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Vaticano não compara críticas ao papa com antissemitismo

"Não é a linha da Santa Sé" comparar os ataques a Bento XVI pelos escândalos de abusos sexuais de crianças por sacerdotes ao antissemitismo, afirmou hoje o porta-voz do Vaticano.

13:39 Sábado, 3 de abril de 2010

Comparar as críticas ao papa pelos casos de padres que abusaram de menores com o antissemitismo "não é a linha da Santa Sé", afirmou hoje o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

Numa declaração emitida hoje pela Rádio Vaticano, Lombardi afirmou que "comparar os ataques a Bento XVI pelos escândalos de abusos sexuais de crianças por sacerdotes ao antissemitismo não é a linha mantida pela Santa Sé".

O porta-voz disse que o pregador da casa pontifícia, o padre franciscano Raniero Cantalamessa, apenas quis tornar pública a solidariedade para com o papa manifestada por um judeu dada "a experiência de dor sofrida por eles".

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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Comentários para quê?
martalgarve (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:47 | Sábado, 3 de abril de 2010
2010-04-02- Pregação da Sexta-Feira Santa 2010 na Basílica de S. Pedro

“Temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus, o Filho de Deus”: assim se inicia o trecho da Carta aos Hebreus que ouvimos na segunda leitura. No ano sacerdotal, a liturgia da Sexta-feira Santa nos convida a percorrer a origem histórica do sacerdócio cristão.

Esta é a fonte de ambas realizações do sacerdócio: aquela ministerial, dos bispos e presbíteros, e aquela universal, de todos os fiéis. Também esta, de fato, está fundamentada no sacrifício de Cristo que, como diz o Apocalipse, “nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai” (Ap 1, 5-6).

É de vital importância, portanto, compreender a natureza do sacrifício e do sacerdócio de Cristo, pois é neles que sacerdotes e leigos, embora de maneiras diferentes, devem se inspirar e buscar viver suas exigências.
 
A Carta aos Hebreus explica no que consiste a novidade e o caráter único do sacerdócio de Cristo, não apenas com relação ao sacerdócio da antiga aliança, mas também, como nos ensina a história das religiões, com relação a toda instituição sacerdotal, inclusive fora da Bíblia. “Cristo, sumo sacerdote dos bens vindouros [...] adentrou de uma vez por todas no santuário, não com o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue”. Desse modo, adquiriu para nós a redenção eterna. “Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com
 
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Dissertações teológica pedófilas dos Sábios!
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 14:53 | Sábado, 3 de abril de 2010
Quando vejo personalidades aqui neste fórum a comentar uma simples notícia ou artigo, conseguindo escrever 5caixas de texto nesta FAQ, começo a sentir-me de novo nos bancos da faculdade, a lado daqueles "marrões" a disertar perante um professor, toda a sua prosápia sobre um tema préviamente escolhido, da qual leram tudo o que havia para ler, fosse em Português(pouco), Inglês, Francês, Espanhol ou Latim!
Bem faço um esforço por lê-los, mas acabo sempre por desistir, talvez por ser mais ignorante ou preguiçoso do que eles!
Isto de um gajo passar sempre com 10 valores, tem as suas des(vantagens), dependendo do modo como se queria ver a coisa!
 
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    Re: Dissertações    Ver comentário
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 15:18 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Re: Dissertações    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 15:45 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Re: Dissertações    Ver comentário
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 15:55 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Re: Dissertações    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 17:45 | Sábado, 3 de abril de 2010
para rir!!! Não fosse tão serio!!!
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 15:34 | Sábado, 3 de abril de 2010
A igreja católica agora é uma perseguida… Toda a gente anda a inventar, a empolar, a denegrir, enfim é uma cabala e uma caça ás bruxas…
A religião tem desta coisas…transforma uns em terroristas, outros em torturadores e outros ainda em buffoons…
 
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    Metanóia    Ver comentário
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Sábado, 3 de abril de 2010
A Conspiração !
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:47 | Sábado, 3 de abril de 2010
O Papa é Bento XVI
Bento XVI é alemão
Alemão do tempo do III Reich
Os Judeus não suportam um Papa com esta proveniência
Os seus aliados evangélicos também não
A Maçonaria muito menos
Daí os ataques à Igreja Católica
A Pedofilia existe na Igreja Católica?
Sim !
Como em todo o lado, infelizmente, em todas as confissões, seitas, culturas, correntes políticas e estratos sociais.
A Polícia que investigue e a Justiça que puna.

