26/05/2012 atualizado às 23:47
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Uns gananciosos, estes trabalhadores

A Administração que suga quase três por cento dos lucros da Galp nos seus próprios salários e benefícios acusa os funcionários de falta de solidariedade por quererem um aumento.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Terça feira, 13 de abril de 2010

A Galp propôs aos seus funcionários um aumento de 1,5 por cento. Os trabalhadores vão fazer uma greve. O presidente do conselho de Administração, Ferreira de Oliveira, acusou os trabalhadores de "falta de solidariedade para com o futuro da empresa".

Alguns dados:

1 - Ferreira de Oliveira recebeu, em 2009 , quase 1,6 milhões de euros, dos quais mais de um milhão em salários, 267 mil em PPR, quase 237 mil euros de prémios de desempenho (mais de 600 mil em 2008) e 62 mil para as suas despesas de deslocação e renda de casa. É um dos gestores mais bem pagos deste país.

2 - Os sete administradores da empresa (ex-ministros Fernando Gomes e Murteira Nabo incluídos) receberam 4,148 milhões de euros. Mais subsídio de renda de casa ou de deslocação, no valor de três mil euros mensais. Os 13 administradores não executivos receberam 2,148 milhões de euros. Entre os administradores não executivos está José António Marques Gonçalves, antigo CEO da petrolífera, que levou para casa uma remuneração total de 626 mil euros, incluindo 106 mil de PPR e 94 mil de bónus. No total, os 20 gestores embolsaram 6,2 milhões de euros, 2,9% dos lucros da companhia.

3 - Os trabalhadores pedem um aumento de 2,8 por cento no mínimo de 55 euros. Perante estas exigências de aumento, a administração que recebe estes salários diz que, tendo sido estes dois últimos dois anos "de crise", elas são "impossíveis de satisfazer".

4 - A Galp não está em dificuldades. Os lucros ascenderam, no ano passado, a 213 milhões de euros. No ano anterior foram de 478 milhões de euros. A empresa vai distribuir dividendos pelos accionistas. Mas ao contrário do que tem acontecido nos últimos cinco anos os trabalhadores ficam de fora. "Não é possível distribuir resultados que não alcançámos", diz Ferreira de Oliveira, que, tal como o resto da administração, não deixou de receber o seu prémio pelos resultados que não alcançou.

Os factos comentam-se a si mesmos. Por isso, ficam apenas umas notas:

A administração que suga (com uma grande contribuição do seu CEO) quase três por cento dos lucros de uma das maiores empresas nacionais acusa os trabalhadores de falta de solidariedade por quererem um aumento de 2,8 por cento. E que a greve "não defende os interesses nem de curto nem de longo prazo dos que trabalham e muito menos dos que aspiram a vir a trabalhar" na Galp.

De facto, ex-ministros pensarão duas vezes em escolher aquela empresa para dar conforto à sua reforma se os trabalhadores receberem 2,8 por cento de aumento. De facto, um futuro CEO que precise de receber mais de sessenta mil euros para pagar a sua renda de casa e deslocações (que um milhão nem dá para as despesas) pensará duas vezes antes de aceitar o cargo se os funcionários que menos recebem tiverem um aumento de 55 euros mensais. De facto, gestores que recebem prémios por "resultados não alcançados" não aceitarão dirigir uma empresa que distribui dividendos quando os lucros baixam.

A ganância destes trabalhadores desmoraliza qualquer homem de negócios mais empenhado. Assim este País não vai para a frente. A ver se os trabalhadores da Galp percebem: todos temos de fazer sacrifícios.

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Os Mexias que há por aí
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:22 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Quem está á manjedoura não sabe o que é solidariedade.
Falar disso é pura demagogia e se os trabalhadores da Galp estão á espera que a Administração seje solidária com eles ,podem ficar sentados á espera do milagre.
A História não deixa dúvidas:
são os trabalhadores e só eles que defendem os seus interesses.
E se a crise é para todos- todos são chamados a dar o seu contributo para sair dela.
Alguma coisa-e rapidamente -terá que mudar na presporrância deste discurso de alguns Mexias que há por aí, que tão mau aspecto dão de uma sociedade onde deveriamos começar a ser uma família.
 
