27/05/2012 atualizado às 1:18
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Um Governo de caloiros para o PREC da direita

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 20 de junho de 2011

O ódio aos políticos chegou a um ponto em que a inexperiência executiva é vista como um bom currículo para os novos ministros. Como bem explica Vasco Pulido Valente, um ministro que não conhece o Estado é engolido por ele, um académico que não conhece as repercussões  políticas e sociais de cada decisão que toma e que não está preparado para lidar com elas estampa-se sempre. Fica espantado o teórico sem mácula quando os seus maravilhosos modelos não funcionam no ingrato mundo real. E paralisado na sua virginal inocência, não consegue mudar nada. Não, não há governantes espontâneos.

Conversando com um passista sobre o novo Governo e a extraordinária inexperiência política dos novos ministros ele defendeu-se assim: e em 1974, não eram todos inexperientes? Ficaríamos com os ministros de Marcelo para garantir a experiência? Espantei-me. E respondi: é diferente, esse era um período revolucionário. Tratava-se de um corte com o regime anterior. Pagámos cara a inexperiência dos governantes, mas ela era inevitável. Agora não vivemos uma revolução em que cai um regime para outro tomar o seu lugar. Resposta: sim, vivemos.

É à luz deste espírito revolucionário dos ultras que tomaram o poder no PSD que devemos olhar para este Governo. A verdade é que esta corrente ideológica extremista é ultraminoritária em todos os países, e mais ainda em Portugal. A crise económica, o falhanço das anteriores lideranças do PSD e o desprezo nacional por José Sócrates ofereceram-lhes o poder. Eles estavam no lugar certo à hora certa. E o desespero dos portugueses é tal que estavam dispostos a aceitar qualquer coisa, péssima que fosse, desde que fosse diferente.

Mas quando toca a formar Governo estes grupos vanguardistas, animados pelo seu fervor ideológico, têm sempre um problema: ninguém que conheça as dificuldades de governação os acompanha. Quem, no seu perfeito juízo, perante a quase impossibilidade de cumprir o memorando da troika nos seus apertados prazos, acha que pode ir mais longe? Dois tipos de pessoas: teóricos sem qualquer noção do que significa governar e representantes dos interessados no leilão em saldo de todo o património público, com especial atenção para o mais apetitoso dos sectores, o da saúde.

A estrutura de Governo que Passos Coelho desenhou era para políticos. Um técnico é, por natureza, especializado. E nenhum especialista sabe de empresas, transportes, obras públicas, exportações e emprego, como se exige ao novo ministro da Economia. Para ministérios destas dimensões eram necessários coordenadores não especializados mas bons a gerir conflitos e a rodear-se de secretários de Estado conhecedores das pastas. Mas um Governo desenhado para políticos experientes (com a agenda apertada que o memorando apresenta, teriam mesmo de ter muito traquejo) foi preenchido por estreantes que talvez daqui a um ano tenham uma vaga ideia do lugar onde estão a trabalhar. O Governo com a tarefa mais difícil das últimas décadas é formado por caloiros.

Mas uma coisa é verdade: é um Governo ideologicamente coerente. Na Economia, um privatizador entusiasmado, acabado de chegar à realidade nacional. Nas Finanças, um intelectual radical que em vez de temperar a receita do BCE tentará carregar-lhe ainda mais nas cores. Na Educação, um saudosista mais ocupado com os seus próprios fantasmas do que com os problemas reais do ensino público nacional. A Saúde é um dos poucos ministérios ocupados por um homem de ação e com provas dadas. Mas que, como ex-administrador da Medis, não se livra da justa suspeita de representar os que desejam o fim do Serviço Nacional de Saúde público e a transferência de recursos para o privado. Se é inaceitável que Jorge Coelho, depois de ter sido ministro das Obras Públicas, tenha ido para a Mota-Engil, porque é que o trânsito inverso não levanta problemas?

Sabemos que a inexperiência e o radicalismo de muitos dos novos ministros não foi uma escolha. Outros foram convidados e não aceitaram entrar nesta aventura. Porque são do "regime" que estes homens querem derrubar? Não será isso. Sabem que o resultado deste voluntarismo desvairado destruiria as suas carreiras políticas. O Governo ficou então para quem acredita e deseja um PREC de direita. E talvez para quem, no meio do caos, quer tratar dos bons negócios que a destruição do Estado Social vai garantir.

