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Um deputado é um bandalho e um bandalho não tem direitos

Comentários de muitos leitores ao episódio dos computadores dos deputados foram úteis para medir o respeito dos portugueses pela nossa democracia e pelos direitos mais elementares dos cidadãos.

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Na sexta-feira, um deputado que estou longe de apreciar insurgiu-se contra um pormenor: o facto dos fotojornalistas tirarem fotos, com os seus zooms, aos ecrãs dos computadores dos parlamentares. O assunto não mereceria debate no hemiciclo, mas serviu para, em caixas de comentários de blogues e jornais, se medir o pulso a alguns sentimentos populares.

A minha opinião, estranha com toda a certeza, é que os fotojornalistas não devem mesmo fotografar, com zoom, como por vezes fazem, os computadores dos deputados, para tornarem público o que eles ali escrevem. Nem dos deputados nem de ninguém. Assim como não devemos espreitar para os computadores de colegas. E muito menos tirar fotografias aos seus emails, imagens, textos. Enfim, a qualquer coisa que usando um suporte que não lhes pertence não é suposto estar sujeita a exposição pública.

Recordo, para sabermos do que estamos a falar, que o "Diário de Notícias", em 2008, achou que devia publicar uma foto, captada a partir da galeria, com a imagem do visor de um telemóvel de um deputado em que se podia ler o conteúdo de mensagens privadas. E fazer sobre essas mensagens uma pequena breve (ver aqui ).

A resposta de Jaime Gama a José Lello, talvez temeroso de uma má reacção dos jornalistas, foi a de que os computadores são para serviço público. Não são pessoais. Os telemóveis dos membros do Governo também não são pessoais. Podemos ouvir? E os seus gabinetes também são de serviço público. E as suas secretárias e gavetas e armários. Podemos ir vasculhar? E um deputado pode olhar para o computador do lado e dividir com o plenário o que lá leu? O que diria Jaime Gama se tal acontecesse?

A mim parece-me que o deputado José Lello apelou ao mais elementar bom senso, só para não dizer à mais elementar boa educação. Mas como se trata de deputados, escrever isto deve ser um escândalo. Afinal de contas, diz-se, quem não deve não teme. E um político, está bom de ver, deve sempre qualquer coisa. E como se trata de jornalistas, pedir aos fotógrafos que não o façam constitui, imagino eu, um acto de pressão intolerável para limitar a liberdade de imprensa. Claro que não se pode proibir os fotógrafos de registarem as imagens que entenderem. Mas um pedido de respeito pelas regras de civilidade não teria ficado mal ao presidente da Assembleia da República.

Isto achava eu. Mas ao ler os comentários de muitos leitores às notícias dos vários jornais online fiquei a saber:

1 - Que os deputados são uns bandalhos e como bandalhos devem ser tratados. A eles não se deve, por isso, aplicar nenhuma das regras que achamos normais na convivência em sociedade.

2 - Que, como eleitores, temos direito a conhecer tudo o que eles fazem, escrevem e lêem. Porque além de bandalhos são nossos capachos. E como, ao que parece, não conseguimos que cumpram as suas promessas ou que sirvam os interesses da comunidade, em vez de mudarmos o nosso voto preferimos degradar até ao esgoto a democracia em que vivemos.

3 - Que os cidadãos, ao contrário dos deputados, nunca lêem emails privados ou consultam páginas que não se relacionam com a sua actividade profissional quando estão no trabalho. Este país é composto exclusivamente (com excepção dos deputados, claro está) por funcionários exemplares que nunca se afastam das suas tarefas. Claro que isso torna difícil explicar porque têm os blogues e os jornais online o pico das suas visitas durante o horário de trabalho da esmagadora maioria dos portugueses. Um erro dos contadores, com toda a certeza.

4 - Que no mesmo país onde tão pouca gente se dá ao trabalho de ler programas eleitorais, de acompanhar os debates políticos com atenção ou de manter-se moderadamente informada, todos sentem que é papel central da comunicação social, a bem da transparência da vida política, divulgar o que escrevem os deputados nos seus computadores.