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A náusea
user178221 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:32 | Terça feira, 13 de abril de 2010
O jornalista tem razão: não há forma desta gente de poder ter um pouco mais de contenção e de vergonha. Tão cegos estão na ânsia de se empanturrarem depressa e mal que nem sequer se apercebem que se transformaram em verdadeiros e odiados inimigos públicos da sociedade. Por outro lado, não há forma do poder político (que mansamente prepara a sua cama para futuro descanso) ajudar seriamente a por um travão neste sujo escândalo.
Nuno Costa
 
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Uns gananciosos, estes trabalhadores
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:01 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Comissão de Inquérito sem provas contra Sócrates
por JOÃO PEDRO HENRIQUES E MARINA MARQUESHoje

Deputados da oposição já consultaram documentos enviados à comissão de inquérito. E em nenhum viram provas do envolvimento do primeiro-ministro.

O espólio documental ao dispor da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao caso "PT/TVI/Sócrates" vai crescendo mas, até agora, segundo deputados da oposição ouvidos pelo DN, nenhum deles permite concluir preto-no-branco que o Governo (ou José Sócrates) estavam informados das intenções da PT sobre aquela estação antes de haver notícia pública do negócio (23 de Junho do ano passado).

 
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isto são casos. Então as ideias?
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:51 | Terça feira, 13 de abril de 2010
DO, aplica a velha fórmula de apontar casos sem ir às causas.

Eu sei que isto é um blogue, espaço que é de cada um, oportunidade de se mostrar como se é, sem peias.

E você, mostra-se como um indivíduo de enorme futilidade política. É a indignação com a espuma das “coisas”.

Você, direcciona o seu ataque: exclusivamente à competência reconhecida, diluindo os restantes "convivas".

Recordo o Presidente da TAP e agora FO.

Quando digo que “dilui”, é quando esquece os “rapazes” impostos pelo(s) governo(s). Realço neste caso, Fernando Gomes, pessoa de reconhecido “mérito” no mundo dos petróleos.

Como tal o Estado perde a força moral de intervir ou influenciar o comportamento em algumas empresas. Porque na realidade, estas empresas são o PPR dos políticos.

Tudo isto se deve à “força” do Estado. Força que você teme ver reduzida. Tudo com o Estado, nada sem o Estado.

Se fosse outra empresa, sem dimensão de interesse político, ou daquelas que não “acoitam” políticos reformados, já do Governo teria ouvido um sussurro de indignação.

Se pesquisar as empresas públicas, vai encontrar exemplos semelhantes ou mesmo piores. Mas os políticos que propõem (mesmo que se desconfie da aplicação), afastar o Estado dos negócios, você não realça.

Você é mais pelo Estado “entrar” nos negócios todos. E quem é contra é inimigo do Povo.

Fico a aguardar, terminada a espuma, que nos fale da sua ideia do que fazer com a substância.

 
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Uns gananciosos, estes trabalhadores
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:56 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Isto é mais um escândalo nacional dos muitos a que já estamos habituados. É éticamente reprovavel e moralmente escândaloso, quanto mais se nos lembrarmos da situação economica que o Mundo e Portugal se encontra. Mais grave ainda porque foram precisamente as politicas neo-liberais que a tal nos conduziram e que muitos ou a maior parte defende. Por tal facto também não é de admirar que Manuela Ferreira Leite ache demagógico cortar nos salários e reformas douradas. Até lhe posso dar alguma razão que não vai resolver o problema só por si, mas não tenho duvida que tudo o que vem à rede nos tempos que correm é bem vindo. No entanto não deixava de ser um sinal para sindicatos e trabalhadores em geral, que desta vez a crise é para ser paga por todos e não sempre pelos mesmos, os quais em nada para ela contribuiram. Foi também por tais razões que se deu a Revolução Francesa e também a Russa. Os factos historicos não se repetem mas sucedem-se e os erros também.
 
