18 de maio de 2013 às 23:00
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Vá para fora dentro de casa

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

Mais de metade dos portugueses não vai gozar férias este Verão. E da minoria que vai fazer férias, metade ficará em casa. Ou seja, só um quarto dos portugueses é que vai realmente de férias. Os números são do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT). Comparado com 2011, são menos 22% a passar férias fora de casa. E menos 33% do que em 2010. Curiosamente, há mais portugueses a tirar férias neste Verão do que no anterior. Mas muito mais a ficar em casa durante essas mesmas férias.

Durante uns anos as nossas elites fantasiaram um País nas suas cabeças: os portugueses iam de férias para Cancun e gastavam à tripa-forra. Confesso que nunca me deixei de espantar com esta possibilidade de viver no meio dos outros e não saber nada sobre eles. Mas isto explica porque tantas vezes se comenta e se governa um País imaginário. Estes números mostram o que qualquer pessoa minimamente atenta sabe: que uma parte razoável dos portugueses já estava, antes da crise, excluída da qualidade de vida que muitos julgavam ser generalizada. E que a crise alargou a muitos outros a impossibilidade de fazer o que devia ser natural.

Ir de férias não é um luxo. Sair de casa e da cidade onde se vive, estar com a família e recarregar baterias é, na sociedade que julgávamos estar a construir, um direito. Sim, repito: ir de férias, e não apenas as ter, é um direito. E saber que apenas um em cada quatro portugueses usará desse direito é razão para nos indignarmos.

Quando se diz que estamos a viver um recuo civilizacional não é apenas uma frase. Esse recuo mede-se na vida das pessoas. Na impossibilidade de terem filhos e saberem que lhes podem garantir o mínimo de conforto. Na incerteza de que haverá um Serviço Nacional de Saúde que garanta apoio médico a todos. Na lenta destruição de uma Escola Pública que garanta que os filhos dos mais pobres não estão condenados a herdar a condição social dos pais. Numa precariedade que impossibilita o mínimo de planeamento de vida e que torna certa a inexistência de uma reforma que garanta dignidade na velhice. E no regresso da ideia de que as pessoas não são mais do que máquinas de produção, peças de um mercado-de-trabalho, e que o descanso, os fins-de-semana e as férias são coisas de privilegiados.

Não me digam que não há dinheiro porque isso é falso. Quando se diz que Portugal é o País mais desigual da Europa diz-se que o dinheiro, mais do que ser pouco, está mal distribuído. Fosse outra a nossa organização social e, este Verão, a maioria dos portugueses poderia sair de casa para descansar e divertir-se com as suas famílias. Como é direito seu.

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Errado, mais uma vez...
Não foram as elites que "fantasiaram um País nas suas cabeças: os portugueses iam de férias para Cancun e gastavam à tripa-forra", foi o próprio povo. Os políticos criaram a ilusão de que éramos um país rico; os media e os publicitários alimentaram o despesismo das famílias; os jornalistas (na generalidade), sindicatos e cronistas (como o DO), pressionaram os sucessivos governos para a inflação de regalias, mordomias e modernices que estavam muito para além das nossas posses.
Como disse Roosevelt: "Este é o tempo de dizer a verdade". Quando tudo quanto é político e jornalista (do contra) se insurge e deturpa as palavras do PPC (que em 70% dos casos só diz disparates) por ter dito que se lixem as eleições, vamos é fazer o melhor para o País, está tudo dito. Blasfémia: está-nos a tirar o tacho!
Daniel Oliveira em mais um exercício de demagogia.
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Férias e direitos
Conheci outros tempos, onde férias eram só para empregados do Estado, que normalmente as passavam em casa. Lembro-me do espanto de ver os GNR à paisana, a passear pela vila, quando estavam de férias. Tínhamos dificuldade em conchecê-los, sem a farda.
A minha noção de direitos mão coincide com DO, acho que ele se esquece do milhão de desempregados, que tanto jeito lhe dão para outras crónicas e que decerto não virão para o Algarve, descansar das tarefas de desempregado.
Discordo também da visão capitalista que associa a presença em casa a umas más férias.Pelo contrário, muita gente com possibilidades económicas, prefere a sua cidade, que tantas vezes mal conhece, para ir dar uma volta às igrejas, aos museus aos monumentos,etc.

Sei que o comportamento que DO relata é fruto da falta de dinheiro, mas o que DO defende hoje é o anseio típico da pequena burguesia conservadora, com comportamentos de rebanho e de moda. Muitas Vilas e Cidades têm excelentes piscinas, boa comida e muita coisa para ser vista e explorada. Umas visitas às bibliotecas, também não fazem mal a ninguém.