 
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    A CRUZADA DO TOUCINHO...    Ver comentário
Pedro Valdo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:56 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Não deves poder comer toucinho, palerma...    Ver comentário
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 1 ponto , 0:30 | Domingo, 4 de abril de 2010
    Re: Não quero comer toucinho, palerma...    Ver comentário
Pedro Valdo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:05 | Domingo, 4 de abril de 2010
    Re: A Conspiração !    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 19:03 | Sábado, 3 de abril de 2010
É PRECISO ESTAR ATENTO
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 20:43 | Sábado, 3 de abril de 2010
Estamos perante mais um acto de manipulação. O exemplo do sacerdote franciscano foi infeliz pelos antecedentes historicos e exageradamente descontextualizado para gaudio da campanha anti papal em curso. Pretendeu-se invocar um exemplo de solidariedade nesta campanha de desclassificação que visa mais de mil milhões de católicos. Tratou-se de um exemplo infeliz pois durante seculos a sexta feira santa foi o dia por excelencia do antisemitismo. Extraordinario é a onda uma vez mais desencadeada. As reacções que pretendem desgastar a figura do Santo Padre estão institucionalmente identificadas. A maçonaria inglesa anglicana e o lobby gay vão explorar ao maximo estas historias de pedófilia. A visita que o Santo Padre irá efectuar a Inglaterra é algo que está a preocupar a comunidade protestante. O processso de canonização do Cardeal Newman e o processo em curso de regresso em massa de fieis anglicanos ao seio da Santa Igreja estão a suscitar um enorme alarme. Tudo será utilizado, tudo será manipulado. É pena porque estas vitimas mereciam mais consideração. O Papa NUNCA se demitirá porque NÃO tem que se demitir. A Igreja identificará e expuragará este Mal que estes ditos padres homossexuais praticaram e como sempre dará ao Mundo o exemplo que hoje a sociedade ocidental silenciosamente clama. É PRECISO ESTAR ATENTO PORQUE A MANIPULAÇÃO É MUITA!
 
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    Re: É PRECISO ESTAR ATENTO    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:58 | Domingo, 4 de abril de 2010
    Re: O middle name desse anglicano é CONFUSÃO    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:52 | Domingo, 4 de abril de 2010
Martalgarve
lavrador velho (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:35 | Sábado, 3 de abril de 2010
Oh miuda, ganhas á linha, ou és voluntária?
 
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    Re: Martalgarve    Ver comentário
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:53 | Domingo, 4 de abril de 2010
Sai o Papa,continua a Igreja
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:58 | Domingo, 4 de abril de 2010
O Vaticano tem hoje os seus teóricos a analisar o escândalo da pedofilia e a envolvência -e responsabilidade do Papa-no eventual e deliberado encobrimento de alguns abusos.
O discurso do padre franciscano-e pregador do Vaticano-é uma manobra que se enquadra numa estratégia de lançar ataques-ripostando-a quem não gosta do Papa e onde os Judeus se incluem.
Lançada a bomba,vê-se o rebentamento e em função dos estilhações veio a correr o porta voz deitar alguma água na fervura.
Tudo é assim previamente combinado:Não podia ser de outra maneira.
O Vaticano é uma potência,está a tratar tudo isto com pinças e negoceia nos subterrâneos a forma menos melindrosa para sair disto.
Mas se o Papa cair,a Igreja não acaba.
 
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O Cantalamessa é o pregador oficial do Vaticano
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 11:53 | Sábado, 3 de abril de 2010
“Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com que se aspergem os impuros, santificam e purificam pelo menos os corpos, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo!” (Hb 9, 11-14).