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    Ó Toni2, mas a Manuela F. Leite, já não manda.    Ver comentário
maispapistaqueopapa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:03 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: Ó Toni2, mas a Manuela F. Leite, já não manda.    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:01 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: Ó Toni2, mas a Manuela F. Leite, já não manda.    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:05 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Passos Coelho por puro oportunismo...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 12:09 | Terça feira, 13 de abril de 2010
defende que tem que se tirar os negócios do Estado. Aproveitando-se das injustiças criadas pelo PS nessas empresas. O que ele quer é espoliar o Estado ainda mais e entregar à mesma minoria de sempre os grandes lucros dessas empresas que ainda restam com alguma intervenção do Estado. Depois quem tem que equilibrar o deficit do Estado são os cidadãos. Passos Coelho não passa de um ultra liberal que devia era ir trabalhar para a estiva...porque quer piorar a catastrofe social em que o seu partido é um dos principais responsáveis...Quanto mais se retirarem recursos do Estado, mais os cidadãos têm que pagar e são prejudicados em benefício de uma minoria de sempre...
 
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É simples
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:15 | Terça feira, 13 de abril de 2010
A administração que faça a manutenção, assim poupam muito dinheiro, e provam que merecem o salário que auferem?
Já não á tubarões, HÁ ORCAS.
 
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É a vida...
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 13:40 | Terça feira, 13 de abril de 2010
"Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos." (Churchill)

"Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Mas esperava-se bastante mais dela e, já agora, também da famosa Ética Republicana e Laica". (Kinikós).
 
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Eles comem tudo...
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 9:22 | Terça feira, 13 de abril de 2010
... e não deixam nada, dizia a canção. Mas a canção não perde actualidade.
 
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os aproveitadores
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 9:31 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Não são só os administradores que roubam, nem é só por causa deles que Portugal está na penúria.
Cada um à sua escala, todos os implicados exploram os que menos têm. Os administradores desviaram-se da ética, mas as centenas de milhares de empregados do Estado e das empresas participadas do Estado chupam os outros portugueses até ao tutano. Professores, enfermeiros, magistrados, médicos, pilotos, maquinistas, etc, todos roubam o que podem. Salários mais altos e garantidos, reformas antecipadas, menos horas de trabalho, mais dias de férias, maior absentismo, greves sem fim...

 
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    Re: os aproveitadores    Ver comentário
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: os aproveitadores    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 11:50 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: os aproveitadores    Ver comentário
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:01 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: os aproveitadores    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 13:38 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: os aproveitadores    Ver comentário
Incontrolável (seguir utilizador), 1 ponto , 11:54 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: os aproveitadores    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 13:27 | Terça feira, 13 de abril de 2010
    Re: os aproveitadores    Ver comentário
Antóniosilva (seguir utilizador), 1 ponto , 20:18 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Equidade
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:03 | Terça feira, 13 de abril de 2010
O artigo ilustre bem a REALIDADE nacional. De um lado a meia-duzia de sangue-sugas do regime, a viverem como sheiks ou oligarcas, numa situação sem paralelo no ocidente, para do outro lado estarem os restantes milhões de Portugueses que vão conseguindo, com cada vez maior sacrificio, sobreviver.

A imoralidade destes salarios, quando comparados com os dos seus congeneres europeus ou norte-americanos, é escandalosa. Lá um CEO vale, em termos salariais, 10 ou 15 vezes o trabalhador menos remunerado da sua empresa. Cá Mexia absorve 500 salários minimos.

E a composição dos (vários) conselhos? É o regabofe completo. São necessários mais de 20 administradores, entre executivos, não-executivos e honorários.

O chupismo atinge uma dimensão nunca vista com a multiplicação dos beneficios, enquanto os Portugueses estão e ficarão sem aumentos, apesar da perca do poder de compra gritante da última decada.

É a equidade segundo os nossos governantes.
 