Que os problemas nacionais fossem esses.......
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OUTRA VEZ A DERRAPAR?
No Mundo IDEAL, éramos todos novos, belos, escorreitos, de boa saúde, com muitos filhos, ricos, com duas casas, dois carros, helicóptero, tínhamos dois meses de férias ou nem sequer tínhamos de trabalhar. OK.

Não me parece que assim seja nem que se caminhe para lá nem sequer que seja DESEJÁVEL. Isso parece-se com uma versão mais "americana" (ou grega) do sonho comunista da uniformidade social.

OLHEM PARA O MUNDO À NOSSA VOLTA: até nos EUA, continua a NÃO HAVER ESTADO SOCIAL, NEM NUNCA HOUVE (só para quem trabalha e está inscrito numa caixa de previdência), E AS FÉRIAS NÃO SÃO UM DIREITO e não só não dão direito a subsídio, como só são pagas SE O PATRÃO QUISER!!!! Não falemos da China, e creio que nem nos Países Nórdicos, muito mais democráticos, toda a gente possa fazer "férias lá fora" ou isso seja um direito.

Não é por aí que se mede a FELICIDADE (que por acaso está inscrita na Constituição americana como um DIREITO), e não me parece, DE MODO ALGUM, que esse seja o PRINCIPAL PROBLEMA COM QUE NOS DEFRONTAMOS!!!

Já no ano passado não fui para lado nenhum, e não considero que a minha felicidade tenha sido grandemente afectada por isso. Pura e simplesmente não tenho dinheiro para andar a gastar, e procuro viver com o que tenho da melhor maneira possível: MUITO PIOR É ASSISTIR À DEGRADAÇÃO FÍSICA E PSICOLÓGICA DA SOCIEDADE EM QUE VIVO, E SABER QUE HÁ QUEM NÃO TENHA SEQUER TRABALHO OU COMIDA!!!
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DO desconhece o Portugal onde vive
Em 2003, quando fui passar uma semana ao Brasil, a quem é que fui pedir informações sobre Maceió?

Às operária(os) (Portugueses) da fábrica onde trabalhava. Eles já tinham estado lá de férias e eu não!
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va-para-fora-dentro-de-casa
Não fui eu que disse mas sim Dom Januário:- Dinheiro há pelo menos até agora tem havido para o BPN, não há é para os pobres. Lembrei-me agora da gerações anteriores pais e avós que trabalharam no campo desde que nasceram até morrer, sem fins de semana e férias. Muitos deles sem nunca ir ao médico e ainda sem sair do local onde nasceram. Pelo andar da carruagem temo que a mesma vá nesse sentido. Deixo o Link desse País para o qual estamos a caminhar e mais palavras para quê.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/ja-vivi-nesses-pais-e-nao-gostei.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/portugal-beira-da-catastrofe-ii.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/portugal-beira-da-catastrofe.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/austeridade-e-uma-ideia-perigosa-mark.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/mouseland-governo-de-gatos-elegido-por.html

Vá até ali e apupe o Passos Coelho!
Decididamente, DO há falta de temas fortes para comentar, em especial as decisões mais polémicas do Governo que normalmente dão pano para mangas, resolveu virar-se nestes dois últimos dias para questões de “lana caprina”. É aquilo a que eu chamaria há falta de um assunto, "mandar uns tiros para o ar". Com o barulho e o eco, alguém olhará para aqui e lerá o que escrevo.
Como, para azar de muitos, Relvas resolveu emudecer e remeter-se a um certo anonimato, vamos ter um Verão desenxabido.
De qualquer modo, estou de férias e reparei que há muita gente na Praia. Mais que muitos. Contudo os bares e restaurantes estão muito vazios de facto. Aumentou sim o lixo deixado diariamente nos recipientes apropriados colocados nas praias. Voltamos ao tempo do garrafão e da sandes de torresmo.
Apesar da crise ainda vai havendo programas muito bosn e bastante baratos, pelo menos para alguns “resistentes”, em especial aquele que está na moda e prometer durar:
“Vá até ali e apupe o Passos Coelho!”
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Razão para nos indignarmos; mas com quem?
Ainda sou do tempo em que as férias não faziam parte dos hábitos das populações da localidade onde vivia. O meu pai que vivia da agricultura todo o ano tinha tarefa inadiáveis para fazer desde alimentar animais, fazer sementeiras, preparar terrenos para outras, colher os frutos do trabalho e transportá-los ao ombro. Ninguém se indignava com a ausência de férias, apesar da dureza da vida. Indignar-se com quem? Com as cabras e vacas que necessitavam de ser alimentadas? Com as cebolas que estavam no ponto de serem colhidas ou de serem armazenadas? Com as sementes de nabo que tinham que ser lançadas à terra a tempos de produzirem para o Natal?
Nas minhas férias escolares, quer estivesse no ensino básico, secundário ou universitário, as ocupações eram em tudo semelhantes às de meu pai, mas nunca me indignei com tal facto embora aspirasse a algo diferente; tinha que ser assim!
Quando me empreguei, finalmente consegui satisfazer a minha aspiração de ter férias sem preocupações de trabalho, mas nunca precisei de ir a Cancun para me libertar das rotinas do emprego. As minhas opções têm sido férias cá dentro, procurando conhecer o nosso país, principalmente as pequenas localidade. Monto a minha bicicleta com 2 ou 3 amigos e vou de localidade em localidade procurando conhecer o nosso Portugal. O esforço é exigente, mas não sai caro nem fico indignado, antes pelo contrário.
DO
Eu percebo a sua mensagem, mas a realidade é que só os derivados da AR, e mais uns afortunados é que tem esse previlégio.
O resto do zé povinho tem de continuar a trabalhar para manter esta democracia do geito que está.
Será demagogia isto que estou a dizer?
Caro DO...
Em relação ao artigo de ontem, parece-me que já voltamos pelo menos a falar de problemas reais, o que é um avanço grande.