Qualquer outro sacerdote oferece algo externo a si, mas Cristo ofereceu a si próprio; qualquer outro sacerdote oferece vítimas, mas Cristo ofereceu a si mesmo como vítima! Santo Agostinho sintetizou em uma fórmula bem conhecida este novo gênero de sacerdócio, no qual sacerdote e vítima são uma coisa só: “Ideo sacerdos, quia sacrificium”: “sacerdote porque vítima” [1].

Em 1972, um célebre pensador francês lançava a tese segundo a qual “a violência é o coração e a alma secreta do sagrado” [2]. De fato, na origem e no centro de qualquer religião está o sacrifício, e o sacrifício encerra morte e destruição. O jornal “Le Monde” saudava esta afirmação, dizendo que fazia daquele ano “um ano a ser assinalado com um asterisco nos anais da humanidade”. No entanto, já anteriormente a esta data, este estudioso se aproximara do cristianismo, e na Páscoa de 1959, havia tornado pública sua “conversão”, declarando-se crente e voltando à Igreja.

Isto o permitiu, em seus estudos subsequentes, não se deter na análise do mecanismo da violência, mas expor os meios de superá-la.
 
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Vejam a linha de raciocínio e onde vai desaguar
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 11:57 | Sábado, 3 de abril de 2010
Infelizmente, muitos continuam a citar René Girard apenas como aquele que denunciou a ligação entre o sagrado e a violência, mas não mencionam o Girard que evidenciou, no mistério pascal de Cristo, a ruptura total e definitiva desta ligação. Para ele, Jesus desmascara e desfaz o mecanismo de bode expiatório que sacraliza a violência, ao fazer-se ele próprio, inocente, vítima de toda a violência [3]. O processo no qual estaria a gênese da religião, segundo Freud, é assim derrubado.

Em Cristo, é Deus quem se faz vítima, e não a vítima (para Freud, o pai primordial) que, ao ser sacrificada, é sucessivamente elevada à dignidade divina (o Pai dos céus). Já não é o homem que oferece sacrifícios a Deus, mas é Deus quem se “sacrifica” pelo homem, entregando à morte seu Filho unigênito (cf. Jo 3,16). Assim, o sacrifício não mais se destina a “aplacar” a divindade, mas a aplacar o homem, fazendo-o renunciar a sua hostilidade nas relações com Deus e com o próximo.

Cristo não veio portando o sangue de outros, mas seu próprio sangue. Não pôs seus próprios pecados sobre os ombros de outros – fossem homens ou animais; ao contrário, sustentou os pecados dos outros sobre seus próprios ombros: “Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro” (1 Pe 2, 24).

É possível, então, continuar a falar em sacrifício ao referir-se à morte de Cristo, e portanto à Missa?
 
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    Re: Vejam a linha de raciocínio e onde vai desagua    Ver comentário
Pedro Valdo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:38 | Sábado, 3 de abril de 2010
Eles não entendem que a missa não é um sacrifício!
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Sábado, 3 de abril de 2010
Durante muito tempo, o estudioso citado rejeitou esta ideia, considerando-a por demais associada ao conceito de violência; mas, posteriormente, passou a aceitar a possibilidade de um novo gênero de sacrifício em Cristo, vendo nessa mudança de significado “o fato central da história religiosa da humanidade”.

Visto sob essa ótica, o sacrifício de Cristo contém uma mensagem formidável para o mundo de hoje. Grita para o mundo que a violência é um resíduo arcaico, uma regressão a estágios primitivos e superados da história humana e, em se tratando de crentes, um retardamento censurável e escandaloso frente à tomada de consciência do salto de qualidade operado por Cristo.

Lembra-nos também que a violência está derrotada. Em quase todos os mitos antigos, a vítima é a derrotada e o carrasco, o vencedor. Jesus alterou o sentido da vitória. Inaugurou um novo gênero de vitória, que não consiste em fazer vítimas, mas sim em fazer-se vítima. “Victor quia victima!”, vencedor porque vítima, assim Agostinho define o Jesus da cruz [4].
O valor moderno da defesa das vítimas, dos fracos e da vida ameaçada tem origem no terreno do cristianismo, sendo um fruto tardio da revolução operada por Cristo. Dispomos de uma contra-prova.

