19 de abril de 2014 às 12:30
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Um filme para mostrar a religião islâmica como "odiosa"

Enquanto o produtor do filme que está na origem da revolta dos muçulmanos diz ter feito "um filme político", a equipa que nele participou diz ter sido enganada.
Mafalda Ganhão (www.expresso.pt)

Gravado em três meses, com um orçamento de cinco milhões de dólares (cerca de 3,9 milhões de euros) - angariados com doações de uma centena de pessoas de origem judia - o filme que incendiou os ânimos dos muçulmanos e já provocou a morte a pelo menos quatro pessoas em Bengazi começou, inicialmente, por passar despercebido.

Segundo o jornal "The New York Times", o filme "Innocence of Muslims" foi colocado no YouTube em julho, por um usuário identificado como Sam Bacile, mas só viria a chamar a atenção depois de ter sido disponibilizada uma versão traduzida para o árabe e de ter sido promovido pelo pastor norte-americano Terry Jones, conhecido por querer queimar páginas do Corão.

Ainda que a autoria do filme em questão continue por clarificar, Sam Bacile é o nome de quem se fala. De acordo com o "The Wall Street Journal", um homem que se identificou com esse nome telefonou para a redação. Disse ser um californiano de origem israelita, atualmente escondido por questões de segurança, e disse ainda que queria, com o filme, mostrar a religião islâmica como odiosa.

Na fita em causa, Maomé é retratado como um aproveitador mulherengo, instigador de massacres e que abusava de crianças.

Filmado na Califórnia


"O filme é um filme político, não religioso", disse ainda Bacile ao "The Wall Street Journal". Numa versão satírica de duas horas, "A Inocência dos Muçulmanos" (tradução livre) terá sido filmado no verão de 2011 na Califórnia, envolvendo 60 atores e uma equipa técnica de 45 pessoas.

A maioria delas já se demarcou do conteúdo da película. Em declarações à CNN, um representante dos profissionais que participaram nas filmagens diz terem sido todos enganados, nomeadamente por terem sido contratados para um filme que inicialmente se chamaria qualquer coisa como "Combatente do Deserto" e nem sequer contava com Maomé como personagem.

Uma das atrizes, que recusou identificar-se, garantiu mesmo que as falas foram alteradas. "Nunca faria um filme que prejudicasse alguém. Sinto-me muito mal por ter participado em algo que já causou várias mortes", acrescentou ainda à CNN.


Veja um excerto do filme:
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Quando os republicanos dos EUA...
... não sabem jogar limpo, claro q tinham de vir c um truque destes. Os povos de lá nem sonham sequer com a manipulação rasca e reles desse falhado Mitt Romney, q nem para mayor da parvalheira do Texas serve. Ele sabe que não vale um chavo e está a tentar levantar o fantasma do "islamo-fascismo" criado pelo imbecil George W. Embushte. Um golpe sujo de um filho da mãe, q não se rala como o inventor da realpolitik, porque não são os filhos dele, nem a família dele a morrerem. Pior, nem querem saber se os movimentos fundamentalistas islâmicos vão tentar aproveitar-se da Primavera árabe para "empurrar e meter um pé" no poder... e ficar lá. Nem querem aprender com os erros da Guerra Fria nem dos infelizes (e evitáveis!) mandatos de George W. Bosta e sua pandilha de nazis. Definitivamente, este partido republicano precisa de um saneamento - faz-me lembrar o PSD. Até agora devo dizer que o filme está mesmo mal feito como a porcaria. O som é abaixo de amador, o croma deve ter sido comprado na loja dos chineses lá da zona, os actores estão ao nível dos pirralhos dos Morangos com Açúcar, os cenários são patéticos, a maquilhagem nem se fala... cruzes. Vê-se mesmo que isto é um golpe rasca, reles e baratucho dos republicanos!
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A liberdade termina quando começa a ameaça?
Lindo.
Quando três miúdas entram por uma igreja ortodoxa e fazem troça de tudo, defende-se as miúdas enaltecendo a liberdade de expressão.
Quando um caricaturista coloca um preservativo no nariz do papa, defende-se o caricaturista, em prol da liberdade de expressão. E aqui d'el rei que os retrógrados querem pôr em causa essa mesma liberdade.

Mas quando a crítica, a ironia ou seja o que for visa o islamismo, aí alto e pára o baile. Temos de conter a liberdade de expressão porque esta gente é perigosa.

Desculpem-me mas não devemos, nunca, restringir a nossa liberdade de expressão em resultado das ameaças.
Assim, se o ordenamento jurídico de onde foi feito o filme criminaliza ou proíbe este tipo de mensagens (digamos assim), devem ser accionados os mecanismos jurídicos que punam os seus autores. Se não proíbe, não devemos defender a restrição da liberdade por causa do medo. Caso contrário eles conseguem os seus intentos.

Mas o mais engraçado (para não usar a palavra "enjoativo") é ver gente a criticar as leis que restringem a liberdade de expressão no exacto ponto em que passam para um suposto ódio religioso, quando as críticas visam o cristianismo e depois a criticarem essa mesma liberdade de expressão quando se aborda o islamismo.
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Re: Um filme para mostrar a religião islâmica como
As parvoíces e eventuais barbaridades atribuídas ao Profeta Mahomet, também são feitas a Jesus Cristo ao atribuir-lhe comportamentos aberrantes, como dizer que ter-se-á envolvido com Maria Madalena, ou que era gay, porque os discípulos eram todos homens, e outras barbaridades.
Isto irrita os Muçulmanos e os Cristãos.
É caso para dizer: Santa Ignorância!!!
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Re: Um filme para mostrar a religião islâmica como Ver comentário
Re: Santa Igorância ... Ver comentário
Provocação gratuita!

