20 de maio de 2013 às 1:26
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Ui, ui, o comércio tradicional

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

Por norma, Coimbra tem um número considerável de turistas, que andam por ali a ver o túmulo de D. Afonso Henriques e demais memória da cidade. Mas, naquele sábado, a cidade estava ainda mais cheia, estava mesmo apinhada de gente de pele clarinha e de carteira cheiinha. O Eurogym 2012 tinha acabado de começar. Ou seja, milhares de Nadias Comaneci loiras enchiam as ruas. Perante esta avalanche do norte da Europa, poderíamos pensar que o comércio tradicional de Coimbra iria ficar satisfeito. As ruas estavam cheias de malta com a carteira fora da alçada da troika; aliás, num certo sentido, era a troika que ali estava, a andar de um lado para o outro. Sucede, porém, que esta suposição estaria errada.

Naquele sábado fervilhante, a maioria das lojas da baixa estava fechada. Pelas bandas de Coimbra, a lógica pode ser uma coisa do Entroncamento. Enquanto me encaminhava para uma loja que vende sapatilhas Sanjo e música alternativa, não pude deixar de pensar que estes comerciantes têm excesso de queixinhas e défice de adaptação. Falam muito, mas depois são incapazes de aproveitar um evento que trouxe milhares de carteiras para o centro de Coimbra. Pior: estes comerciantes serão os mesmos que aparecerão algures numa futura reportagem de TV, queixando-se do iva e da pressão das grandes superfícies. Felizmente, a minha loja estava aberta, e comprei o meu CD. A rapariga da loja não se queixou da pressão das grandes superfícies, apenas resolveu trabalhar num sábado à tarde numa cidade cheia de turistas ricos. Quem diria?
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Na Lusa Atenas farás como os Gregos?
Na realidade, o Portuga é um pouco esta caracterização que o Henrique acaba de fazer sobre os pequenos comerciantes da "Lusa Atenas", não serão todos, alguns deles gente já com alguma idade, que os filhos preferem o Optimus Alive e o Marés Vivas...
No fundo esta gente ou os filhos deles, talvez queiram concorrer com os gregos, chutando para o lado as suas responsabilidades, a culpa é sempre dos outros, sejam eles alemães, os mercados, as agencias de rating ou mesmo a crise internacional.
Acresce a este facto, a propensão que o TUGA tem para resolver todas as crises á conta do vizinho do lado, mas sem que lhe toquem nas suas perrogativas e benesses.
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ADQUIRA JÁ O CARTÃO RELVAS GOLD Ver comentário
Interessante
Texto curto, mas foca uma questão importante. A tendência do português para se queixar de tudo e de nada, sendo a culpa sempre dos outros.
Esta questão grandes superfícies/comércio local é uma falsa questão. O que o pequeno comércio não tem é a dinâmica necessária para se associarem, fazerem uma escala de serviço, de modo a alargarem os horários e a estarem atentos aos movimentos das pessoas.

Em Faro, ao Domingo, na rua das lojas, está tudo fechado, dezenas de turistas a olharem para as montras e só muito recentemente há um ou dois cafés que abrem.
Em Cabanas, milhares de pessoas a passear de uma lado para o outro e um restaurante dá-se ao luxo de descanso semanal. Não se admirem de verem o proprietário a queixar da crise, na TV.

Portanto, muito cuidado com os depoimentos lancinantes de grandes desgraças, muito daquilo e conservadorismo e incapacidade de associação.
  O mesmo se passa com pequenos produtores agrícolas, queixam-se de exploração, mas são incapazes de se associarem para ganhar dimensão.
Isto é genético,estamos condenados..............
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Small is beautiful
Esse tempo já lá vai. Se small implica hoje fazer-se à vida, tentar ser duplamente mais esperto e trabalhar o dobro, senão não sobrevive.
Duplamente mais esperto para encontrar um nicho, um "oceano azul", para não se depender da pressão dos preços do mercado global. Trabalhar duplamente porque a dimensão não permite ter muitos funcionários para fazer turnos, contratar consultores para pensar por nós, ter vários funcionários para cada tarefa, ...
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Na Rua Augusta
No inicio dos anos 90, imbuído pela necessidade de ajudar o tal "Comércio Tradicional" fui comprar uma camisa à Rua Augusta. Fui a uma loja (Conhecida por fazer anúncios na TV no inicio dos anos 70) e resolvi comprar uma camisa.

Os problemas chegaram no pagamento.

Multibanco?

Não temos! É caro e não serve para nada!

Então como posso pagar?

A dinheiro ou por cheque. Mas no último caso só pode levantar a mercadoria após termos recebido o dinheiro!

Pelo que a minha decisão foi:

