A maioria dos 23 arguidos do caso Universidade Independente (UNI) disse hoje,em julgamento, que pretende prestar declarações, mas apenas o professor universitário Joaquim Mota Veiga o quis fazer logo na primeira sessão.
Mota Veiga, que está acusado de sete crimes de associação criminosa, abuso de confiança, falsificação de documentos e burla, diz achar estranho estar acusado por crimes que não cometeu e com os quais não foi confrontado na fase de inquérito.
O fundador da UNI referiu que está a responder por "factos que lhe são estranhos" e que no interrogatório da Polícia Judiciária apenas foi confrontado com "dois ou três factos", nomeadamente a emissão informática de ações, tendo os restantes "aparecido mais tarde".
Hora e meia de atraso
A sessão da manhã, que começou com uma hora e meia de atraso marcou o início do julgamento e, além do breve depoimento de Mota Veiga, foi marcada pela identificação dos arguidos.
Desta vez o arguido Carlos António Pereira Patrício, acusado de fraude fiscal, compareceu à sessão, mas não levou advogado, tendo sido nomeado um oficioso. Amadeu Lima de Carvalho, alegado acionista maioritário da empresa detentora da extinta UNI (SIDES), o ex-reitor Luiz Arouca e o ex-vice-reitor Rui Verde são os principais arguidos do caso.
Estão acusados de dezenas de crimes que vão desde associação criminosa, abuso de confiança, fraude fiscal, burla, corrupção e falsificação.