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Um comprimido diário para evitar o HIV

Os EUA aprovaram a medicação preventiva do vírus da sida, mas a decisão não é consensual. 
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Um comprimido diário para evitar o HIV

Apesar do uso do Truvada - em casais em que um dos elementos é seropositivo - ter-se revelado eficaz a evitar o contágio em cerca de 75% dos casos, a aprovação da medicação pelas entidades reguladoras norte-americanas é alvo de algumas críticas, nomeadamente por poder fomentar comportamentos de risco ao criar uma falsa ideia de segurança.

A fundação norte-americana para os tratamentos de pessoas com sida considera a decisão precipitada. "Completamente descuidada e no limite poderá fazer-nos recuar anos nos esforços para a prevenção do HIV", refere o presidente da fundação, Michael Weinstein.

A fundação refere a existência de dados que indicam que o medicamento Truvada poderá ser prejudicial para os rins e que o seu uso deveria ser antecedido de testes, de modo a evitar-se que seja tomado por quem já esteja infetado. Caso contrário, facilmente contribuirá para que o vírus se torne resistente à substância.

Anteriores testes, efetuados em casais homossexuais masculinos em que um dos elementos é seropositivo, revelaram indicies de eficácia inferiores (entre os 44 e os 73%), o que estará relacionado com o facto de muitos dos envolvidos não terem tomado a medicação de forma consistente.

Preços incomportáveis


Para ser eficaz, o Truvada deve ser tomado diariamente, o que será financeiramente incomportável para a maior parte dos norte-americanos sem um seguro de saúde, uma vez que representaria uma despesa anual de cerca de 11,5 mil euros.

O Truvada é fabricado na Califórnia pela Gilead Sciences. Contudo, a farmacêutica vende o medicamento para países em desenvolvimento, nomeadamente do continente africano, a preços radicalmente mais baixos (levando a que o custo da sua toma diária se situe nos 82 euros por ano)

Michael Barton, do programa das Nações Unidas para o HIV/sida, reconhece o potencial do medicamento mas considera que, na maior parte dos casos, será preferível centrar os esforços no tratamento do elemento do casal infetado: "Sabemos que se os seropositivos tomarem de modo consistente as drogas retro-virais e conseguirem suprimir a sua carga viral, torna-se quase impossível transmitirem o vírus".


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É um medicamento como qualquer outro,
que poderá ter o efeito esperado, ter algum efeito ou mesmo nenhum e, até, tornar a doença ou a síndrome ainda mais resistente ao tratamento. A pressa, pelo que percebo, é muito mais para encher os bolsos dos trustes farmacêuticos, que precisam lucrar a qualquer preço, com ou sem sentido ético. É o mundo no qual vivemos. Rio Grande
Re: É um medicamento como qualquer outro,
Re: É um medicamento como qualquer outro,
Re: É um medicamento como qualquer outro,
Re: É um medicamento como qualquer outro,
Re: É um medicamento como qualquer outro,
Re: É um medicamento como qualquer outro,
Re: É um medicamento como qualquer outro,
Re: É um medicamento como qualquer outro,
A descisão não é consensual?
Claro que é consensual!!! 1 comprimido por dia vezes "x" elevado a quantos??? Não há consenso que resita a um argumento destes! É melhor do que descobrir dez poços de petróleo. Dólares, euros, libras é a única coisa que se procura e com uma publicidade destas... espalhada pelo Mundo. No que respeita ao que à Saúde se refere, bem, poderá fazer bem como poderá fazer mal, eh logo se vê! Os bolsos até lá vão enchendo.
Re: Um comprimido diário para evitar o HIV
A cura não interessa, o que interessa é tomar um comprimido por dia, para o resto da vida.

Se por um lado, deixar morrer pessoas por não conseguirem suportar o preço que os laboratórios estipulam é grotesco, por outro lado, sem esta "cenoura", dificilmente se investiria tão fortemente no desenvolvimento de novos fármacos.

Entre uma coisa e outra, safa-se quem tem dinheiro, como sempre...
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Edição Diária 17.Abr.2014

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