22 de maio de 2013 às 14:20
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Vagas congeladas no Ensino Superior

Governo impõe às instituições a prova da empregabilidade dos cursos.
Lusa

O Governo congelou o número de vagas para cursos do Ensino Superior para o próximo ano letivo, que não vão aumentar em relação a 2011-2012, a menos que as instituições consigam provar a empregabilidade dum curso.

O despacho que regulamenta a fixação das vagas para o Ensino Superior foi publicado terça-feira à noite na página da Direção-Geral de Ensino Superior (DGES) e determina que o número de vagas para cada universidade ou politécnico "não pode exceder a soma das vagas fixadas para essa instituição para o ano letivo de 2011-2012".

A DGES poderá autorizar mais vagas em "situações particulares": quando as instituições consigam provar que os alunos de um determinado curso têm menos probabilidades de ir parar ao desemprego.

O Governo recomenda às universidades e politécnicos que "redistribuam" as vagas que têm disponíveis para poderem aumentar o número de alunos nos cursos de "Ciências, Matemática, Informática e Engenharia".

"Excesso de oferta" nos cursos de professor do ensino básico e educação de infância


Por outro lado, impõe às universidades e politécnicos que reduzam em pelo menos 20% o número de vagas nos cursos de professor do ensino básico e educação de infância, onde identifica "excesso de oferta".

Devem também ser reduzidas as vagas nos mestrados de habilitação profissional para a docência. Nos cursos de Medicina, a oferta em 2012-2013 deve ser igual à deste ano letivo.

No despacho, o executivo diz ainda às instituições de ensino superior que não devem ter no próximo ano letivo mais cursos do que tiveram este ano, salvo um conjunto de exceções, como sejam cursos lecionados à distância.

O Governo decidiu também que não serão financiadas novas admissões em cursos que neste ano letivo tenham tido menos de 20 inscrições ou menos de 40 desde o ano letivo de 2009-2010.

Cálculo de empregabilidade 


O despacho impõe também que não podem ser abertos cursos com menos de 20 vagas, a não ser em cursos preparatórios de Artes, ou resultantes de protocolos internacionais, que não sejam financiados pelo Estado ou quando se prove a sua "especial relevância", entre outras exceções.

Para pedirem à DGES a apreciação do aumento de vagas num determinado curso, as instituições terão que provar primeiro que não têm vagas a libertar em cursos que não ficaram completamente preenchidos.

Para o cálculo da empregabilidade, devem usar como referência os números da Direção-Geral de Estatística e Ciência, que registam o número de desempregados por curso inscritos nos centros de emprego.

Deverão provar que "o nível de desemprego nesse curso é inferior ao nível médio de desemprego dos diplomados com um curso superior".

