O vaivém espacial norte-americano Endeavour foi lançado segunda-feira de Cabo Canaveral, com seis astronautas a bordo, após o adiamento da penúltima missão destes aparelhos, inicialmente prevista para 29 de abril.
Pelo menos 45 mil convidados assistiram à descolagem do Endeavour comandado por Mark Kelly, o marido da congressista republicana Gabrielle Giffords, que assistiu ao início da última viagem do vaivém na sala privada do Centro Espacial Kennedy
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O Endeavour e os seus seis astronautas alcançam na quarta-feira a estação espacial internacional
(ISS), para uma missão de 16 dias e que inclui o transporte de um importante módulo para se estudar a origem do universo.
Tecnologia lusa a bordo
A bordo segue o espectrómetro magnético Alpha 2, módulo experimental de física de partículas, com participação portuguesa, que ficará acoplado, a partir de segunda-feira e por um período de dez anos, à Estação Espacial Internacional.
Em declarações à agência Lusa, um dos investigadores portugueses que participam no projeto referiu que os primeiros dados fornecidos do Espaço pelo espectrómetro magnético que segue a bordo do vaivém Endeavour poderão ser conhecidos até ao final do ano.
O equipamento, semelhante na forma a um grande cilindro, permitirá medir diferentes tipos de radiação cósmica e, assim, deslindar dois mistérios do Universo: a antimatéria (antipartículas, antinúcleos) dos "primórdios" do Universo, apenas identificada com um detetor fora da atmosfera terrestre, e a matéria escura, dificilmente detetável e que constitui mais de 20 por cento da massa do cosmos. A matéria visível corresponde apenas a quatro por cento.
A radiação cósmica funcionará como o "mensageiro" que "trará informação sobre o Universo", descreveu à Lusa Fernando Barão, coordenador da equipa portuguesa que projetou e testou um dos seis subdetetores que compõem o Alpha 2.
EUA à boleia da Rússia
Durante a missão do Endeavour estão previstas quatro saídas orbitais de seis horas cada uma, a realizar por equipas de dois astronautas.
O programa norte-americano de vaivéns espaciais, com 30 anos, terminará formalmente em 2011 com o último voo do Atlantis, possivelmente em julho. A partir de então, os astronautas americanos dependerão de cápsulas espaciais russas para as viagens entre a Terra e a ISS.