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E aonde pára o Teixeira?????
Alvares_Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Isto é muito lindo mas ninguém faz nada.... E além disso, apontam as baterias para administradores e funcionários públicos sem sequer se lembrar que existe um governo eleito para que não deixe estas imoralidades acontecerem. O papel de máximo gestor e orientador cabe ao estado e na 1ª figura do seu Governo, o Dr. Teixeira. As sanguessugas estatais apenas o são porque as deixam ser. É da natureza humana aproveitar todas as oportunidades nem que para isso se dobre a ética que muitos nem sequer nasceram com ela. Já estou como os "Gatos" - Falam, falam, falam, mas não fazem nada." E nós aparecemos disfarçadas de virgens pudicas e dizemos – “é indecoroso tanto pobre com fome”. É indecoroso “o caraças”, se fosse o "Quim Dabintes" Administrador da Galp faria exactamente o mesmo, recebia o máximo que pudesse receber. Enquanto o Governo não impuser regras claras e tectos salariais a Administradores e outros "chupistas" não vamos a lado nenhum. É triste saber que culpa também é minha...e vossa.
 
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Ganâncias
anticorporativo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:29 | Terça feira, 13 de abril de 2010
Infelizmente o Daniel apenas foca a Galp.
Mas há muitos meninos todos pipis e que costumam aparecer na TV, todos CEO´s COO´s e por aí fora, que não são senhores 3%,mas sim, senhores 10%.
E ainda têm a lata de dizer que os trabalhadores no seu todo são incompetentes, se as respectivas empresas não alcançarem metas de lucro verdadeiramente impossiveis.
Gente que tratou de correr com quadros qualificados e colocar lá os amiguinhos todos e mais alguns, a perder de vista.
 
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solidariedade....................
pedo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:36 | Terça feira, 13 de abril de 2010
estamos a fazer contas em separado de mexias, bavas, ganadeiro etc......façam as somas e vejam quanto desfalcam ao bolso do contribuinte.
Estas noticias tem de ser tema em destaque na capa de jornais em ponto grande, tema de abertura de telejornais etc.... a comunicaçao social tem de dar visibilidade a esta vergonha nacional.
Será este o pais que vou deixar para o futuro dos meus filhos, porque ao votar estou a contribuir para isto.
Para quê os combustiveis mais caros, para encher o bolso de meia duzia de gestores, que se destribuissem os lucros pelos trabalhadores lhes davam uma grandeeeeeee alegria . SENHORES GESTORES sejam solidarios e não nos tirem o pouco que temos
 
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O paradigma da Reciprocidade no Estado Social !
SIULUX (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Terça feira, 13 de abril de 2010

Finalmente, e porque o tempo urge e os ladrões são mais que muitos, os portugueses começam a acordar para a dura realidade e a perceber de que o Estado Social se esgota se o princípio dos vasos comunicantes não funcionar plenamente, isto é, se os Direitos e os Deveres estiverem intima, activa e permanentemente ligados e funcionáveis.

Este paradígma de Reprocidade é a condição " sina qua non " da sobrevivência do próprio Estado, como garante dos Direitos e guardião dos Deveres de todos os cidadãos.

É imoral, injusto e vergonhoso que qualquer pessoa receba o que nunca mereceu e passe a vida a ser um sugadouro do suor de quem contribuiu arduamente para o fundo de solidariedade social, mas é " irracional ", irresponsável e criminoso que tais " parasitas " possam beneficiar da complacência do Estado ou de quem, incumbido de aplicar a lei e zelar pelos interesses e a existência do próprio Estado, que paga, passa a vida a traí-lo.

O futuro e os fundamentos do próprio Estado estão ameaçados de colapso iminente por tais comportamentos e incúrias, porque ninguém sabe ao certo em que estado se encontram as finanças públicas.

Se fossem pessoas de bem e cidadãos honestos, exigentes e responsáveis,os portugueses já teriam " descoberto " uma maneira de acabar com as práticas mafiosas que reinam impunemente nas cúpulas do Estado e chamado à pedra quem deixou a Nação descer tão baixo.

Mas, decididamente, ou Portugal está entregue a " bichos " desprovidos do mais elementar es
 
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