Quem julgue por um segundo que esta promoção do voyeurismo e do mais rasteiro populismo tem alguma coisa a ver com uma sociedade exigente com os seus eleitos não se poderia enganar mais. Tem a ver com o desprezo pelos mais elementares direitos dos cidadãos. E manifesta-se antes de mais nos deputados porque uma parte razoável dos portugueses tem pela democracia ainda menos respeito do que aquele que empresta à privacidade dos outros.

Ao ler o que tantos compatriotas meus escreveram a propósito deste episódio aparentemente menor assustei-me. A verdade é que ainda há muitos pequenos bufos e pequenos pides dentro de muitos portugueses. Só que chamam a esse abuso, porque soa melhor, liberdade de imprensa. Dizem que têm esse direito porque pagam o salário dos deputados. Se assim é, só me resta um desabafo: ainda bem que não pagam o meu.


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Comentários 76 Comentar
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A criada lá de casa
Um deputado não é um" bandalho" e acreditamos não ser essa a consideração-ou falta dela-que a população em geral tem em relação aos membros de um Orgão de Soberania como é o Parlamento.
Os Deputados não devem é abandalhar as suas atitudes na Casa do Povo com práticas que não qualificam quem devia pugnar pelo exemplo,respeito e urbanidade.
O Plenário é uma sessão com todos os Deputados,tem uma agenda prévia e aberta á Comunicação social.
Fica mal ir para lá tratar assuntos que não tenham a ver com o que está a ser discutido e que tem a ver com a vida de todos os Portugueses.
Era o que faltava agora transformar as sessões da Assembleia da República em desfile de passerele , antecãmara das horas da sesta ou mandar pagar o condomínio ,por mail,á criada lá de casa.

Fica mal, mas...
Re: Fica mal, mas...
Re: A criada lá de casa
Re: A criada lá de casa
Serio???
Quando penso que a estupidez tem limites ...

lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 21:38 | Sexta-feira, 19

Em Portugal achamos que privacidade quer dizer que se teme algo, pois, quem não deve não teme (é algo do mais estúpido que se pode dizer para justificar qualquer atropelo á privacidade de outrem).
Eu nem percebo como é que isto pode dar controvérsia em termos de comentários.
Jaime Gama de tão politicamente correcto quer ser só cai no ridículo.
Até num cibercafé em qualquer parte do mundo uma pessoa tem um mínimo de privacidade a consultar aquilo que pretende num computador.
É totalmente irrelevante quem é o proprietário do computador, para justificar violação de privacidade.

Na altura escrevi isto.
Nem vou aqui reproduzir as duas respostas que recebi, se quiserem vão lá e leiam.
A estupidez tem limites... Olha quem fala.
Re: A estupidez tem limites... Olha quem fala.
Caro Daniel Oliveira
Desta vez tem o meu apoio total, sobretudo quando escreve com ironia: «Este país é composto exclusivamente (com excepção dos deputados, claro está) por funcionários exemplares que nunca se afastam das suas tarefas»

De facto assim é, muitos comentadores estão sempre prontos a apontar o dedo esquecendo-se do espelho que têm em frente.

Obviamente todos temos direito à nossa privacidade e, tal como diz, numa qualquer empresa é impensável (penso que até a coberto da lei) alguém ir vasculhar o computador do colega, mesmo sendo o "computador de serviço".