Comentário: então porque não defendem as vítimas dos padres pedófilos e ao contrário tentam escondê-los???
 
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Ah,SIM? Então é por isso que abusaram das crianças
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Sábado, 3 de abril de 2010
Somente ao abandonar a visão cristã (como fez Nietzsche) para retomar a pagã, é que se perde esta conquista e volta-se a exaltar “o forte, o poderoso, até sua expressão mais sublime, o super-homem”, definindo-se a moral cristã como “uma moral de escravos”, fruto do ressentimento impotente contra os fortes.

Lamentavalmente, porém, a mesma cultura moderna que condena a violência a favorece e exalta, paralelamente. Rasgamos as vestes diante de alguns acontecimentos sanguinários, mas não nos damos conta de que se prepara o terreno para que estes ocorram justamente com aquilo que é anunciado nas páginas dos jornais ou nos programas de televisão.

O gosto com o qual se fala da violência e a sanha de ser o primeiro e mais cru ao descrevê-la nada mais fazem que promovê-la. O resultado não é uma catarse do mal, mas sim um incitamento a este. É inquietante que a violência e o sangue tenham se tornado alguns dos ingredientes de maior apelo nos filmes e nos vídeo-games, e que sejamos tão atraídos por eles a ponto de nos parecer divertido contemplá-los.

O mesmo estudioso que já mencionamos evidenciou a matriz na qual se dá o mecanismo da violência: o mimetismo, aquela inclinação humana inata de considerar desejáveis as coisas desejadas pelos outros, e que leva a repetir aquilo que vemos outros fazerem. A psicologia do pacote é justo aquela que conduz à escolha do “bode expiatório”, para encontrar, na luta contra um inimigo comum – em geral, o elemento mais frágil, o diferente –
 
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Percebo: a violência contra as crianças não conta!
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:10 | Sábado, 3 de abril de 2010
uma coesão, ainda que momentânea e artificial.

Temos exemplos desta dinâmica na violência recorrente nos estádios de futebol, no bullying nas escolas e em certas manifestações públicas que deixam um rastro de destruição por onde passam. Uma geração de jovens que teve o raríssimo privilégio de não ter conhecido uma verdadeira guerra e de não terem sido jamais convocados às armas, diverte-se (por que se trata de uma brincadeira, ainda que estúpida e eventualmente trágica) inventando pequenas guerras, impelidos pelos mesmos instintos que moviam as hordas primordiais.

Mas há uma violência ainda mais grave e disseminada do que esta dos jovens nos estádios e nas ruas. Não me refiro àquela violência dirigida às crianças, com a qual estão manchados até mesmo elementos do clero; sobre essa violência já se fala suficientemente em outros âmbitos. Falo da violência contra a mulher. Esta é uma ocasião apropriada para levar as pessoas e instituições que lutam contra essa violência à compreensão de que Cristo é seu melhor aliado.

Trata-se de uma violência que se torna ainda mais grave quando cometida no abrigo e na intimidade do lar, frequentemente justificada com base em preconceitos pseudo-religiosos e culturais. As vítimas encontram-se desesperadamente sós e indefesas. Somente hoje, graças ao apoio das muitas associações e instituições, é que algumas mulheres encontram forças para denunciar seus agressores.
 
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Toda a violência tem um fundo sexual desviante
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:12 | Sábado, 3 de abril de 2010
Muito dessa violência tem um fundo sexual. É o macho que acredita demonstrar sua virilidade ao submeter a mulher, sem se dar conta de que, desse modo, evidencia tão simplesmente sua insegurança e sua covardia. Também na relação com a mulher que erra, que contraste há entre o agir de Cristo e aquele que ainda verificamos em certos ambientes! O fanatismo invoca o apedrejamento; Cristo responde, àqueles que lhe haviam apresentado a adúltera: “Quem de vós não tiver pecado, que atire a primeira pedra” (Jo 8, 7). O adultério é um pecado que se comete sempre a dois, mas para o qual apenas um tem sido sempre (em algumas partes do mundo, ainda hoje) punido.

