21 de abril de 2014 às 9:03
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Universidades sem dinheiro para pagar salários

Conselho de reitores pede ao ministro Mariano Gago 20 milhões de euros para conseguir suportar despesas básicas.
Isabel Leiria

Parte das universidades públicas não conseguirão pagar os salários dos seus professores se não receberem mais dinheiro do Ministério do Ensino Superior. O aviso foi feito pelo Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) numa carta enviada a Mariano Gago no início do mês e citada na edição de hoje do "Diário Económico".

No documento subscrito pelo CRUP, fala-se numa "insustentável situação orçamental" que afecta "parte significativa das universidades públicas". Os reitores garantem que, se não houver um reforço das verbas transferidas para as instituições, estas "serão incapazes de cumprir em 2009 os compromissos salariais que assumiram em nome do Estado".

O presidente do CRUP e reitor da Universidade de Coimbra diz que serão precisos, para já, 20 milhões de euros, verba que poderia ser retirada da "reserva para a recuperação institucional e reforços". Esta rubrica está prevista no Orçamento de Estado do Ministério do Ensino Superior para este ano, mas as regras de distribuição ainda não são conhecidas, explica o "Diário Económico".

De acordo com as contas do CRUP, os encargos das universidades em 2009 subiram cerca de 15% (sobretudo devido às contribuições para a Caixa Geral de Aposentações que passaram a ser assumidas pelas instituições), enquanto as verbas transferidas pelo Estado aumentaram apenas 3,8%.