Filme estúpido, caro, mal feito e sobretudo desnecessário.

Já por várias vezes a luta pela eleição de um presidente americano ultrapassou todos os limites da decência e da dignidade humana.
Das conhecidas a eleição de Reagan terá sido talvez a pior, mas este truque é também bastante nojento e já custou várias vidas americanas.
 
Mas enfim, se os americanos não se importam e aparentemente vivem bem com isso quem sou eu para dar lições de moral e civilização?
 
And the award for best director goes to...
Nos países muçulmanos não há distinção entre política e religião. Não faz sentido na mente deles. O realizador deve saber disto porque disse aos jornalistas que o Médio Oriente lhe era familiar e tem origem israelita.

O objectivo do filme era claro. A forma como foi idealizado, financiado e rodado ainda não está bem esclarecida. Mas parabéns pelo "Mission Accomplished".

O realizador esconde-se.
Os actores tentam desligar-se do projecto porque têm miáufa.
Os outros que apanhem os cacos.

Só permanece um mistério: o realizador diz que o orçamento do filme foi de 5 milhões de dólares, mas quem vê o resultado final até parece que foi de 50.000 dólares. Os produtores já perguntaram o que foi feito com os outros 4.950.000? Se eu fosse uma pessoa de má fé diria que o realizador teve tempo de meter este dinheiro ao bolso antes de desaparecer.

São tão bons estes filmes que apelam ao diálogo inter religioso, não são?
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Queria
responder ao comentário de "Victor Henriques", com o título "Só podiam ser judeus os difamadores", mas creio que foi motivo de uma censura prévia do Expresso, ou de algum comentador de passo certo no batalhão de passo errado. Como sou descendente de hebreus, não teria grandes dificuldades em contrapor e, se verdade, em até aceitar. Há muita coisa que desconhecemos do mundo de Maomé e não seria o filmeco Inocência dos Muçulmanos, a verdade. É fácil perceber que existe uma campanha ferrenha contra os crentes no Islão (não tenho religião alguma ...). Naquele mundo, a repressão sexual é recente. O uso da "burka", que seria o traje típico das mulheres do Afeganistão e do Paquistão, passou só recentemente a ser vista como vestimenta "muçulmana", inclusive na austera e conservadora Arábia Saudita (sempre omitida nos comentários feitos no Ocidente). Quem, por exemplo, chegou a idade adulta depois de 2001 e não tem conhecimento de primeira mão do mundo islâmico, com certeza tende a imaginar que os muçulmanos são um raro tipo de ser humano que não gosta de sexo. O Maomé sanguinário e aloprado, mais pertence a um Oriente permissivo e semibárbaro, que parecia familiar a Dante, Shakespeare e Machado de Assis (do Brasil). É inútil se perguntar qual a versão os muçulmanos preferem, eles estão todos rotulados, tal e qual os judeus ... Rio Grande
Os líderes religiosos do Islão, estão longe de Alá
Uma religião que não impede os fieis de matar pessoas, antes os incentiva a isso mesmo, não merece ser considerada religião de Deus.

E assim, deveriam ser excluídos os seus membros de viverem em sociedade, junto de pessoas civilizadas.

Ou seja, os países civilizados deveriam tudo fazer para tornar essas pessoas, povos, ou estados, totalmente ostracizados para com a civilização livre e democrática.

Eles que se governem sozinhos, já que não querem respeitar os outros.

Este filme custou menos de 100 mil.
Este filme de uma qualidade pauperrima deve ter custado menos de 100mil. Pelo menos já se tornou rentável para o produtor.

O mais triste ainda é ter incendiado os ânimos de quem não o viu. A inconsciência dos crentes é o mal destes males.

Re: Este filme custou menos de 100 mil. Ver comentário
Re: Este filme custou menos de 100 mil. Ver comentário
um dia...
... tornarse-ão a acender as fornalhas de Treblinka !
5 milhões
de dolares para fazer isto...lol

foram mamados e bem mamados
Re: 5 milhões Ver comentário
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Sem excepção ...


Todas as religiões são odiosas sem excepção.

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Re: Um filme para mostrar a religião islâmica como
Quando tomo conhecimento destas notícias recordo sempre os danos irreparáveis que sofreram os Budas de Bamiyan, no Afeganistão, património da humanidade.
Re: Um filme para mostrar a religião islâmica como Ver comentário
Re: Um filme para mostrar a religião islâmica como Ver comentário
É...
O filme mostra Maomé como odioso (e é indicutível que o era, os próprios livros islâmicos demonstram uma pessoa com um carácter muito dúbio, em particular os Hadeeth)... e as atitudes dos muçulmanos tratam de o comprovar uma vez mais...
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Há uma frase de um filósofo...
... do qual não me lembro de momento do nome, que diz: " As religiões são a esperteza de uns poucos e a ignorância de muitos".
quem tem c* , tem medo
mas não deixa mesmo de ser irónico, a desproporção de tratamento qto a criticar o catolicismo , ou o islão ...
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