27/05/2012 atualizado às 1:18

TVI: Quatro anos de polémica

O grupo espanhol Prisa, que adquiriu a Media Capital em 2005 e pretende agora vendê-la, tem visto alguns dos seus negócios envolvidos em polémica, com acusações de estar demasiado ligado ao governo espanhol. Clique para visitar o dossiê especial Polémica com Jornal Nacional da TVI.

20:07 Quinta feira, 3 de setembro de 2009

A Prisa, o maior grupo de comunicação social espanhol, que detém o "El País", a rádio "cadena SER" e o canal de televisão "Cuatro", tornou-se o accionista principal da portuguesa Media Capital em Julho de 2005, entrando deste modo na TVI.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ POLÉMICA COM JORNAL NACIONAL

Na altura o líder do PSD, Marques Mendes, acusou os governos português e espanhol de cumplicidade no negócio, lembrando a ligação do grupo ao PSOE. 

O ministro dos Assuntos Parlamentares saiu em defesa do Governo, negando que este tenha autorizado a venda da TVI e considerando as acusações do líder do PSD como "insultuosas". 

Também o administrador da TVI da altura, João van Zeller, reforçou perante a entidade reguladora dos media a acusação de "cumplicidade política" dos governos socialistas português e espanhol durante o processo negocial entre a Media Capital e a Prisa.

Em Outubro de 2006, a Prisa lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade das acções representativas do capital social da Media Capital, passando a controlar o grupo.  

Em Abril do ano seguinte, Joaquim Pina Moura anuncia que deixou o lugar de deputado e todos os cargos no PS para integrar a administração da Media Capital, como presidente com funções não executivas, em substituição de Miguel Pais do Amaral, que deixou a empresa. 

Novamente o PSD surge a considerar "um descaramento total" a nomeação do ex-ministro socialista Pina Moura para presidente da TVI e uma prova do projecto político do PS de "tomada de controlo" do canal de televisão, acusações de Pina Moura refuta. 

No final de 2008, a Prisa começa a ver-se a braços com uma situação financeira delicada e propõe cortar 5% das despesas correntes, suspender o pagamento de dividendos e congelar os salários de executivos em 2009 para enfrentar a dívida e a queda das receitas. 

Dois meses depois, em Fevereiro de 2009, Pina Moura apresenta a demissão, alegando razões de natureza profissional. 

Entretanto, a Prisa consegue in extremis negociar com os seus credores o adiamento por um ano de um "crédito ponte" de €1.950 milhões, comprometendo-se a reforçar o capital da empresa e a reestruturar o financiamento a três anos, e anuncia a intenção de despedir até 2.000 trabalhadores em todo o mundo até ao final do ano.

No âmbito das medidas para enfrentar a crise, a Prisa anuncia em Junho deste ano a intenção de vender 30% da Media Capital.

A quase concretização deste negócio com a Portugal Telecom acabou por ser inviabilizada pela polémica lançada à volta do assunto.

A Cofina e o grupo Ongoing anunciam entretanto o seu interesse em comprar participações maioritárias na Media Capital, mas, até ao momento, nada foi anunciado. 

A 5 de Agosto deste ano, José Eduardo Moniz sai do canal que tornou líder de audiências para ocupar o lugar de vice-presidente da Ongoing, deixando no seu lugar Bernardo Bairrão, e mantendo-se João Maia Abreu como director de informação e Mário Moura e Manuela Moura Guedes como subdirectores.

Lusa
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ESTE BARULHO TODO É POR CAUSA DA BOCA GUEDES??
SSTHUNDER (seguir utilizador), 1 ponto , 22:05 | Quinta feira, 3 de setembro de 2009
A administração de certeza que já estava farta dela até aos cabelos,quem ia aguentando o barco era o Moniz...o Moniz saiu e a boca guedes foi ao fundo.
É certo que muitas verdades foram ditas,mas aquele tipo de jornalismo sensacionalista (a forma como era apresentado,não o conteúdo)tinha os dias contados.
 
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A mordaça espanhola
Nunes da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:05 | Quinta feira, 3 de setembro de 2009
Como é que, em vésperas de eleições legislativas, se permite que espanhóis interfiram, calando vozes incómodas a um dos partidos e não se lhes chamando a atenção para a inoportunidade e deselegância da medida.
    Como é que políticos, com responsabilidades de poder, ministro e deputado, vêm à TV aplaudir o amordaçar dum programa.
    Alegam que lá se diziam mentiras ofensivas do bom nome. Se assim o consideram, porque não puseram acção em tribunal?
    Em vez disso, aplaudem interferência de espanhóis!
    Fraca noção do interesse nacional.
                António José de Matos Nunes da Silva
 
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É verdade!!
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:24 | Quinta feira, 3 de setembro de 2009
O grupo PRISA está manejado pelo psoe espanhol e, de facto, um dos jornalistas que trabalha na radio SER é familiar de um dos novos ministros de... educação...

Além da pouca fiabilidade das suas tranmissões é um grupo que trata por todos os médios de criticar a Igreja e de fazer alterações na sociedade espanhola injuriando constantemente essas tradições geralizadas e individuáis tão heredadeas desde faz tanto tempo...

A favor da disgressão espanhola e apoiando sempre a zp esteja ou não a trablahar bem ou mal (ainda nem sei se estes de verdade trablaham e merescem a sua sua nómina) a verdade é que pediram um prêstimo que não lhes foi concedido e se comenta que além de estar a cair as súas cotizações na Bolsa, também é verdade de que estão a caminho da falência do qual, todo seja dito, é bom para todos os cidadãos que vivemos aquí...

A ver se esta firma fecha de uma vez por todas e deichanos em paz e sem chatices!!
 
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Lamento
olimanuel (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Quinta feira, 3 de setembro de 2009
Lamento apenas ter este sujeito como primeiro-ministro. Nunca o meu país desceu tão baixo.
 
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