Os principais inimigos dos livros são "os homens, que os queimam, censuram, encerram em bibliotecas inacessíveis e condenam à morte os seus autores. E não, como se ouve, a Internet". São palavras do escritor italiano, Umberto Eco
, em entrevista hoje publicada no jornal "La Stampa
".
Para o autor de "O Nome da Rosa
", "a Internet ensina os jovens a ler e serve para vender imensos livros", defendendo, por isso, uma colaboração estreita entre as novas tecnologias e o mercado editorial, nomeadamente através da produção de livros electrónicos.
"Até hoje nunca usei um 'e-book', mas se tivesse de transportar dez mil páginas, usava-os com muita satisfação. Para ler um romance já não sei.", afirma.
Eco, Prémio Príncipe das Astúrias em 2000, assegura que o livro electrónico pode atrair novos leitores, e dá como exemplo um pirata informático que começou a ler "D. Quixote de la Mancha
", de Miguel de Cervantes
, graças a um e-book.
Para o escritor italiano, a Internet é a "mãe de todas as bibliotecas".