25 de abril de 2014 às 8:33
Página Inicial  ⁄  Dossiês  ⁄  Dossies Atualidade  ⁄  Bento XVI em Portugal  ⁄  Várias câmaras municipais recusam tolerância de ponto

Várias câmaras municipais recusam tolerância de ponto

As câmaras municipais de Odemira, Sines e Santiago do Cacém, no litoral alentejano, decidiram não aderir à tolerância de ponto na quinta feira determinada pelo Governo no âmbito da visita do Papa Bento XVI. Clique para aceder ao índice do dossiê Bento XVI em Portugal
Lusa
Em Sines, Odemira e Santiago do Cacém não há tolerância de ponto para ver o Papa Paulo Novais/Lusa Em Sines, Odemira e Santiago do Cacém não há tolerância de ponto para ver o Papa

As câmaras municipais de Odemira, Sines e Santiago do Cacém, no litoral alentejano, decidiram não aderir à tolerância de ponto na quinta feira determinada pelo Governo no âmbito da visita do papa Bento XVI a Portugal.  
 

Clique para aceder ao índice do dossiê Bento XVI em Portugal
A visita de Bento XVI, hoje no segundo dia, levou o Governo a dar tolerância de ponto na quinta feira a todos os trabalhadores da Administração Pública, estando ainda dispensados os funcionários públicos na manhã de sexta feira no Porto, tal como estiveram terça feira em Lisboa.  
 
Contudo, os autarcas de Sines (Movimento Independente SIM), Odemira (PS) e Santiago do Cacém (CDU) optaram por não aderir a esta medida.  
 
O presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho, disse hoje à Agência Lusa que está "em absoluto desacordo com esta decisão", argumentando que "vem perturbar os serviços", mostrando-se preocupado ainda com a área da educação.   
 
"Nada justifica esta tolerância de ponto amanhã, vamos ter em Sines centenas de alunos que não vão ter aulas e não percebo em nome de quê", disse, embora considerando importante a visita do papa Bento XVI ao país, "principalmente para a Igreja Católica e para os católicos".   

"Prejuízo para o município" 


O autarca justificou ainda a sua posição afirmando que seria um "prejuízo para o município embarcar nesta medida", opinião partilhada pelo presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro.  
 
O autarca de Odemira defendeu ser fundamental, dentro de um "cenário de crise" e numa altura em que o país "precisa de produtividade", um "funcionamento mais assíduo" para dar "algum sentido mais sério e mais responsável ao funcionamento da Administração Pública".  
 
Embora não tenha sido possível à Lusa contactar o presidente da Câmara de Santiago do Cacém em tempo útil, os serviços da autarquia confirmaram que não haverá tolerância de ponto na quinta feira.   

Bento XVI chegou terça feira a Portugal, onde vai permanecer até sexta feira, com passagens, além de Lisboa, por Fátima e Porto. 
 
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***


Saiba todos os passos e horários do programa oficial da visita do Papa Bento XVI a Portugal, entre 11 e 14 de Maio clicando em Programa da visita de Bento XVI a Portugal
Comentários 5 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
Varias Camaras Municipais recusam tolerância
ASAE foi à igreja e encerrou a porta.

>
> A ASAE foi à igreja e encerrou a porta.
>
> Motivos:
>
> - As hóstias não tinham selo de qualidade,
>
> - O vinho não estava engarrafado,
>
> - E, mesmo sendo proibido fumar, havia beatas por todo o lado.
>
Papa, papa milhões de euros e a crise?...


Cavaco no divino olho da re-eleição. Multidões por um preço irrisório (que se pagam a si próprias a sua alienação) são um bom investimento para ambos os apostolados envolvidos: os fundamentalistas da ICAR e os Neo-Conservadores portugueses - o Estado (que haveria de ser democraticamente laico e de todos) como aparelho útil de quem lhe detém o controlo, paga a outra parte do negócio à revelia da maioria dos contribuintes. Para quem não viu... "Sinais de Fogo" de Miguel Sousa Tavares: não contabilizando os custos indirectos, tudo somado, "a visita de Bento16 deverá orçar em não menos de 75 milhões de euros" a desfalcar ao erário público nacional (isto é que vai uma crise!)
Re: Papa, papa milhões de euros e a crise?... Ver comentário
Para uns sim, para outros não e para outros nim
Não se entende sendo Portugal é um país laico, qual é a justificação do governo em dar tolerância de ponto aos funcionários públicos.
Será que é assim tão laico?
Quando veio ao nosso país o líder religioso do Tibet o Dai la Lama, que eu me lembre não houve tolerância de ponto nem de pontinho.
Será que o nosso país é laico para umas coisas e para outras não?
Ou será que pelo presidente do Tibet por viver fora do seu país anexado à força por uma potencia estrangeira não tem direito ao mesmo tratamento que este presidente?
Respeito a religião de cada um, mas .....
E já agora uma pergunta, só na administração pública é que há católicos?
pois
Quem me dera que o meu concelho fizesse isso. Que inutilidade.
PUBLICIDADE
Expresso nas Redes
Pub