16 de abril de 2014 às 22:48
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O CARRO DA SEMANA

Um "bazar" chinês

O dono da Volvo - o gigante oriental Geely - equipa a nova V40 com todos os extras possíveis, desde um detetor da taxa de alcoolemia - o Alcoguard -, até ao estacionamento assitido, passando pelo tecto panorâmico. Tal como num verdadeiro "bazar chinês"
J. F. Palma-Ferreira e Vitor Paiva (www.expresso.pt)
Herdeiro da carrinha Volvo V40 dos anos 90, o novo modelo da marca sueca - hoje integrada no grupo chinês Geely - dificilmente se classifica dentro do segmento das "breaks", ou "station". No entanto, também pode se utilizado como uma carrinha, porque tem cinco portas e a capacidade máxima da sua bagageira chega aos 1032 litros se os bancos traseiros forem rebatidos e for carregada até ao teto. Mas, sem rebater o banco traseiro, a V40 limita a sua bagageira normal a uns "tímidos" 335 litros, mais adequados aos parâmetros de uma berlina.

Seja como for, a característica mais marcante da nova V40 relaciona-se com a sua multiplicidade de extras e novidades no domínio da segurança. De tal forma é assim que até contempla a possibilidade de vir equipada de um medidor da taxa de alcoolemia, o Alcoguard, que tem um custo de €1000 - vulgarmente conhecido por "balão" -, além do sistema "sensus" que permite personalizar, através dos comandos do ecrã, todos os aspetos do tipo de condução pretendida, ou, ainda, sete alternativas para a luz ambiente, que vão do branco toscana ao violeta púrpura. Uma diversidade que é digna de um verdadeiro bazar chinês.

Condução fácil em curva


O próprio painel de instrumentos é interativo, permitindo a escolha do ambiente visual preferido, entre as opções de Elegance, Eco ou Performance. A própria alavanca do seletor da caixa de velocidades foi iluminada. A direção tem assistência elétrica e o sistema "torque vectoring" faz com que o V40 adapte a circulação ao tipo de curva que a sua direção desenha, adaptando a rotação de cada roda à velocidade necessária. Este sistema facilita bastante a condução. A suspensão dianteira recorre a uma tecnologia muito testada - do tipo McPherson -, e a traseira utiliza triângulos sobrepostos.

Como extra, também está previsto o teto panorâmico em que o vidro acompanha toda a área superior do veículo. Tal como o sistema de assistência ao estacionamento que, segundo a marca, permite estacionar o V40 em espaços mínimos (basta-lhe um espaço até 1,2 vezes as dimensões exteriores do carro).

Airbag frontal exterior


Outra novidade do V40 é a tecnologia "city safety" que evita colisões com outros veículos que estejam à frente, travando automaticamente o V40. Este modelo também monitoriza a parte dianteira, travando automaticamente quando deteta um peão. Finalmente, entre as inovações do V40 figura a instalação de um "airbag" debaixo do capô, destinado a amortecer eventuais choques com peões.

De resto, o motor do V40 está bem testado pela indústria, pois é proveniente da Ford (entre outros, também equipa veículos do grupo francês PSA). Não é um motor para grandes acelerações (só faz 12,3 segundos dos zero aos 100km/hora), mas atinge uma velocidade máxima adequada e, sobretudo, promete consumos baixos e reduzidos níveis de emissões poluentes (a marca anuncia 94 gramas de CO2 por cada quilometro percorrido).

Motor de origem Ford


A unidade diesel, originária da Ford - de quatro cilindros com 1560 centímetros cúbicos utiliza uma solução tecnológica que tem vindo a provar elevada eficiência de funcionamento, recorrendo a um turbo de geometria variável e a uma moderna injeção direta por conduta comum.

O modelo ensaiado pelo Expresso - a versão Momentum - tem estofos em tecido e jantes de 17 polegadas. Entre os extras incorporados inclui o painel de instrumentos digitam com ecrã de oito polegadas, sensores de parqueamento traseiros e câmara de parqueamento traseiro, um radio multimédia, ligação do telemóvel sem fios por "Bluetooth"  e os sistemas de segurança de condução.

Preço base "salta" facilmente


Com estes extras, o seu preço "salta" dos €27.900 para os €30.836,7. Se forem incluídos estofos de pele,  teto panorâmico, ou outras "mordomias" disponíveis por encomenda, os preços facilmente ultrapassam os €35.000.Em estrada ou em cidade, o V40 é extremamente fácil de conduzir e as únicas atenções requeridas centram-se na utilização da caixa de velocidades manual (de seis relações, mais marcha atrás) que ficam muito próximas, sendo possível ao condutor desatento fazer uma passagem para 4ª em vez de engrenar uma 6ª. E se o banco traseiro for ocupado por três adultos - o que pressupõe a elevação do encosto de cabeça do passageiro central - a visualização do óculo traseiro pelo espelho retrovisor é imperfeita.O desenho do banco traseiro também se adapta melhor ao transporte de duas pessoas - é menos cómodo para três. E os 335 litros da bagageira não comportam facilmente as malas de cinco pessoas.


Comentários 10 Comentar
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Quatro cilindros é pouco...
A Volvo têm um granda problema: quem quer vender carros de luxo tem de lhe pôr motores como-deve-ser. Isso de fazer passar carros de 4 cilindros por carros de luxo só engana um typo de cliente muito específico.
Re: Quatro cilindros é pouco... Ver comentário
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Pelo que sei
Pelo que sei é a Ford que usa motores de baixa cilindrada do grupo PSA.

De resto, o motor do V40 está bem testado pela indústria, pois é proveniente da Ford (entre outros, também equipa veículos do grupo francês PSA)

Acho que existe um erro ao dizer que o grupo PSA (Peugeot, Citoren) usa motores de baixa cilindrada da Ford.
Na verdade já vi Fiestas com o bloco do C2 e C3 HDI.

Cumprimentos.
Re: Pelo que sei Ver comentário
Alcoguard
1000 euros por esta brincadeira, era mesmo eu...
Re: Um "bazar" chinês
De facto era bom que os jornalistas se informassem antes de escrever a respeito dos motores. os motores são de origem PSA, mais que comprovados e, equipam muito mais marcas além das citadas, até algumas que têm a mania que são de luxo, tipo Jaguar etc.
Desde sempre
Que me lembre a Volvo sempre recorreu a motores de outros fabricantes...
O V40 já á muito que o conheço com o motor da PSA/Ford, e antes disso era Renault.
É normal que uma pequena marca não tenha dimensão para absorver custos de desenvolvimento de motores.
Mas vos garanto que a próxima versão do V40 já terá motor made in China, isso porque a questão de dimensão da empresa vai ficar resolvida...isso claro que as vendas forem um sucesso e parece ter tudo para isso...em particular na China que é onde o mercado auto cresce. Vejam o caso da VW.
D3 D4 D5
Falta aqui informar que estes modelos também são equipados com motores de 5 cilindros de origem Volvo com cerca de 200 cavalos. Só é preciso abrir mais a carteira.
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