Comentários 39 Comentar
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UM PAÍS AOS PEDAÇOS
Todos sabemos que este governo quer as UNV debaixo da pata da OMC para poder ser tratada como um objecto qq
Só que o primado da educação é um princípio que se encontra nas fontes clássicas do pensamento pedagógico. É um primado antropológico, psicológico, moral, económico, político e jurídico
- É um primado antropológico, porque um ser humano não nasce como a deusa grega Atena É o único ser vivo que tem real necessidade e verdadeira capacidade de educação. A educação é um poder-ser, cuja ontologia é, citando E. Bloch, "uma ontologia do ainda-não-ser (...) uma verdadeira ontologia utópica"
- É um primado psicológico, porque nós somos o que fazemos de nós, mas começamos por ser o que fizeram de nós. Somos principalmente o que a educação faz de nós, para nós, com ou sem nós, ou apesar de nós, eventualmente contra nós. Cada ser humano é esculpido pela sua educação, pelos ventos e marés da sua vida, mas também pela sua acção, pela sua capacidade de revolta
- É um primado moral, porque o ser humano, mais do que como animal racional, pode ser definido como animal moral. Na verdade, um ser humano vive (e pode morrer ou matar) pelos sentimentos e valores depositados no "poço do ser" da sua infância
É um primado económico, como se reconhece cada vez mais
É um primado político, porque só na polis (cidade) o ser humano pode realizar a sua natureza
Assim, o garrote do dinheiro vai matar a única via que poderiamos ter para crescer O PS encolhe-nos e nós deixamos Estou revoltado
no país do magalhães...
temos dinheiro para novas auto-estradas inúteis
temos dinheiro para novos aeroportos
temos dinheiro para oferecer magalhães
temos dinheiro para tapar buracos de bancos corruptos
temos dinheiro para TGV's
temos dinheiro para aumentos de 600 euros para os directores de escola
...
mas o ensino está falido...
as empresas estão falidas...
as famílias falidas...
Que País? Ver comentário
E os reitores estão isentos de culpa ?
O que eu gostaria de saber é onde é que foi parar o dinheiro. Os salários não estavam orçamentados desde o principio do ano ? Se não estavam há uma manifesta incompetência na orçamentação. Se estavam, onde é que foi parar o dinheiro ? Gastaram em quê ? Impõe-se que os reitores, antes de pedir o dinheiro, expliquem muito bem esta questão. Ou será que, apesar de estar orçamentado e aprovado pela tutela, o dinheiro não chegou às Universidades ?
Re: E os reitores estão isentos de culpa ? Ver comentário
Re: E os reitores estão isentos de culpa ? Ver comentário
QUE JOGO É ESTE?
Estamos em Abril e as Universidades não têm dinheiro para pagarem aos professores e funcionários até ao fim do ano? Que jogo é este? É para fecharem? É para serem enfraquecidas dos seus professores? Um ministro que não consegue atribuir recursos suficientes a instituições públicas de ensino não devia demitir-se, em coerência?
Se fosse eu a escrever esta notícia, ouvia também o ministro, questionava-o da veracidade, do porquê e qd tencionava transferir recursos suficientes para as UP.
Rui Ramos
convem primeiro confirmar a Veracidade da noticia Ver comentário
É a brincar ou a sério?
Não entendo que se possa chegar a uma situação como esta: as instituições universitárias estarem, se entendo bem a notícia, à beira da paralisia. E a pergunta é: porquê? Quem tem a responsabilidade? Em meu entender, um governo que não valorize suficientemente o conhecimento e a educação é, necessariamente, culpado. Mas Universidades onde o não-te-rales, o deixa-correr-que-logo-se-vê, o não-há-de-ser-nada, feitos sistema, dá, justamente, nisto: numa óbvia e vergonhosa desconsideração em relação a um sistema que devia estar na vanguarda da respeitabilidade, do bom senso, da justiça administrativa, da inovação, do humanismo, da educação, do futuro de Portugal. Assim, sendo como diz a notícia, apetece-me apenas dizer: que falta de vergonha! Que desplante! Que desleixo! Que ridículo!
Que merda de Governo é este?
Meus Caros:
Como pode ser possível assistir a anúncios de novas obras?! -aparentemente levadas a cabo pelo Gv - com custos assinaláveis, como já foram amplamente abordados na AR e, em contraponto, assistir ao pedido do Conselho de Reitores no reforço de 20M€ para suprir custos básicos de exploração?
É verdade que as Universidades não têm dinheiro para pagar aos seus professores e funcionários; veja-se o caso gritante da Faculdade das Belas-Artes do Porto que está entupida financeiramente: mandou fechar a cantina e encerrou a reprografia!!!!
Como pode este Gv "marimbar-se" para o ensino!!! Ou será que vai mandar alterar os CV dos cursos para que todos nos licenciemos "à Sócrates"! Não posso sequer admitir, em tese, que um governo socialista coloque em crise um direito constitucionalmente previsto e se abstenha de sustentar o ensino público.
Bardamerda para este governo e o seu PM.
Re: Que merda de Governo é este? Ver comentário
Qual o espanto ?
Enquanto se for assistindo á instrumentalização dos mais variados sectores da sociedade portuguesa, incluindo as Universidades, as quais têm sido tranformadas em coutadas políticas, os recursos, por mais abundantes que sejam, vão-se esgotando. Como diz o refrão da música de intervenção : "Eles comem tudo e não deixam nada". Decorridos que estão 35 anos sobre a revolução dos cravos (ou será dos cravas ?) e ouvindo as letras de muitas músicas de intervenção, é espantosa a actualidade das mesmas. O que se dizia dos tipos do antigo regime (dito ditatorial) assenta que nem uma luva aos políticos dos nossos tempos.
Realmente...Alguma coisa não está bem
Cada vez há mais alunos no Ensino Superior,por exemplo este ano lectivo entraram mais de 110.000,quando eu entrei, há uns 33anos,havia cerca de 45.000 candidatos ao Ensino Superior,mas só conseguiram entrar 11.000 candidatos.
Agora entram todos os candidatos e ainda sobram vagas.
As propinas estão caríssimas,cerca de 500€ por semestre nas Licenciaturas(que hoje têm uma validade semelhante à dos antigos Bacharelatos,e os Mestrados agora equivalem às antigas Licenciaturas.
Isto depois da aplicação do tratado de Bolonha,que favoreceu a estabilidade económica e profissional das Universidades,porque a Licenciatura ao passar para 3 anos e ao ser necessário o Mestrado para exercer a profissão correspondente ao curso,a estadia no Ensino Superior passou a durar 5 anos,logo em geral mais um ano.
Esta alteração permitiu que as propinas das licenciaturas que já estavam caras(e tinham sida introduzidas há poucos anos atrás),passassem, com a obrigatoriedade da frequência dos 2 anos de Mestrado, a serem muito mais caras,passando as propinas semestrais na maior parte dos casos a custarem mais de 1000€ por semestre disfarçadamente nos Mestrados.
O aumento excecional do valor das propinas, acrescido da permanência no Ensino Superor de mais um ano que contribuiu para que houvesse mais horários para os professores,logo, o Tratado de Bolonha contribuiu para a estabilização do corpo docente no ensino superior e com as propinas caríssimas para o auto-financiamento das Universidades.
Enfim...
Re: Realmente...Alguma coisa não está bem Ver comentário
Re: Realmente...Alguma coisa não está bem Ver comentário
Re: Realmente...Alguma coisa não está bem Ver comentário
Re: Realmente...Alguma coisa não está bem Ver comentário
...
somos um país diferente.
QUAL É O PROBLEMA ?
As Universidades Públicas têm que competir com as Univesidades Privadas. Vender diplomas por via fax e sobretudo ao Domingo, que dá mais dinheiro.
Vamos a isso...
Propaganda dual
A paixão socialista
pelo ensino de qualidade,
esbarra numa política irrealista
de duvidosa aplicabilidade.

Com a falência das universidades
e toda a propaganda dual,
este é o resultado de prioridades
de eficácia residual.