Tenham um bom dia, que eu tenho de ir ao centro comercial das Amoreiras. Esta foi a última vez que (não) fiz compras na baixa. Já lá vão 17 anos!
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"DESTA VEZ DOU-LHE RAZÃO"
Foi ontem "feriado aqui na cidade".
Cidade pequena miserável cagada de merda de pombos,abandonada com lojas a fechar a esmo,casas para alugar por qualquer preço, lixo nas ruas escarradelas de 3 em 3 segundos para o ar e para onde calha.
Prédios em ruínas no centro abandonados por famílias dizem abastadas.Tres ou quatro cafés abertos para os dominós e cartas e bagaços do costume.
das 8 farmácias em actividade 7 fechadas por que estão em crise o comercio tradicional todo fechado com rarissímas exceções uma das quais a lojinha da minha mulher que luta até à exaustão para pagar a carga de impostos que lhe cai em cima..
No largo da Cãmara toca a banda e desfilam os bombeiros para o Presidente passar revista às "tropas" dele, À vaidade dele e dos ilustres merdosos da cidade que mesmo em ruínas acham o máximo para se pavonearem com o último fatito e gravata a condizer.
Passa a peixeira apressada a lutar contra o tempo, com carapau pilim e sardinha quase viva na canastra cheia. Passam os carrinhos "pópós lavadinhos e com musica pimba aos berros em filinha para a praia e para o vento e para o Sol que está a dormir toda a manhã.
É este o quadro de um País com Portugueses que de trabalhar gosta pouco é verdade."
Os turistas (poucos) não têm onde comprar quase nada pois está tudo fechado. Por causa da crise ? Não!
Por causa dos maus hábitos.
kácus
ui-ui-o-comercio-tradicional
Para começar pergunto se às lojas é permitido abrir assim do pé para a mão ao fim de semana. Desculpem a minha ignorância, mas também me contaram que em tempos que já lá vão, numa determinada cidade turística, as lojas resolveram abrir aos sábados e foram todas multadas. Nos tempo que correm já nem ponho em dúvida que os trabalhadores dessas lojas, mas também os patrões na sua maioria, recusem trabalhar ao fim de semana, pois está pela certa a sobrevivência de todos. Será que o autor não está a ser injusto e isto é uma pergunta inocente.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/mouseland-governo-de-gatos-elegido-por.html

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Podem, desde que paguem licença Ver comentário
Escravos do SEC XXI
Falsa questão. As pessoas têm direito ao descanso e a cestar com a família. os comerciantes e os funcionários têm filhos para levar num sábado à tarde ao parque, ao cinema ou à praia. Não à escravidão. Estive na Alemanha o ano passado e pude reparar que o Domingo é religiosamente cumprido, está tudo completamente encerrado ! Das 3 cidades que visitei não vi o cerco das grandes superfícies que esmagaram o comércio local, as regras e o equilíbrio devem ser outras e não o que aconteceu nas nossas cidades em que se licenciou ao sabor dos Belmiros e associados ! Por coincidência na segunda-feira seguinte era feriado religioso - pentecostes - e voltei a encontrar tudo literalmente fechado e os jardins cheio de gente a apanhar banhos de sol e a brincarem com os filhos. Malandros estes alemães ! Temos que nos igualar aos chineses para desenvolver o comércio e a economia? Em salários já estamos a seguir as pisadas! O meu amigo se queria ir comprar o CD dentro do horário normal e não ter escravos a sua espera só para lhe agradarem...! Tem família e amigos ?
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Espero por uma tasca aberta.
Se ao Sábado é assim como descreve HR ao Domingo é de esperar ainda pior o que me deixa muito preocupado, porque dia 9 de Setembro chegarei de bicicleta a Coimbra, vindo de Viseu, num percurso de 90 Km a abrir o apetite. Se por azar não houver uma tasca aberta a fome vai apertar, porque Centros Comerciais não fazem parte do meu roteiro de férias. Se houver alguma recomendação quanto a sítio onde se possa saborear a comida regional, agradeço-a.
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Boa
Texto reduzido e objectivo de um bom tema - boa. E deve ter sido um passeio terapêutico, o parágrafo com a alusão ao Sócrates ficou de fora!!!
HR
Curto e grosso, espelha a realidade de muitos.
Mas a realidade é que Coimbra vive da universidade e dos hospitais, o resto é paisagem descolorida.
!
Tabém sei que os portugueses têm pouco sentido de opotunidade e gostam mais de fazer greves do que de trabalhar num sábado à tarde.
Não posso, no entanto, deixar de referir que ao comércio tradional aconteceu-lhe o mesmo que ao interior do País. Completamente abandonado pelos desgovernos anteriores. Pelos menos pelos "socialistas" aldrabões e mentirosos de má memória.
Parabéns pela crónica de hoje
Hoje decidiu presentear-nos com uma bela crónica, muito sintomática da realidade lusa!
não será só em coimbra! numa qualquer outra localidade do país, em situação semelhante, teria acontecido exactamente o mesmo.
Faltou lembrar-nos o Sol que fazia nesse sábado e como vira nas tv's que os tugas tinham-se deslocado em massa para as praias...
De resto, está tudo dito, e bem retratado!
Os meus parabéns!
Alemanha
O sindicato da industria de automoveis na alemanha informou aos seus. Filiados que seria necessário a alteração das ferias de verão devido essas coicidirem com a altura de maior procura no mercado asiatico.sabe oque aconteceu... simples mudaram as ferias..essa a diferença
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Comentário alternativo
Epá o nosso "cientista político" ouve música alternativa. Querem ver que afinal o tipo é um hippie revolucionário de esquerda disfarçado ?

Entretanto, e retirado do site do Eurogym 2012: Eurogym 2012, Coimbra, Portugal, 15 a 19 de Julho.
Dia 15 foi a um Domingo. No mesmo site, e no programa detalhado do evento, podemos consultar para dia 15: "Chegada dos grupos" no período da manhã e "Cerimónia de abertura" às 18 horas. Portanto se conclui que não houve cerimónia de abertura nem algo do género na véspera.

Diz no entanto o nosso Fox que "naquele sábado, a cidade estava ainda mais cheia" porque "O Eurogym 2012 tinha acabado de começar". Das duas uma: ou trocou os dias, ou é mais uma das invenções "à la Raposalho".

Eu sei em qual das duas hipóteses acredito ...
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É verdade sim senhor ...
sou de Coimbra e também constatei a mesmísisma coisa.

Coimbra morreu à sombra universitária e parou no tempo ... mais concretamente na Geração de 70, não de 70 do século XX mas 70 do século XIX, de onde saíram (entre outros) Antero de Quental.

Acho mesmo que essa terá sido a última "coisa" de jeito que saiu desta cidade.

Já agora qual é a loja que vende Sanjo?

Saudações
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