Jaime Gama não esteve bem "fugindo" com uma resposta evasiva à questão levantada por José Lello, por quem também não tenho nenhuma simpatia em particular.
Muito bem
O ponto central desta Crónica está muito bem tomado, pois é da máxima importância. De resto, é evidente que há pessoas supostamente com Carta Profissional de Jornalistas que apenas bufos parecem ser. O problema está em que eles, provavelmente, "vendem". E se vendem é porque há quem compre. De onde se segue que o problema não é só dos Jornalistas: é também de um Povo que cada vez mais é menos educado; cada vez mais é menos civilizado; cada vez mais merece menos ser servido por Homens e Mulheres que o sejam, realmente, à grande. Portugal está doente; Portugal precisa de se auto-analisar; Portugal precisa de voltar a ser um País de gente com critérios de bem, com dignidade, com grandeza de ânimo. Mas enquanto os produtos voyeuristas de jornalistas voyeuristas forem vendidos e comprados por voyeuristas em massa, Portugal estará apenas onde agora está: em decadência! Obrigado, pois, por um texto cortante, capaz de penetrar até à medula de alguns dos nossos maiores problemas.
Oh senhor Daniel...
O senhor tem alguma razão no que diz respeito ao desrespeito dos senhores jornalistas... TEM, sim senhor.
Exorto-o a que, num dia destes, venha aqui analisar o comportamento de quem por aqui escreveu contra os senhores deputados. É que, mesmo que esse comportamento denuncie falta de civismo que, aliás, está patente na sociedade portuguesa, e também muita zanga com os senhores deputados, terá certamente razões de ser.
É que isto está tudo ligado e a malta começa a pensar se aos senhores deputados se aplicará o sindroma de Hubris...
Depois de se sentarem naquelas cadeiras, os senhores mudam... transijem, vestem o casaco do " faltou à verdade " em vez de "Mentiroso!!!!" Estamos a atingir uma fase em que a boa educação misturada com um mau sistema provoca comichões várias. A boa educação, o mau sistema, e o silêncio...Por que razão há tantos e tantos deputados que nunca têm nada a dizer sobre coisa nenhuma ? Sim, são os "chefes" que não deixam, não querem... Mas, nem todos os portugueses sabem que esses mesmos podem ter outros trabalhos nas comissões e no apoio ao grupo, ficando a pensar que há deputados a mais e se calhar há... Esta é a opinião pública a quem ninguém dá satisfações, a quem ninguém passa " cavaco".Vir aqui e ser corrosivo ou mal criado é uma catarse a que nem sempre se quer ou pode fugir. Diga-nos o que pensa sobre isto. Analise, por favor, e seja empático...
bandalhos mas...
Os deputados, tem tomado nos ultimos anos atitudes que deram azo a que lhes chamem bandalhos e, até pior! Se o povo português fala como fala do Funcionário público, que ganha uma décima do que ganha o sr deputado e, ao contrário deste não se pode auto-aumentar, reformar aos 40 anos de idade com pequenas fortunas para ser reintegrado no activo, passear pelo mundo com dinheiros públicos, dormir nas horas de trabalho e andar a mandar e-mails anedóticos enquanto espera pacientemente que acabe a sessão do dia no Parlamento, imaginemos o que pode dizer destes senhores que o fazem impunemente? Claro que há excepções, mas a verdade é que, de uma forma corporativa eles defendem o seu direito de o fazer se assim o desejarem. Por isso eu também concordo com a "vox populi" e acho que têm um comportamento de bandalhos.
Agora, alguns jornalistas são piores que bandalhos pois dão a esses senhores, pelo comportamento pouco deontológico que têm, o direito a arrogarem-se de ofendidos e aparecerem aos olhos da população como vítimas.
Computadores
O cronista esqueceu-se do essencial.
José Lelo e outros deputados que se sentam nas últimas bancada, não se sentiram preocupados pelas razões que aduz, mas sim por outra muito mais importante:
A de que os fotógrafos obtivessem desses mesmos computadores, factos que nada tinham a ver com a missão de deputado.
Esta é que é a realidade, pura e simples.
Eu vejo, com alguma frequência o canal Parlamento.
Constato muito bem o que se passa lá nas últimas filas...
Esses deputados, só muito excepcionalmente, usam da palavra.
No entanto, recebem o ordenado, à custa do dinheiro dos contribuintes!
Conversas, sorrisos, leitura de jornais, a mudar de cadeira e até passar pelas brasas....
Ou, isto, não é verdadeiro, Sr. Daniel de Oliveira ?

