No final último trimestre de 2011 encontravam-se no desemprego um milhão e 57 mil portugueses. Com efeito, à taxa oficial hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os tais 14% (770 mil desempregados) é preciso somar os 286 mil que, apesar não terem emprego, também não procuraram trabalho ativamente.
De acordo com os dados do INE, no quarto trimestre de 2011, havia 203 mil inativos disponíveis (mais 5% que no trimestre anterior) e 83 mil inativos desencorajados (mais 9,1%).
Se considerarmos os inativos disponíveis ou desencorajados (pessoas disponíveis para trabalhar mas que não procuraram ativamente emprego), obtemos uma taxa de desemprego ajustada de 18,2%.
Fazendo fé nos números do Instituto de Emprego e Formação Profissional, também hoje divulgados, em janeiro encontravam-se inscritos nos centros de emprego 637.662 pessoas, o que representa um crescimento de 14,4% em relação ao mesmo mês de 2011 e 5,4% face a dezembro.