A violência contra a mulher torna-se ainda mais odiosa ao refugiar-se justamente no ambiente onde deveria reinar o respeito recíproco e o amor – na relação marido e mulher. É verdade que a violência não advém sempre de uma das partes, e que se pode ser violento também com a língua e não apenas com as mãos; mas não se pode negar que, na vasta maioria dos casos, a vítima é a mulher.

Há famílias nas quais o homem se julga autorizado a levantar a voz e as mãos para a dona de casa. Esposa e filhos vivem sob a constante ameaça da “ira do papai”. A estes homens talvez valesse dizer: “Caros colegas homens, criando-vos varões, Deus não vos concedeu o direito de bater os punhos contra a mesa por qualquer motivo. A palavra dirigida a Eva após sua culpa “Ele (homem) te dominará” (Gn 3,16), era uma amarga previsão, não uma autorização.
 
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Agora prepara o terreno para o oportunismo
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Sábado, 3 de abril de 2010
João Paulo II inaugurou a prática de pedir perdão por erros coletivos. Um desses pedidos de perdão, talvez entre os mais justos e necessários, é o perdão que uma metade da humanidade deveria pedir à outra metade, os homens às mulheres. Esse pedido não deve permanecer genérico ou abstrato. Deve levar a gestos concretos de conversão, a palavras de desculpas e de reconciliação no seio da família e da sociedade.

O trecho da Carta aos Hebreus que ouvimos prossegue dizendo: “Nos dias de sua carne, em alta voz e com lágrimas nos olhos, ofereceu orações e súplicas àquele que poderia salvá-lo da morte”. Jesus conheceu toda a crueza da condição de vítima, o grito sufocado e as lágrimas silenciosas. Na verdade, “não dispomos de um sumo sacerdote que não possa partilhar conosco nossas fraquezas”. Em cada vítima da violência Cristo revive misteriosamente sua experiência terrena. A esse propósito diz ele “foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40).

Por uma rara coincidência, neste ano nossa Páscoa cai na mesma semana da Páscoa judaica, que é a matriz na qual esta se constituiu. Isso nos estimula a voltar nosso pensamento aos nossos irmãos judeus. Estes sabem por experiência própria o que significa ser vítima da violência coletiva e também estão aptos a reconhecer os sintomas recorrentes.
 
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E SAI A BOJARDA QUE O ENVERGONHA O PAPADO
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:20 | Sábado, 3 de abril de 2010
Recebi nestes dias uma carta de um amigo judeu e, com sua permissão, compartilho um trecho convosco. Dizia:

“Tenho acompanhado com desgosto o ataque violento e concêntrico contra a Igreja, o Papa e todos os féis do mundo inteiro. O recurso ao estereótipo, a passagem da responsabilidade pessoal para a coletividade me lembram os aspectos mais vergonhosos do anti-semitismo. Desejo, portanto, expressar à ti pessoalmente, ao Papa e à toda Igreja minha solidariedade de judeu do diálogo e de todos aqueles que no mundo hebraico (e são muitos) compartilham destes sentimentos de fraternidade. A nossa Páscoa e a vossa têm indubitáveis elementos de alteridade, mas ambas vivem na esperança messiânica que seguramente reunirá no amor do Pai comum. Felicidades a ti e a todos os católicos e Boa Páscoa”.

Também nós, católicos, felicitamos os irmãos judeus, desejando-lhes Boa Páscoa. E o fazemos com palavras de seu antigo mestre Gamaliel, inseridas no Seder pascal hebraico e incorporadas na mais antiga liturgia cristã:

“Ele nos conduziu

da escravidão à liberdade,

da tristeza à alegria,

do luto à festa,

das trevas à luz,

da servidão à redenção

Por isso diante dele dizemos: Aleluia” [5]

Comentário:

É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE QUANTO MAIS ESCONDEREM OS CRIMES E FIZEREM COMPARAÇÕES DESPROPOSITADAS MAIS SE ENTERRAM!
 
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martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Sábado, 3 de abril de 2010
    Re: E SAI A BOJARDA QUE O ENVERGONHA O PAPADO    Ver comentário
raiderx (seguir utilizador), 1 ponto , 1:16 | Domingo, 4 de abril de 2010
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