Uma coisa com que esta gente não conta: na hora da convulsão social (olhem para a Grécia) vão ser precisos políticos. E eles não estão lá. Se a política não é para amadores, imaginem o talento necessário para destruir um regime sem ficar soterrado nas suas ruínas.

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Está a ser injusto Daniel ....
novo velho do restel (seguir utilizador), 5 pontos (Bem Escrito), 9:53 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Meu caro Daniel - onde fica o benefício da Dúvida? Não o merecerão? Os homens ainda nem sequer começaram, não puderam dar provas de nada, e já tem opinião formada?

          O facto de não serem profissionais da politica, para mim, é uma grande virtude - um grande mal em Portugal é as pessoas saltarem dos bancos da faculdade (ou até do Secundário) para as bancadas da Assembleia ou mesmo para as cadeiras de Secretário de Estado e Ministro .... quem nunca geriu uma empresa, em alguns casos nem sequer uma casa de familia, como pode governar um país??

        A média de idades ser ainda baixa é também muitíssimo positivo - já vimos onde nos trouxe a "experimentada" geração que fez o 25 de Abril e nos conduziu até aqui .... Criou para si reformas douradas, muitos direitos, e agora os que vão pagar as ditas ficarão eles proprios sem reforma - grande ou pequena.

          Estranho também que não enalteça o facto de o PSD ter nomeado vários independentes e ter dado 3 (importantes) ministérios ao CDS .... o normal, infelizmente, era darem todos os cargos a seus vários boys ... também foi uma mudança positiva.

          E agora deixemos os homens trabalhar durante uns tempos, e depois tiremos conclusões.

        Avaliar o trabalho de um funcionário no dia anterior a este começar a função será, no mínimo, estranho .....
 
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    Re: Está a ser injusto Daniel ....    Ver comentário
PaiBuda (seguir utilizador), 1 ponto , 15:57 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Está a ser injusto Daniel ....    Ver comentário
novo velho do restel (seguir utilizador), 2 pontos , 16:33 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Está a ser injusto Daniel ....    Ver comentário
alguemalgures (seguir utilizador), 1 ponto , 19:45 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Está a ser injusto Daniel ....    Ver comentário
novo velho do restel (seguir utilizador), 2 pontos , 9:31 | Terça feira, 21 de junho de 2011
    Re: Está a ser injusto Daniel ....    Ver comentário
userEX107138 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:17 | Quarta feira, 22 de junho de 2011
    Re: Está a ser injusto Daniel ....    Ver comentário
userEX107138 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:12 | Quarta feira, 22 de junho de 2011
    Re: Está a ser injusto Daniel ....    Ver comentário
novo velho do restel (seguir utilizador), 2 pontos , 16:42 | Quarta feira, 22 de junho de 2011
Honestidade intelectual
moncarapacho (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 8:33 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Confesso que criei a ilusão de que este cronista, se bem que de outra área, escrevia o que sentia e , portanto merecia alguma crédito. Estava totalmente enganado. A crónica de hoje é uma tentativa grosseira de manipulação e mentira como não via há tempos.
Avança com a inexperiência, um argumento que não colhe, (ninguém é ministro antes de o ser) apoda o PSD de pré-fascista e tenta arranjar argumentação para justificar a maioria de direita.
  Mente descaradamente, quando omite que nunca o eleitor esteve tão informado sobre o programa do partido vencedor.
Erro de análise também quando se esquece de atribuir as recusas à sua verdadeira razão, a saber:
  As medidas vão ser duras, a governação vai ser difícil e desagradável e os políticos profissionais (que tanto aprecia) não estão nada tentados a queimar as suas carreiras, ao ficarem associados a medidas de austeridade que vão exigir sacrifícios.

Resumindo, crónica manipuladora, com intenção de enganar o leitor, anunciando a vinda da extrema-direita que nos amargurará a vida.Lamentável.............
 