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Como se cria um curso superior
Qualquer estabelecimento de ensino superior, universitário ou politécnico, recorreu a uma simples metodologia para abrir cursos, baseada em duas variáveis, consoante se tratava de ensino público ou privado.
No ensino público, a abertura era determinada pela existência de professores. No privado, pela existência de mercado, junto dos clientes/alunos, para o ano de abertura. O resto logo se via. Em ambos era importante o baixo custo de funcionamento, isto é, sem laboratórios ou tecnologia. Lápis e papel era a fórmula mágica.
Descurando as restantes variáveis, nomeadamente a existência de empregabilidade sustentada, e apostando na ignorância ou ingenuidade de quem só queria "entrar", fosse para onde fosse, criou-se um monstro.
Claro que agora já não é assim, mas há uma pesada herança que é necessário resolver.
Faz bem o Governo em parar. Parar para pensar e alterar estre perverso paradigma que qualifica os jovens, sem dúvida, mas sem proveito para eles e para o país.
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DIMINUIR é que seria IMPERATIVO Ver comentário
Re: DIMINUIR é que seria IMPERATIVO Ver comentário
O governo não mudou nada Ver comentário
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Está enganado Ver comentário
Re: Está enganado Ver comentário
Com 50% de desemprego jovem Ver comentário
Re: Com 50% de desemprego jovem Ver comentário
Re: Como se cria um curso superior Ver comentário
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contenção de custos
Esta medida tem, basicamente, como objectivo a redução dos custos com o ensino superior publico. A medida não é aplicada às universidades privadas, logo depreendo que a preocupação do governo, nada tenha a ver com os cursos sem saída, sem empregabilidade.
Num país democrático, é legitimo a livre oferta e a livre escolha. Os pais, bem como os filhos, têm obrigação de saberem o que os espera com as opções que fazem. Sei que existem cursos absolutamente ridículos, no entanto, se houver quem os queira, quem somos nós para dizermos que não?
Criou-se a ideia que um curso superior tem única e exclusivamente a ver com empregabilidade, e não tem que ser assim necessariamente. Um curso superior valoriza o conhecimento, o saber; prepara os jovens adultos para o futuro; torna-os mais cultos. Irão exercer nessa área? Não importa, pois garantidamente estarão mais bem preparados para determinadas áreas que outros, que se ficaram pelo secundário.
Um jovem que gosta de filosofia e que até nem se importa de fazer qualquer trabalho no futuro, deverá ser inibido de seguir esse gosto ou aptidão por esta área do saber, simplesmente porque o curso não tem empregabilidade?? Não faz sentido.
O tratado de Bolonha alterou as regras e muitos ainda não perceberam que uma licenciatura vale tanto como um bacharelato de há uns anos, ou seja, há 20 anos atrás o bacharel já não valia nada, era necessário a licenciatura; hoje, é necessário o mestrado, pós graduação e doutoramento. A realidade é outra.
A medida não é aplicada às universidades privadas. Ver comentário
Re: A medida não é aplicada às universidades priva Ver comentário
Re: A medida não é aplicada às universidades priva Ver comentário
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Tem de acabar o complcómetro!
Nós portugueses, temos de reconhecer que complicamos muitas vezes o que é fácil. Esta questão dos cursos de engenharia XPTO e gestão da YZFG tem de acabar. As especializações devem fazer-se dentro dos cursos e não criar cursos específicos só por uma questão de marketing.
Por outro lado, temo que a questão da empregabilidade seja teórico de mais para esta gente. Ou seja, o que dá emprego (ou melhor, onde há necessidade de licenciados em determinada área) hoje, pode não ser daqui a 3 anos, quando acabar o curso.
Necessidade urgente de cursos profissionais. Esta questão das licenciaturas e agora pior com Bolonha não resolveu a questão dos cursos médios. Temos muita formação para generais, alguma formação para soldados e praticamente nenhuma para sargentos.
Finalmente, nem todos os cursos existem para se dar emprego. Se assim fosse, já se teria extinto as licenciaturas em filosofia, história e afins...
Re: Tem de acabar o complcómetro! Ver comentário
A Universidade e o mundo que a rodeia
A Universidade deve estar em sintonia com o mundo à sua volta e atenta às suas necessidades e preocupações.
Nesse sentido não tem lógica formar só para as pessoas terem um canudo,mas sim ensinar no objectivo dos diplomados terem saída profissional.
Planeamento,precisa-se.E ainda por cima tratando-se da Universidade essa preocupação torna-se essencial!
E nao e noticia neste portugal ignorante a
Inauguração na casa dos bicos do espaço Saramago?...
Só se nao tiverem vergonha e que estarão presentes Cavaco silva e comprometido com este governo o secretario de estado da cultura que nada tem a ver com o desenvolvimento cultural deste pais, antes pelo contrario...
Re: E nao e noticia neste portugal ignorante a Ver comentário
Re: Vagas congeladas no Ensino Superior
E se o Governo se congelasse,. não seria desoportuno!
Até concordo com a redução no Ensino, pois, há cada vez menos alunos e há turmas incríveis de dois alunos, que raramente se aplicam, acompanhados por dez ou mais professores ... Não obstante, em Medicina, não se justifica o corte nas vagas, tanto que a saúde apresenta um quadro de médicos bastante idosos e a população dentro de pouco tempo será idosa...Além disso, não é a altura certa para divulgar a limitação das vagas, porque os alunos estão em vésperas de Exames, o que desmotiva o estudo, que tem sido seriamente prejudicado pelas medidas deste Governo insensível e incapaz de responder aos problemas do seu país... Aliás, é tão incompetente, que primeiro deixou sair os resultados finais, deste ano letivo, para reduzir as vagas nas universidades... Não tem filhos para entrar na universidade. Congele-se e ponha o lugar à disposição!
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Chamem-me doutor!
Há já muito tempo que as universidades deviam produzir cursos úteis pra o trabalho. Cursos pra tratarmos o senhor por doutor é tempo de acabar com eles, ou seja acabar as fogueiras de vaidades.
Re: Chamem-me doutor!...que é Moda! Ver comentário
Só agora?
Re: Só agora? Ver comentário
A "Machadada"!
Quando os incompetentes e oportunistas “governantes” do pós-abrilada,
deram a machadada no ensino, acabando com o ensino técnico, especializado,
vocacionado para as profissões, como, por exemplo, os cursos Industrial,
e o Comercial, bem como os respectivos Institutos Superiores, nem, sequer,
se aperceberam do crime de lesa/ensino, que estavam a praticar. Não se
aperceberam porque, antes de mais, eles não eram governantes;
não tinham bagagem; eram umas nódoas totais, ao serviço dos donos: os
partidos a que serviam.
Hoje, os sucessivos Ministros, tentam inventar e…de cada vez que inventam…
Sai asneira! Comentários para quê? São “artistas” portugueses…
Re: Vagas congeladas no Ensino Superior
Recebido e transcrito, do jornal francês "France-Soir":"
A quatre jours du premier tour des élections législatives, le gouvernement a annoncé mercredi qu'un décret va permettre à celles et ceux ayant commencé à travailler tôt de continuer à partir à la retraite à 60 ans, accordant un bonus aux mères de famille et aux chômeurs."
Isto é em França! Por cá...tentam pôr o português a trabalhar até...ao encontro com o cangalheiro!!!
Só congelados?
Só congeladas?
1º - Essa medida "ontem" já era tarde!
2º - As vagas "Via Ensino", excepto casos excepcionais, deviam ser fechadas durante 5/6 anos. Haverá coragem para esta medida?
- 3º - É urgente o "fecho/junção" de várias universidades/politécnicos. Neste momento, atrapalham-se umas às outras e a tendência é para a coisa piorar ainda mais.
              - De futuro não haverá alunos para todas e que justifiquem o seu funcionamento.
Finalmente...
Joga-se o termômetro fora!
Quando uma pessoa está com febre não se resolve o assunto colocando-se o termômetro fora!

