25 de abril de 2014 às 2:49
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Vacina da gripe A associada a doença neurológica

Agência Europeia do Medicamento investigará possível relação entre a Pandemrix, vacina da gripe A/H1N1, e vários casos de narcolepsia, doença neurológica, detetados na Europa.
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)com agências

Num comunicado divulgado hoje, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) diz que vai investigar , a pedido da Comissão Europeia, uma eventual relação entre a vacina da gripe A/H1N1 - Pandemrix -, administrada durante a passada pandemia, e 21 casos de narcolepsia registados na Suécia, Finlândia e França.

A EMA adverte, porém, que apesar das suspeitas de efeitos secundários da vacina não há provas de que exista uma relação direta. "Ainda que os casos detectados (de narcolepsia) coincidam com o uso de Pandemrix, até ao momentos desconhece-se se a vacina é responsável pela doença".

Doença da "preguiça"


Segundo o jornal "Le Fígaro", dos 22 casos de narcolepsia detectados na Europa, 21 doentes foram vacinados com a Pandermrix, da GlaxoSmithKline, e apenas um recebeu Panenza, a vacina sem adjuvante contra a gripe pandémica, da Sanofi, indicada para vacinar gestantes.

Desde setembro de 2009, a vacina Pandermrix foi aplicada a mais de 30 milhões de cidadãos da União Europeia.

A narcolepsia é um transtorno raro do sono, que faz com que o doente adormeça repentinamente sem poder evitá-lo. A doença, caracterizada por "preguiça" e sonolência diurna excessiva, põe em perigo o paciente durante a execução de tarefas como conduzir e trabalhar com máquinas. Tem consequências pessoais, sociais e económicas graves.

O caso foi entregue ao Comité para Produtos Médicos de Uso Humano, da EMA, que avaliará todos os dados disponíveis para determinar se existem provas que permitam estabelecer uma relação casual entre a vacina Pandemrix e a narcolepsia.

Recorde-se que em Novembro de 2009, a Agência Europeia do Medicamento encerrou o processo que analisava a relação entre a vacina Pandermrix e vários casos de mortes fetais registados na Europa. Uma ligação entre os dois fatores foi considerada "improvável".

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Efeitos Colaterais
Alguma substância química deverá estar a contaminar um ou vários lotes da vacina, mas o mais provável é que o meio de tantos milhões de vacinados existam seres com genomas sensíveis, a qualquer dos componentes da vacina, capazes de desenvolverem a narcolepsia quando estimulados.
http://today3tech.blogspot.com/
Se bem me recordo aquando da polémica gripe A, na fase de crescendo, havia por cá um alto dignitário na área da saúde que alegava a inexistência de efeitos secundários prejudiciais aos vacinados. No entanto uma percentagem substancial da comunidade médica não escondeu da opinião publica, a aversão e negação a serem vacinados (sendo um grupo de elevado risco), não escondendo a preocupação dos efeitos da mesma. Seja esta é a mesma vacina, ou outra similar,há porém em comum, nas vacinações massivas é necessário um cuidado extremo. No século passado, os EUA tiveram uma amarga experiência pós vacinação em massa, quando surgiram inúmeros casos de consequências graves. Também na altura havia a informação de que era inofensiva. Claro que as vacinas são importantes, mas a ciência aconselha a manterem-se em aberto os graus de incerteza.
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