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    Re: Honestidade intelectual    Ver comentário
LPCM (seguir utilizador), 1 ponto , 9:28 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Portanto este governo é experiente politicamente    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 10:05 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Portanto este governo é experiente politicamen    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 11:04 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Honestidade intelectual    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:14 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Honestidade intelectual    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 12:57 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Honestidade intelectual    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 16:02 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Honestidade intelectual    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 22:37 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Honestidade intelectual    Ver comentário
userEX107138 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Quarta feira, 22 de junho de 2011
Engana-se ,caloiro é o Louç
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:17 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
 
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Engana,se: caloiro é o Louçã
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:29 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Se alguém tivesse dúvidas disso tirou-as nas mais recentes posições de Louçã,na condução da estratégia do Bloco.Depois do desastre eleitoral e da sua "birrinha" ao não ir falar com a troika, não percebeu que era fundamental, para credibilizar o Bloco, demitir-se,dar lugar a outros e assim criar uma onda de renovação nos "bloquistas".
Agora este Governo de Passos Coelho tem a maturidade suficiente para tirar Portugal da bancarrota e só quem não viveu e sabe o que foi o PREC pode comparar o incomparável: Portugal hoje faz parte da Europa,há regras a respeitar e objectivos definidoa a concretizar.É isso que Passos e o seu Governo vão fazer,depois da quase bancarrota em que Sócrates e o PS lançaram o País.
 
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    Re: Engana,se: caloiro é o Louçã    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:08 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Engana,se: caloiro é o Louçã    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:01 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Que mentalidade de Gerontes!
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 8:37 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Um governo onde a média etária anda pelos 40 e tal é de principiantes?
Todos com formação, todos comum objectivo definido e ainda muitas orientações da célebre Troika?

Numa sociedade onde, para arranjar emprego tem de se ter menos de 30 anos, quem governa tem de ter rugas e cabeça de giz, ter passado a vida a coleccionar títulos e assessorias em empresas e bancos?

Os Velhos do Restelo fizeram o que se viu, do alto da sua experiência.

Estes "jovens" de 40 e muitos anos - excluídos desde já de qualquer emprego na sociedade civil portuguesa - não devem ser assim tão inexperientes como fazem crer.
Afinal, ca fora, já estariam na pre-reforma...
 
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A extrema esquerda no seu melhor!
Vera Santorini (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 8:46 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
A sua crónica é péssima, destrutiva, imatura e enganadora e gostava de saber quem é que o Daniel propunha então para o Governo?
  Essa de se preferir bons politicos a bons técnicos é uma visão de extrema esquerda maoista que já deu cabo de muitos paises mas aconselho-o a fundamentar-se melhor estudando os exemplos mais recentes da história .
 
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    Eis a proposta do Daniel Oliveira:    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 11:19 | Terça feira, 21 de junho de 2011
    Re: A extrema esquerda no seu melhor!    Ver comentário
userEX107138 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Quarta feira, 22 de junho de 2011
Eu diria...
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 8:53 | Segunda feira, 20 de junho de 2011


Deixá-los pousar !!
 
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    Re: Eu diria...    Ver comentário
GRIMALDI (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Eu diria...    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 15:26 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:58 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Que moral terá para fazer críticas a este governo se o seu BE se recusou ao dialogo.
Que moral terá para fazer julgamentos a quem foi eleito, se ainda não deram mostras das suas capacidades?
A tal esquerda famosa do PREC serviu para criticar o fascista, mas souberam bem se aproveitar e destruir boa parte da riqueza por ele acumulado que pertencia ao povo e não só a meia dúzia.
Emigrem para a China segundo vocês é um exemplo de prosperidade!
 
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- Há, mas são verdes! (são diferentes dos demais)
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:02 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Um Governo para quatro anos que não esteja preocupado com a sua reeleição ou até entronização.
Com excepção das pastas que gerem sectores sensíveis da Administração Pública tais como Defesa (Forças Armadas), Administração Interna (Polícias) e Justiça (Tribunais), tudo o resto fica nas mãos de independentes ou gente sem rabos-de-palha (Assunção Cristas Agricultura e Pedro Mota Soares Segurança Social).
Isto chama-se Governar para 4 anos, sem estarem muito preocupados se o Manel ou o António serão reeleitos ou ficarão por cá.
Um dos desígnios nacionais destes dois partidos é tirar Portugal deste atoleiro em que os políticos de pacotilha nos colocaram, o que faz Passos Coelho optar por colocar gente sem preocupações com o seu futuro profissional na mira.
Ora esta confusão para alguns só demonstra a sua fraca argumentação com base no pouco profissionalismo dos novos intervenientes no processo de decisão.
Daniel Oliveira, um erudito especialista no ressabiamento intelectual, não resiste à crítica fácil contra quem tem muitos neurónios acima dele. Parece-me aquele aluno que condena os melhores da turma por serem marrões. O sucesso sempre alimentou alguma inveja!
Apetece-me dizer-lhe como a raposa para o cacho de uvas pendurado na ramada e à qual não chegava:
- Há, mas são verdes! ( Há, mas são diferentes dos demais)!
 
