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Ulrich acusa Governo de transformar BPP num problema sistémico

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, considera que o decreto-lei que interpreta a lei do sistema de protecção dos investidores passa os riscos do BPP - uma "ovelha negra" do sector - para a restante banca, transformando este caso num problema sistémico.
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Ulrich diz que a banca nunca teve qualquer informação efectiva sobre a situação do BPP
Ulrich diz que a banca nunca teve qualquer informação efectiva sobre a situação do BPP / Tiago Miranda

O novo decreto-lei que foi criado para interpretar a lei que enquadra o sistema de protecção dos investidores "acrescentou novas regras - que não existiam na lei -, alterando as regras do jogo", o que "transformou o caso do BPP num problema sistémico", considera o presidente da Comissão Executiva do BPI.

Fernando Ulrich, à margem da apresentação dos resultados do BPI relativos ao primeiro semestre de 2009, diz que o novo decreto-lei "acrescentou normas que não existiam e que não permitiam ir pelo caminho que se está a seguir".

"Lamento que este decreto-lei tenha sido publicado, porque esta não é uma maneira de se trabalhar", refere Ulrich, apelando a que o Governo e o primeiro-ministro, José Socrates, "pensem no assunto com cabeça fria".

Para o presidente do BPI, a banca não teve qualquer informação sobre a situação efectiva do BPP, o sector financeiro nunca teve qualquer indicação da parte das autoridades competentes sobre as operações em que o banco entrou e os seus problemas não poderiam constituir riscos sistémicos. "Mas o novo decreto-lei transforma o caso do BPP num problema sistémico e configura uma situação em que os restantes bancos que lhe são concorrentes terão de pagar parte dos prejuízos do BPP, o que não se pode aceitar", diz Ulrich.

"O caminho que se está a seguir não contribui para criar a confiança necessária ao funcionamento do sistema financeiro", considera Ulrich. "E estas regras criam o precedente da banca ter de pagar os erros cometidos por uma ovelha negra", diz.

O BPI está a avaliar juridicamente o novo decreto-lei e tomará posteriormente uma posição mais fundamentada sobre o assunto.


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Uns verdadeiros cata-vento
Recuaram no TGV, no aeroporto*, na avaliação dos professores, etc., etc., etc..

O peso do estado na economia volta a estar perto dos 50%, o rendimento nacional é negativo, as previsões da OCDE para 2011 - 2017 colocam Portugal com um crescimento de 1,5% contra 2,3% da média da UE, etc., etc.,

Senhores governantes, ide SFF apanhar no olho do cu.

* O que sucedeu com o "novo" aeroporto, é não só vergonhoso como digno do Burkina Fasso.

Ainda os Bancos.....
Os Bancos como outras empresas, se não tiverem condições não devem estar no mercado, desde que se acautelem os depósitos dos clientes "normais", fecham, assim como tem acontecido a centenas de empresas por este país fora. É dificil perceber a lógica da intervenção do governo, ao dizer que se não interviesse era mau para o sistema bancário, o que será péssimo é "pagar o justo pelo pecador".Até seria melhor "limpar o sistema" de uma vez por todas destes "toxicos"para quê mantê-los?
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Edição Diária 17.Abr.2014

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