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UNESCO confirma adesão da Palestina

Bandeira do país do Médio Oriente já foi hasteada na sede da organização em Paris.

com AP |
Presidente palestiniano mostrou-se satisfeito pela adesão do seu país à UNESCO
Presidente palestiniano mostrou-se satisfeito pela adesão do seu país à UNESCO / Ian Langsdon/EPA

A UNESCO confirmou hoje a adesão da Palestina à agência cultural das Nações Unidas, em Paris, depois de ter sido votada em outubro passado.

"Este é um momento verdadeiramente histórico", afirmou o Presidente palestiniano Mahmoud Abbas, num discurso pontuado por muitos aplausos e ovações de pé.

"Esperamos que este seja um bom auspício para a Palestina se tornar membro de outras organizações", referiu Abbas.

A votação para a integração da Palestina levou os EUA a tomar a decisão de cortar os fundos para a agência. Esta interrupção de fundos obrigou à redução de programas de alfabetização e desenvolvimento em países como o Iraque, o Afeganistão ou o recém-criado Sudão do Sul.

Os palestinianos também pretendem uma adesão completa às Nações Unidas, mas os EUA ameaçaram vetar esta medida, defendendo que primeiro deverá ser feito um acordo com Israel.

Influência dos EUA


As autoridades norte-americanas criticaram a decisão da UNESCO por colocar em risco todo o trabalho da comunidade internacional em direção a um plano de paz para o Médio Oriente, e que poderá ser uma distração do objetivo de reiniciar as negociações diretas entre Israel e a Palestina.

Todos os anos, os EUA contribuem com 80 milhões de dólares, o que equivale a 22% do orçamento geral da UNESCO. A contribuição relativa a 2011 ainda não tinha entrado até as leis entrarem em vigor, o que deixou imediatamente a UNESCO em crise. Agora, há vários países a exercer pressão sobre os EUA para que continuem a enviar fundos.

A UNESCO é conhecida pelos seus programas para proteger as culturas através da World Heritage , mas a sua missão principal também inclui atividades para ajudar a erradicar a pobreza, assegurar água limpa, ensinar crianças a ler e promover a liberdade de expressão.


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Aos poucos
a comunidade internacional vai atribuindo à Palestina o papel que há muito ela deveria ter direito: ser um par das restantes nações do nosso planeta.
A atitude dos EUA apenas revelam o que sempre foi um dado adquirido: prestam-se a ser os castigadores de todos os que apoiam as pretensões palestinianas. Sempre foi assim desde que os colonos europeus de origem judaica pretenderam arranjar uma colónia exclusiva para eles.
Não será isso que, mais tarde ou mais cedo, irá impedir os palestinianos de fazerem parte da comunidade de nações.
O Iraque, o Afeganistão ou o Sudão do Sul, têm nos EUA, um dos grandes apoiantes...
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Edição Diária 17.Abr.2014

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