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    Re: - Há, mas são verdes! (são diferentes dos dema    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:39 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Nem para vocês são bons!    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 14:07 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Nem para vocês são bons!    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:23 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: Nem para vocês são bons!    Ver comentário
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 16:28 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Mesmo a propósito (1)
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 10:38 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Este texto de DO vem mesmo a propósito porque espelha quase exactamente o que senti depois de ler a composição do governo no Expresso: Este é um governo de amadores... amadores bem intencionados, talvez, mas amadores na mesma. Como é que é possível que se vá buscar para pastas chaves, quem nunca teve experiência de governação? Como é que é possível que pessoas com provas dadas não apareçam nos lugares onde elas as prestaram? E que lógica tem chamar "técnicos" para ministros de ministérios super-inflacionados, que necessariamente terão que se basear numa lista ainda maior de secretários de estado ainda mais técnicos?

Tudo isto seria possível depois de um ciclo político onde as pessoas estivessem cansadas do anterior, e procurassem novos rumos... discutindo-os a preceito na campanha eleitoral. Não foi isso que aconteceu. As eleições ocorreram a meio de um ciclo com um rumo bem definido, a resposta de Portugal à crise soberana, e com um plano delineado que não foi interrompido pelas mesmas. Toda a discussão foi centrada na competência do anterior governo, não na contestação do caminho a seguir. Não há aqui um novo ciclo, apenas novos protagonistas para o velho, e importava aqui que se escolhessem pessoas que soubessem bem os cantos à casa, que não tivessem que aprender o que quer que fosse e estivessem aptas a governar já amanhã. O Produto Português é assim tão mau que se precise de importar do Canadá, por exemplo?
 
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Um Governo de caloiros para o PREC da direita
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:42 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Estas eleições tiveram um objetivo e Ferreira Leite não o escondeu num comício de apoio a Passos Coelho. Dizia ela:- Estou aqui não para escolher um Primeiro Ministro e Passos Coelho que me desculpe, mas para derrubar Sócrates, porque ele até na Oposição é perigoso. O PSD serviu-se assim de Passos Coelho e da crise tal como faz aquela prostituta já velha que se faz acompanhar por uma mais nova para chamar a clientela. Disse-o aqui diversas vezes que os irmãos mais velhos iam fazer a Passos Coelho o mesmo que tinham feito a Santana. Não me enganei pois ainda nem o novo governo tomou posse e já há quem vaticine a sua queda. Depois ainda há quem se admire que chamem ao PSD um saco de gatos, uma alcateia e um ninho de escorpiões. Pena é que a esquerda seja a mais estúpida de que há memoria e colabore derrubando um governo para dar origem a outro mais à direita.
 
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DE PATRIOTAS ASSIM, O PAÍS ESTÁ FARTO!
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:57 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Por princípio adoro os vaticínios da esquerda. Falham sempre! Não acertam uma! A historia recente d Portugal e do Mundo não deixa margem p qualquer duvida. Se eles dizem q é assim, então vai ser doutra maneira. Hoje vem este colunista da “esquerda infantil”, agoirar os destinos deste governo identificando como determinante maleita a juventude dos seus participantes. Chega inclusivamente a tentar desprestigia-lo porque algumas escolhas “não aceitaram entrar nesta aventura”e, termina atestando o pior da politica portuguesa, o calculismo carreirista típico d uma certa classe media q só através da politica é q pode concretizar os seus sonhos íntimos d novo-riquismo …”destruiria as suas carreiras politicas”. Dany, o estado miserável em q o país foi deixado pelos teus amigalhaços do PS fez com q a governação deixa-se d ser uma coisa p meninos. O penoso e lastimoso estado das contas publicas constituem a maior ameaça p todo esse Estado Social d q tu e outros esquerduchos tanto falam mas q não fazem a mínima ideia do q se trata. Sem dinheiro não há vícios e muito menos Direitos e, é assim q os socialistas nos deixaram. BANCARROTA! Desqualificas agora gratuitamente e maliciosamente o elenco governativo. Não o dizes mas no fundo desejas q falhem e q o país continue na agonia a q a esquerda o conduziu. Sabes, d patriotas assim país está farto. Sabes muito mas não fazes nada e lá na reunião do teu blocozeko nem te atreveste a dar corpo a tudo aquilo q andaste a encenar na véspera, mas en
 