O mexilhão realista,
com sentido de oportunidade,
considera miserabilista
o acutal nível de democraticidade.
Re: Propaganda dual Ver comentário
Então, então !!!!!!!!!!!

Tanto mestre, tanto doutor tanto pós-doutor e não conseguem gerar uns recursos ?!!

Querem a mama do estado e empreguinho fixo para toda a santa vidinha, é ?

A mama acabou-se.

Toca a vergar a mola.

Claro que no meio de tanto emprego efectivo para todo o sempre, há alguns dedicados e até com espírito de iniciativa.

Todavia, a maioria não produz nada de jeito a não ser uns "estudos" que leiem entre eles (ou fazem que leiem !!!).
Dia 15, dia de Luta!
aqueles que deturparam o sentido das palavras,
porque vivem da confusão,
não sabem que é do caos que nascem e nascerão os mundos.
Ah, que para além do sentido das palavras
há o sentido do tempo
para quem o sentir!

Papiniano Carlos

Cantar
é empurrar o tempo ao encontro das cidades futuras
fique embora mais breve a nossa vida.

Carlos de Oliveira

Em tempos nos quais os telejornais consagram metade da sua duração às notícias do futebol, e arrumam a secção Cultura & Arte nos últimos cinco minutos da emissão, é (quase) fácil fazerem de conta que nós não existimos, que não somos necessários.

Numa sociedade em que a engrenagem funciona pelo estímulo ao consumo, onde as pessoas se transformam, graças à magia dos gestores, em números na linha de um gráfico, é (quase) tentador converter um espaço onde não se produz senão Conhecimento num bibelot: peça de colecção em segundo plano, atrás das Faculábricas de produção em série de mão-de-obra, impregnadas de uma retórica do «empreendedorismo» que facilita a moldagem de estudantes em pequenos executivos, munidos apenas e só dos instrumentos essenciais para melhor servirem o «mercado de trabalho».

Vivemos tempos em que a Universidade ameaça reduzir-se a incubadora das multinacionais. Bolonha tirou-nos o tempo e a calma necessários a uma formação sólida e de qualidade, a que temos direito. O RJIES aliena a Universidade à lógica dos mercados: o lucro, deixando assim de haver lugar a espaços de formação para o espírito crítico, como...
Dia 15, dia de Luta!
...deveriam ser as Faculdades. O futuro não se afigura sorridente: as linhas de acção convergem num ponto onde a Universidade já nem é Pública, nem Universal, nem é Universidade sequer – somente a máquina de produção em série de trabalhadores mal preparados, flexibilizados e acríticos do mundo de amanhã, onde PROTESTAR será já um interdito.

Antes que seja tarde demais, é nosso dever AGIR: mostrar à sociedade que o futuro que alguns tecem com teias de ferro será o nosso presente, e esse presente envenenado não passará – queremos uma OUTRA Universidade, ao serviço do Conhecimento, ao serviço da Sociedade, onde aprender não seja um contra-relógio, onde os diplomas não se tirem à pressão e em seis semestres.

Porque queremos uma Universidade do Saber com Sabor, aberta a todos, vamos juntar-nos para trocar ideias sobre o Ensino Superior: Quarta-feira (dia 15), data em que se assinala a morte de Jean-Paul Sartre, ocuparemos pacificamente o Anfiteatro Exterior ("Banheira") da nossa Faculdade,(Faculdade de Letras da Universidade do Porto) promovendo, ao longo do dia, discussões abertas a toda a comunidade, intervenções individuais, leitura de textos, partilha de poemas, tudo em espírito académico e interventivo. Traz os teus poemas, ideias, polémicas.

15 DE ABRIL: DIA DE LUTO PELAS TENTATIVAS DE ASSASSINATO DA UNIVERSIDADE PÚBLICA
OCUPAÇÃO DA BANHEIRA AO LONGO DO DIA, JUNTA-TE A NÓS.
Há dinheiro!
Então... para onde vai o dinheiro das propinas??
Para onde vai o dinheiro dos protocolos assinados com os PALOPS? Eles também pagam ou não??

Mais uma vez se assiste à aniquilação de instituições públicas de valor em prol da Privatização de empresas e instituições, neste caso das Universidades!

Fecham Hospitais e Escolas
Dizem que é para poupar dinheiro...
Depois andam a pedir esmolas!
Tudo ideia do Primeiro!

Fecham Escolas e Hospitais
Dizem que é para poupar a guita
Fazem manobras tais
Que este Portugal já irrita!

Quando isto for um brasil,
Ou mesmo uma venezuela...
Não duvidem do fuzil
nem se aproximem da janela!

Temos de bater a pala encostados às paredes
Fazem dos contribuintes otários,
Andam de Audis, Bm's e Mercedes
E não têm dinheiro para salários!

Ah xico espertismo lá te vais safando...
Até quando??

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