Genericamente concordo que as férias são importantes, que os cidadãos portugueses deveriam ter condições para poderem passar umas semanas descansados com a sua família e até passear um bocadinho dependendo das suas possibilidades. Nada de estranho aí.

Mas não concordo com a parte final em que DO defende que há dinheiro e o problema é apenas de distribuição deste. Ambos os problemas existem. Portugal tem que ser capaz de produzir mais e de distribuir melhor esse dinheiro. Um dos problemas do nosso espectro político é que a direita só se preocupa com a criação de ruiqueza enquanto a esquerda só se preocupa cmo a sua distribuição. E os dois são igualmente importantes.

Eu não quero que Portugal seja como Angola onde a produção cresce a dois digitos ao ano se isso significar que continuamos (ou pior, agravamos) o drama do desemprego e da pobreza extrema. Mas também não quero ser uma Albânia onde passamos todos fome por igual.

Temos que ser capazes de criar e distribuir. Portugal - ao contrário do que DO diz - tem um problema de falta de dinheiro. Quer de criação de riqueza quer de cash-flow por os mercados e parceiros terem perdido a sua confiança na nossa capacidade de a pagar. E temos - tal como DO diz - um problema de distribuição.

oreivaivestido.blogspot.com/2012/07/a-lotaria-do-utero.html
'Vá para fora dentro de casa (1/2)
hmm...

Há elementos na sua crónica com que concordo, há outros com que discordo. Talvez o elemento de que mais discordo é a sua transformação do "ir de férias", que é diferente do "ter férias", num direito. Acho que foi infeliz aí e muito provavelmente vai ouvir críticas que nunca mais acabam por essa via. É que, assim como ter férias é um "direito", decidir como as temos, também é o nosso direito. Penso que concordará que o livre arbítrio deve ser dos nossos direitos mais preciosos.

Eu compreendo que isto complique o raciocínio que estava a seguir. No pressuposto (que acho errado) que um "direito" bom, é automaticamente exercido quando se pode, se três quartos dos Portugueses não vão de férias, que é um direito "bom", então algo os impede violando esses direitos. Seria o "retrocesso civilizacional". Mas como eu disse, haver um direito não significa a obrigação de exercê-lo. O que nos disse, mostra é outra coisa: que forçados ou não, a maioria de nós já leva uma vida austera à muito tempo... o que mantém a sua crítica inicial: como é possível que as nossas elites acreditem que sejamos tão esbanjadores?

Ou... será que a sua visão das elites é mal fundada? Penso que não. Sei que alguns dos comentadores que agora lhe propõem as virtudes das férias espartanas, defenderam noutras ocasiões que os Portugueses gastam demais. E que dizer do conselho aos ministros, para tirarem férias cá dentro, para darem o "exemplo". A quem eles pensam que estão a dar o "exemplo"?
'Vá para fora dentro de casa (2/2)
A quem se dirigem eles então?

Logicamente aos muitos, a começar pelos próprios ministros, que eles acreditam, podendo, escolheriam tirar férias fora do país.