A maior parte do mundo desenvolvido tem grande parte de sua população com curso superior, porém estas pessoas com um nível mais alto de escolaridade tem o hábito de pensar, algo extremamente desagradável para governos impopulares, logo como Portugal está aumentando o número de pessoas que pensam, e não tem emprego, o melhor mesmo é diminuir este foco de problemas.

Mais cursos para sapateiros e pedreiros, afinal durante meio século a Universidade Portuguesa só existiu para uma minoria que mesmo o país não tendo uma economia forte tinha empregos para esta minoria.

Então que se coloque o termômetro fora! Deixe para os países desenvolvidos e os em desenvolvimento que aumente seus quadros de nível superior.
controverso
O que deveria ter sido feito já há algum tempo era não homologar cursos em universidades privadas de qualidade duvidosa. Acabar com Bolonha que desacreditou nomeadamente os mestrados que agora não passam de um negócio. Quanto às áreas de facto hoje em dia acumulam-se os cursos de gestão, que nem sequer é uma ciência , criticando-se por exemplo algumas ciências sociais e humanas, porque a única considerada importante é a economia. Em outros países mais desenvolvidos do que o nosso há equipas multidisciplinares nas quais se integram diplomados em filosofia, história, sociologia antropologia etc. Aqui neste pais quando há pessoas que vão para a televisão dizer (como o Medina Carreira, por exemplo), que a antropologia não serve para nada difundindo a ideia do monocurso, difusão que aliás não tem fundamentos já que esse Sr. deveria visitar os EUA, ou outros países que considera paradigmáticos, talvez a China) e saber dos seus CV's escolares para perceber minimamente de que é que fala. O que não se pode escamotear é a realidade de que os cursos médios fazem falta, as profissões de cariz manual também e que há hoje em dia um imensa multidão de licenciados, mestres etc. que ao invés de serem representativos da tal geração mais qualificada de sempre motram que as suas qualificações nada valem porque desconhecem as regras mais básicas das suas profissões, não sabem escrever, falar ou comportar-se, ou dirigir-se a alguém verbalmente ou por escrito.
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