Re: Computadores
Asfixiar a asfixia democrática
A solução democrática para este assunto, de acordo com o interesse nacional, é alterar a disposição dos deputados de forma a que os que apoiam o governo possam ser coscuvilhados pelos coscuvilheiros profissionais, tal como já acontece com o governo e em especial com o PM, enquanto que os deputados da oposição devem ser protegidos da coscuvilhice. Nem sequer será difícil conseguir uma maioria absoluta para asfixiar a asfixia democrática. O errado da questão está em ser um deputado do partido que deve ser coscuvilhado a não querer sê-lo.
Ironia à parte, é óbvio que os perigosíssimos coscuvilheiros profissionais não têm nada que meter o nariz no conteúdo da informação pessoal nem dos deputados nem de ninguém. Se os deputados fazem algo que não devem, existem leis, regras, procedimentos e responsáveis para tratar essas questões.

Eu comentei assim. Mas...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 19:18 | Sexta-feira, 19
É lógico que os computadores usados pelos deputados são públicos, mas quando determinado deputado está a usá-los o seu conteúdo é privado. Aukistuxego...É a mesma coisa que um cidadão, por exemplo, num aeroporto esteja a utilisar um computador público ou de uma empresa privada, e aparecer lá alguém a tirar uma foto. É legitimo?...Parece-se é que está tudo doido...
MAS. É evidente que a maioria dos deputados não estão lá a fazer nada e os eleitores das regiões que representam nem os conhece. A solução seria os partidos deixarem de colocar os deputados por ordem elegivel, mas pelo contrário por ordem dos mais votados pelos eleitores...
Deputados
Vai sendo tempo de diminuir o número de deputados.
Uma boa parte deles, limitam-se a fazer figura de corpo presente.
Outros, ocupam o lugar por "FAVOR" das direcções partidárias e não da sua competência.
Fiquem os competentes, e RUA com os incompetentes e os que NADA FAZEM.
Ora, aqui está uma medida, que bem podia ajudar o défice a diminuir e a fazer parte do PEC !
TUDO IGUAL
Os deputados portugueses são iguais aos outros portugueses, por isso é que estão lá.
Re: TUDO IGUAL
A dignidade dos deputados
Os deputados à AR não são bandalhos.
Mas não têm a dignidade que deviam ter os titulares do orgão de soberania mais importante do sistema político democrático, o que tem o poder de, a qualquer hora, nomear ou exonerar o Governo.
Nem podem ter.
Porque não são eleitos pelo povo.
São eleitos pelos seus partidos, que os colocam nas listas de candidatos em lugares de eleição assegurada, provável ou impossível.
Não é ao povo eleitor que devem a sua eleição e a sua fidelidade, mas ao partido.
Os eleitores só têm capacidade para escolher em cada círculo quais dos candidatos de eleição provável elegem efectivamente.
Aliás, nenhum eleitor sabe quem é o deputado que elegeu, com excepção daqueles que votaram num partido que, nesse círculo, elegeu um único deputado.
Nem a que deputado podem pedir contas pela actividade no local de eleição para essa prestação de contas, a eleição seguinte.
Este sistema de submissão dosdeputados aos partidos acabou inevitavelmente por resultar numa "funcionalização" dos deputados, que tem vertentes como o controlo da assiduidade ou a vigilância sobre a forma como utilizam os computadores de serviço.
E resultou também numa falta e estima dos eleitores pelos deputados que os deviam representar mas representam apenas os partidos a que "pertencem".
Este mal tem remédio?
Tem, e é muito simples: a eleição dos deputados à AR em círculos uninominais.
Esta solução só tem um problema: é impossível de implementar em Portugal...
Comformemo-nos, então!
Re: A dignidade dos deputados
Re: A dignidade dos deputados
Re: A dignidade dos deputados
Os deputados
Não são bandalhos, mas alguns até se portam como tal ou pior, com atitudes e acções.
E a forma do protesto... Não se critica?!
Tanta falta de educação
desta gentalha deputada,
é um sinal da elevação
de natureza enquistada.

São gestos disparatados
de estupidez incontida,
fica mal aos deputados
essa mágoa tão sentida!

Nestes tempos encantados
por pessoas delirantes
surgem-nos cromos pintados
em formas descolorantes.
(ameijoafresca.blogspot.com)
Virtudes públicas, vícios privados
Daniel Oliveira está no bom caminho...para chegar a deputado!
Re: Virtudes públicas, vícios privados
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