[Sobre isto, vou abrir um iato e referir que muito se poderia discutir sobre isto. Na minha vizinhança imediata, conheço dois casos concretos de viagens "lá fora" a propósito de férias, e que à boa maneira salomónica, vou dividir nas duas metades ideológicas. Uma é uma família em visita a um país do Leste organizada pela paróquia no que poderia considerar turismo religioso; outra é uma família que vai para Espanha, porque lhes sai mais barato as férias assim do que as fazer em Portugal. Sintam-se à vontade para adivinhar qual as simpatias ideológicas de cada uma destas famílias, mas sejam da esquerda ou da direita, uma coisa nenhuma das duas dispensaram: saírem de férias... como o DO defendeu como direito (e de que eu discordei... mas eu não sou exemplo para ninguém)]

Regressando do Iato, fica o tema lançado por DO e que penso, deveria ser discutido seriamente e não escarnecido: ter férias, e mais concretamente, poder ter férias de qualidade, é um direito?

Esclareço que a minha visão do que é um direito é diferente da maioria: eu não os encaro como inquestionáveis mas como compromissos no contrato social do cidadão com a sociedade, e que servem tanto a esta como àquela. Tirar férias e gozar descansos é essencial para se manter a produtividade elevada... e tão verdadeiro que até o codificámos na religião!
a ver se percebi...
Se fossemos realmente portugueses, teríamos tido (mesmo em tempos em que se podia "gastar à tripa forra") férias cá dentro! PORQUE TEMOS UM PAÍS EXCEPCIONAL PARA PASSARMOS BOAS E MERECIDAS FÉRIAS com os nossos, cá!
Temos um Sol, umas praias, rios, montanhas, gastronomia, algumas infraestruturas, como ninguém, tanto na europa como no mundo! (só pecamos,p culpa do Atlantico, de ter um mar não tão quente como o dos paraísos tropicais)!
Mas,como,desde tempos ansiãos,sempre quisemos mostrar o que não somos, e viver muito acima do que podemos, então sempre "desprezamos" o que de melhor temos, O NOSSO PAÍS!
Pode ser que com esta crise aprendamos a viver e a gostar mais do nosso país!
Passamos férias cá dentro, conhecemos o nosso país, conhecemos as nossas gentes, conhecemos a nossa maravilhosa gastronomia...e com um jeitinho, ainda aprendemos a gostar do que fazemos e produzimos e ajudamos as nossas PME's e os nossos agricultores a escoarem os seus produtos...(depois da Pipa,mana da princesa,uma empresa do Porto viu subir em flecha os niveis de exportação). mas como sempre, é preciso vingar 1.º lá fora e só dpx é que talvez consigamos cá dentro... falta-nos esta mentalidade de apelo da cultura lusa!(mas só aos portugueses que vivem cá mxm, pq lá fora, os nossos emigrantes sabem o qto vale e o qto gostam do nosso país).
PS.:DO,perdeste + 1 oportunidade para fazer uma boa crónica! continuas só no "bota-abaixo". Tristeza...
Re: a ver se percebi... Ver comentário
Mais um elatado bloqueiro!
O direito a férias é o direito de não ir trabalhara por um período determinado estipulado por lei e/ou acordo entre o trabalhador e a entidade patronal.

A partir daí, o gozo desse direito é com cada um: pode-se não ir trabalhar ficando em casa ou então ir para canquin, cacón ou cacun, conforme a vontade e os recursos de cada um (até rima hehe)

E sobre férias é o que há a dizer. Insinuar que o direito a férias inclui passar férias fora de casa, em canquim, cacón, ou cancum, é um ofensa a quem esteja desempregadao!
elatado --> enlatado Ver comentário
Um Portugal ideal e perfeito
Para termos todos as férias ideais, a saude ideal, a educação ideal, a qualidade de vida ideal como nenhum pais no mundo teve, das duas uma: ou trabalhamos (todos !) mais e melhor ou continuamos a pedir dinheiro emprestado.
Direitos e mais direitos!
E os deveres? Para DO, quais são os deveres dos cidadãos?

É com este tipo de mentalidade que nos metemos neste buraco de onde não estamos a conseguir sair.

Os únicos direitos que temos são o direito à vida, à liberdade de expressão e de opinião, e o direito de fazer o que queremos, como queremos e quando queremos, desde que não interferindo nos direitos dos outros.

Tudo o resto (tralha Totalitária do século XX) não são direitos, são Deveres dos Outros para comigo, a saber:
1) dever de pagarem impostos para eu poder ir ao médico sem pagar;
2) dever de pagarem impostos para eu poder por os filhos na escola sem pagar;
3) já agora dever de pagarem impostos para que quem não paga nada tenha dinheiro de sobra para ir para Cancun.

Eu não saio de Portugal em férias há mais de 5 anos, não é porque não ganhe bem, é porque o que me sobra depois de pagar impostos para sustentar os outros não me dá sequer para comprar roupa sem recorrer aos subsídios de férias e Natal (agora nem isso vai ser possível).

E os meus direitos, quem é que os defende?
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