27/05/2012 atualizado às 1:18

UE analisa à lupa impacto das fluorescentes em 28 doenças

A Comissão Europeia estudou os efeitos das lâmpadas fluorescentes compactas (LFC) nas pessoas com hipersensibilidade à luz. Clique para visitar o dossiê lâmpadas fluorescentes.  

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)
18:20 Segunda feira, 19 de outubro de 2009
Em exposições prolongadas a menos de 20 cm de distância, as lâmpadas fluorescentes compactas podem causar danos na retina.
Em exposições prolongadas a menos de 20 cm de distância, as lâmpadas fluorescentes compactas podem causar danos na retina.

Cerca de 28 doenças de pele e não-pele foram analisadas em detalhe pela Direcção-Geral da Saúde e Consumidores da Comissão Europeia, antes da entrada em vigor, no passado dia 1 de Setembro, da directiva europeia que vai banir as lâmpadas incandescentes até 2012.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ LÂMPADAS FLUORESCENTES

O estudo, feito pela Comissão Científica de Riscos para a Saúde, reconhece que para certos doentes com hipersensibilidade à luz, a cintilação, as radiações ultravioleta e a luz azul "podem exacerbar os sintomas", mas conclui que "não há evidência consistente de que o uso de LFC contribua significativamente para isso".

De todas as propriedades destas lâmpadas, "apenas as radiações ultravioleta e da luz azul foram identificadas como um potencial factor de risco para o agravamento dos sintomas de hipersensibilidade à luz em alguns pacientes com doenças como dermatite actínica crónica e urticária solar".

Efeitos em condições extremas 


A Comissão chama a atenção para o facto de certos modelos de LFC de invólucro simples emitirem radiações ultravioleta B (onda média) e vestígios de radiações ultravioleta C (onde curta). "Em condições extremas (isto é, exposições prolongadas a distâncias de menos de 20 centímetros) estas LFC podem conduzir a exposições ultravioleta que se aproximam dos limites legais estabelecidos nos locais de trabalho para proteger os trabalhadores de danos na pele e na retina".

O estudo salienta, por fim, que o uso de LFC de duplo invólucro ou tecnologia semelhante, poderá mitigar largamente ou totalmente tanto este risco como o do agravamento dos sintomas das pessoas hipersensíveis à luz. Quanto à população em geral (as pessoas saudáveis), o documento chama a atenção para os riscos associados à exposição excessiva às LFC a menos de 20 centímetros de distância devido às radiações ultravioleta, e à exposição excessiva à luz azul, que "pode contribuir para alguns danos na retina se estiver demasiado próxima dos olhos".

De qualquer maneira, a Comissão Científica assinala que há declarações sobre os efeitos nefastos para a saúde das LFC "parcialmente baseadas em percepções subjectivas e efeitos psicológicos com falta de evidência científica", o que significa que "há necessidade de estudos experimentais e epidemiológicos adicionais antes de se tirarem conclusões finais sobre este assunto".

E há uma limitação de fundo. É que, "devido à falta de dados concretos sobre as LFC, foram extrapolados os dados existentes relativos às lâmpadas fluorescentes tradicionais" para situações em que as LFC devem ser usadas.


Lista das doenças analisadas

1. Doenças de não-pele


- Epilepsia

- Enxaquecas

- Dislexia/Síndrome de Stresse Visual

- Síndrome de Ménière

- Sida

- Doenças da retina

- Autismo

- Síndrome de Fadiga Crónica

- Fibromialgia

- Dispraxia

- Fotofobia

- Cegueira da neve e Cataratas

- Hipersensibilidade electromagnética

2. Doenças de pele


- Fotodermatoses idiopáticas: Erupção polimórfica, Dermatite actínica crónica, Prurigo actínico, Urticária solar

- Fotosensibilidade induzida por medicamentos e produtos químicos: Fototoxicidade (provocada pela amiodarona, fenotiazina ou antibióticos de fluoroquinolonas), Agentes anti-cancerígenos (fotofrin, foscan), Fototoxicidade provocada pelo psoralene de plantas ou dietas, Dermatite foto-alérgica de contacto

- Genofotodermatoses

- Porfirias

- Dermatoses foto-agravadas

- Lúpus

-- Cancro de pele

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De facto as fluorescentes emitem UV, mas...
Xico Taxista (seguir utilizador), 2 pontos , 18:57 | Segunda feira, 19 de outubro de 2009

... as coisas não são assim tão "lineares".

Há muitos anos atrás, quando as lâmpadas fluorescentes eram pouco usadas, existiam apenas de um tipo de cor, que até era um pouco desagradavel à vista.

Actualmente existem lâmpadas fluorescentes que emitem luz de vários comprimentos de onda.

Existem (pelo menos) os seguintes tipos de lâmpadas:

- Luz fria (espectro luminoso, predominante nas frequências mais altas)
- Luz quente (o inverso das anteriores)
- Luz do dia (tentam, embora de forma grosseira, reproduzir um espectro luminoso próximo do que o Sol emite).

O problema é que os electricistas, quando andam a fazer instalações eléctricas, raramente se preocupam com este pormenor (muitos nem sabem que existem estas variantes).
Apenas se preocupam com o tipo das "armaduras" (suporte onde as lampadas são encaixadas), e respectivas potências.

No entanto, no mercado, já se encontram à venda filtros de UV para lâmpadas florescentes.

É só uma questão de procurar.

Nota: Como os filtros UV p/ fluorescentes são raramente procurados pelas pessoas, grande parte das lojas não os têm, e nalgumas nem sequer sabem que existem.

 
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As lâmpadas fluorescentes compactas...
Xico Taxista (seguir utilizador), 2 pontos , 19:11 | Segunda feira, 19 de outubro de 2009

... diferem das restantes por terem um casquilho igual às de incandescência, com o objectivo de as substituírem.

O seu modo de funcionamento é igual ao das suas "irmãs" mais velhas.

A grande diferença, na "óptica do utilizador" (para além do formato) é que, os clássicos "balastro" e "arrancador" são electrónicos e estão embutidos na lâmpada.

 
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e eu que sempre pensei que as fluorescentes...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 19:12 | Segunda feira, 19 de outubro de 2009
...eram uma excelente fonte de fluor.

 
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Lâmpadas fluorescentes
tionando (seguir utilizador), 1 ponto , 1:02 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
Ûm dos males das lâmpadas fluorescentes é o preço e não aguentarem a vida das de incandescência no acende apaga. Fundem cedo e então as de fabrico chinês, quase não dá para entender.
 
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