20 de junho de 2013 às 12:05
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Um boy e um morto - descubra as diferenças

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

Ser um boy é o melhor currículo que se pode apresentar. Até porque no limite nem sequer é preciso existir verdadeiramente um currículo. Pelo menos daqueles correntes, que as pessoas usam para se candidatarem de forma tradicional a um emprego - com informações fidedignas e reais. Para um boy o currículo é ele próprio, a embalagem, mesmo que vazia. Basta existirem fisicamente. Não é necessário terem curso superior, pós graduação (mesmo que tirada antes da licenciatura) ou doutoramento. Não é requisito ser especialmente inteligente, dotado ou desenvolto em determinada área ou especializado numa qualquer função. Não é preciso ter conhecimentos técnicos ou teóricos, trabalho feito, obra criada ou uma carreira. Não é preciso falar, saber escrever, emitir sons ou sequer grunhir.

É apenas conveniente ter as quotas do partido em dia ou pagá-las à pressa e um ou dois padrinhos dentro do aparelho que saibam mexer os cordelinhos. Isto ou ser nomeado diretamente por uma qualquer besta-quadrada com mais poder que cerebelo e com uma agenda ou ficheiro de computador com nomes por preencher.

Aparentemente, e a acreditar no que se tem descoberto nos últimos tempos, um surdo-mudo com 95% de cegueira seria capaz de desempenhar milhares de cargos dos mais bem pagos deste país. Todos, sem exceção, sustentados pelos contribuintes. Estou até convencido, após reflexão de alguns (breves) minutos sobre o assunto, que alguns cadáveres seriam mais úteis em funções desempenhadas por altos cargos de empresas do sector público do que alguns por ali andam a sacudir o pó da incompetência. Por variadíssimas razões sendo a mais óbvia a de que ambos, morto e boy, possuírem intrinsecamente a mesma capacidade de produção. O morto porque não pode, o boy porque não sabe. O boy é um inútil. Um parasita. O morto é um morto. Só e apenas.

A segunda passa pelo facto de um morto não delapidar estupidamente os cofres do Estado. O morto não necessita de um carro de alta cilindrada com chauffeur, não tem a necessidade de ter um telemóvel com plafond ilimitado, não viaja com um cartão de crédito dourado no bolso. A única viagem do morto num Mercedes será numa carrinha funerária, envolto em ramos e coroas de flores direto para o outro mundo. Ao contrário do boy, o morto não causa qualquer tipo de danos ao erário publico. O morto pode ser pesado mas não é um peso morto para a Economia. Enquanto o morto é enterrado o boy enterra o país.

Conclusão (com um ligeira adenda da minha parte) e pegando na mítica frase do Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, após o terramoto de 1755: enterrem-se os mortos, despeçam-se os boys e cuidem-se dos vivos. 
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Boys e Girls na versão mesquiteira
Lutar contra moínhos de vento é para rir/chorar numa altura dramática das contas públicas. Não arranja propostas positivas, nada. Só moínhos de La Mancha. Triste.
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Não se brinca com os mortos
Não tem piada nenhuma.e é de muito mau gosto literário.
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Re: Não se brinca com os VIVOS Ver comentário
TM
Ser boy não é ter alguma espécie de competência, basta ser socrático.
Deixe os Boys e concentres-e na Bola
Já foi ver a capa do Jornal A Bola hoje?

Que vergonha! Um ataque DIRECTO a um dos principais activos do Benfica e logo a seguir ao "acontecimento" de ontem!

Será que ao espalhar o seu veneno se terá enganado Sr. Mesquita? Será o Jornal A Bola, onde escrevem entre outros notáveis portistas Miguel S. Tavares e Rui Moreira, não tão Benfiquista como o Sr. quer fazer querer aos seus seguidores? Nomeadamente o fmart8 ou lá como ele se chama?
Re: Deixe os Boys e concentre-se na Bola Ver comentário
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Parvos não somos...
...e em vez de sermos boys temos de nos fazer man antes que a vida passe por nós. Talvez seja por isso que eles parecem vazios de conteúdo, pois não sabem o que a é a vida, o que ela custa e o que ela dá. Passam por ela, da mesma forma que um morto já não pode passar. Dia 1 de Novembro devia ser feriado para comemorar o Dia de todos os boys. Seraim distribuídos cartões de crédito dourados, telemoveis de última geração mais viaturas com Ambrósios aos melhores boys do ano.

São vários os problemas que cnseguimos identificar que de vez em quando pergunto a mim mesmo se não somos mesmos parvos, pois por mais que se ande para a frente há vícios que fazemos questão em manter. Fumar é uma opção própria de cada um e é a pessoa (normalmente que sustenta o vício), agora sustentar boys já é algo que me ultrapassa.

