do convés e do mastro. Uma preparação básica para que os veleiros possam enfrentar com segurança as 6.700 milhas de percurso através do Pacífico Sul, passando pelo temível cabo Horn e seguindo pela costa sul-americana até Itajaí, na 5ª e mais longa etapa da Volvo Ocean Race.


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