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    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:59 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 13:44 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:45 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
Racmaninof (seguir utilizador), 1 ponto , 14:44 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:29 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
Racmaninof (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
Racmaninof (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
    Re: DE PATRIOTAS ASSIM... O PAÍS ESTÁ FARTO! 2    Ver comentário
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:41 | Terça feira, 21 de junho de 2011
Mesmo a propósito (2)
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 11:12 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Este sábado ouvi uma coisa espetacular na TVI. Um comentador presente num painel, instado a comentar as escolhas para o governo, elogiava a composição do mesmo, pelo menos no que respeita é escolha para ministro da Finanças, Vítor Gaspar, dizendo qualquer coisa parecida com esta coisa incrível:

"A escolha de Vítor Gaspar tem também esta peculiaridade, Passos Coelho que não sabe nada de macro-economia, vai aprender-la toda com Vítor Gaspar"

Fiquei parvo quando ouvi isto. Não reconheci o comentador nem lhe sei a filiação política, mas juro que ele naquele troço (não vi outros) parecia estar a comentar favoravelmente a escolha. Com que há vontade se pode dizer isto dum líder que ainda fez oposição ao anterior governo por mais de uma ano e que ainda por cima é economista? Um economista que não conhece macro-economia? Quem esteve à frente da oposição neste momento delicado não sabia nada de macro-economia?

E de repente, vejo o que mais caracteriza certas escolhas de Passos Coelho. A despeito dos currículos académicos, o que mais notabiliza Alvaro Pereira são os livros para o grande público que ele escreveu; e Nuno Crato é conhecido acima de tudo como divulgador da Ciência. Passos Coelho, cujo programa do PSD para a educação foi criticado por Santana Castilho no lançamento de um livro deste, disse logo que o ia alterar; E a privatização da RTP é a "primeira" que ele quer fazer... Comunicação e não substância. Um governo de amadores, mas que sabem comunicar...
 
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A verdadeira Revolução
Olisipone (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:53 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Inexperiência executiva??? Quantos políticos houve e há, por esse mundo fora, que nunca tinham governado? Quer um exemplo? Fidel Castro!!! Ou, noutro campo, Salazar!!! Ou Eisenhower.
Revolução? Aqui não houve Revolução!!! O resultado foi obtido nas urnas!! O que há é mudança!!!
O Governo era para Políticos e não para Técnicos??? O que é que um político sabe de Educação, ou de Finanças, ou de Gestão?
A política não é para amadores??? Só para profissionais??? Isto não será uma reacção corporativa???

A política deve ser feita pelas pessoas, e a Revolução que houve não é o "PREC da Direita", mas é precisamente uma REVOLUÇÃO CONTRA OS POLÍTICOS PROFISSIONAIS que levaram o País à Bancarrota!!! Independentemente de eles se dizerem de esquerda ou de direita.
 
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    Re: A verdadeira Revolução    Ver comentário
Surprese (seguir utilizador), 1 ponto , 16:06 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
Esperemos para ver
fmart8 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:16 | Segunda feira, 20 de junho de 2011
A experiência é sempre boa conselheira mas a verdade é que foram os políticos experientes que nos cavaram o buraco. Logo estou disposto a dar o benefício da dúvida aos teóricos e aos inexperientes, desde que tenham provas dadas no mundo real.

Quanto à ideologia, o programa está feito há meses. Não será pior ser executado por quem acredite na receita.

Creio que o ponto mais criticável neste novo governo (para já), é a própria estrutura. Criou-se super-ministérios, que não sei se não vão ser casas a arder, e sacrificou-se os patinhos feios do costume: Ambiente e Cultura.
Tudo por uma suposta «austeridade» no próprio Governo. Ridículo! Preferia 30 ministérios, desde que competentes!
 
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