A ver se Portugal tem um rumo diferente a partir de Junho. Se não for no campo financeiro, que o seja, ao menos, no campo dos valores, pois são estes o verdadeiro barómetro do desenvolvimento de uma sociedade. Como desenvolvimento está num campo oposto ao da morte, penso que os boys não caberão nessa equação.

 
Respeite-se os mortos, enterre-se os bois...
... E cuide-se dos portugueses.

Como se há-de executar esta directiva de elementar sanidade quando o «pobinho» elege qualquer criatura bem-falante e fotogénica sem sequer querer saber o que fez ela na vida que garanta que vai executar as suas responsabilidades com competência?
Não é perfeitamente natural que esses «eleitos» dêem depois um empurrãozinho aos seus clones partidários?

Veja-se agora o Zé Pinto. Depois de tudo o que este cavalheiro fez, não fez, e mentiu, o bom do povo vai reconduzi-lo em braços. Não? Esperem para ver...
O bom do povo podia procurar informar-se acerca da obra do cavalheiro? Vai fazê-lo? Não têm tempo que a novela dá tarde...

Para já estamos condenados a isto. Mas há-de mudar. E a mudança há-de começar por grande parte da chamada «geração rasca». Eu acredito.
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Puro
Bem... à velocidade de 17 nomeações por dia por parte do governo dos boys, preferia vê-los todos mortos. Não é piada de mau gosto, é mesmo cinísmo puro.
Sim, sim
Sem dúvida que são parasitas, vivem e prosperam com o dinheiro, dos nossos impostos. Mas a culpa da sua existência é nossa, por não denunciarmos e criticarmos pessoalmente os referidos boys, que todos conhecemos nas nossas vidas. Por receio de represálias no trabalho ou na esperança que nos metam uma cunha para um qualquer favor.
Diferenças
Há mais uma diferença enter os mortos e os boys/girls: os primeiros têm todos nome, os segundos nem por isso. Talvez o ilustre cronista possa ajudar e fornecer uma lista, mesmo incompleta, de boys/girls, com os respectivos currículos inexistentes, recentemente nomeados para cargos públicos ou empresas públicas.

Muito grato antecipadamente pelo esclarecimento,

GR.
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FMI Já !!!!!
Meu caro Tiago, concordo plenamente consigo, acho até que tanto faz serem boys do PS como do PSD/CDS são tudo farinha do mesmo saco.
Desde 25/04/1074 que somos governados por esta corja de chupistas, está na hora de os mandar-mos às malvas e exigirmos a entrada do FMI, só assim poderemos ser governados por alguém que perceba alguma coisa desta merda.
Re: FMI Já !!!!! Ver comentário
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O TM tem razão...
Quando deixa de baboseirar relativamente ao futebol, o TM até diz umas coisas que se aproveitam...
Um dos maiores males do desgoverno sócatas foi o multiplicar dos boys..
Para além dos boys, foi o multiplicar de favores aos amigos empresários que resultou no aumento da nossa dívida para mais do dobro...
Agora os portugueses que paguem!
O mais estranho é que ainda haja quem defenda um bandido destes...
BOYS BOYS BOYS
parece-me que o tiago mesquitela é um boy
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RELÓGIO AVARIADO
Lá diz o povo: "Até um relógio avariado está certo duas vezes num dia".
Pode não ser o caso, mas parece.

Não posso deixar de subscrever por inteiro a "crónica" de TM, desta vez.

Os "tugas-comuns" deveriam estar mais atentos aos bailinhos que os"tugas-chico-espertos" fazem com a frequência da rotação terrestre.

Eu, porém, estou mais convencido que não é por falta de atenção que o "tuga-comum" é comido por lorpa. Quer-me parecer que gosta de ser papado ou, pelo menos, 'tá-se a catar para isso. Já há muito se conformou e "se não for aquele será outro da mesma estirpe". Como sabe que nunca fará parte da "elite-chico-esperta", chama a todos quantos queriam tentar mudar as coisas de "iguais".

É um ciclo vicioso que só vai ao lugar quando isto rebentar de vez. Mas tem de ser um estrondo de deixar isto em cacos. Nada de revoluções de faz-de conta, tipo 25A. Uma coisa "à grande e à francesa". O que é que nos podem fazer lá da "estranja" depois? Despentear-nos? Restar-nos-á começar da estaca zero. Repito: ZERO. Sempre será uma inovação, porque, ou muito me engano ou estamos na estaca (-infinito) e sem fim à vista, matematicamente falando.

Sr. Mesquita
De facto, comparando com atenção, há algumas diferenças, sendo que, ainda assim, será preferivel o morto. Contudo, melhor, mesmo melhor, seria o boy estar morto e bem enterrado. Ele é a figura mais ridícula e sinistra do sistema e tem-se multiplicado a uma velocidade assustadora. Come-nos metade do orçamento e vampiriza tudo o que seja trabalho produtivo.
Gostei da crónica.
Obrigada!
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