27/05/2012 atualizado às 1:18

Turismo em Lisboa está na moda

Hoje celebram-se as festas da cidade, que desde a Expo'98 mais do que duplicou os resultados turísticos e atingiu uma elevada notoriedade a nível internacional. O turismo em Lisboa teve o melhor ano de sempre em 2007, mas já está a ressentir-se dos efeitos da crise gobal.

Conceição Antunes
11:00 Sábado, 13 de junho de 2009
Turismo em Lisboa está na moda

Lisboa está a ser recomendada de forma crescente como destino de férias pela imprensa internacional e a atingir elevados índices de satisfação por parte dos turistas que a visitam. Mas os resultados turísticos já reflectem os efeitos da crise global, e de Janeiro a Maio os hotéis da área metropolitana de Lisboa evidenciaram quebras da ordem dos 20%, com destaque para o sector dos congressos e viagens empresariais.

Os resultados no final de 2009, segundo as previsões do Turismo de Lisboa, deverão regressar aos níveis de 2006. "Se as quebras em Lisboa foram de 20% nos primeiros quatro meses do ano, em Madrid e Barcelona foram de 30%, e estas cidades estão neste momento a fazer uma espécie de 'dumping', a praticar preços abaixo de custo", faz notar Vitor Costa, director-geral do Turismo de Lisboa. "Já não temos em Lisboa um problema de notoriedade, mas hoje há uma crise que é geral. Não há nenhum mercado mundial que não esteja a sofrer com a crise, que atinge até países emergentes como Brasil, China e India".

Turismo em Lisboa está na moda
Numa tentativa de minimizar os efeitos da conjuntura adversa, o Turismo de Lisboa decidiu reforçar em 2009 as campanhas de promoção no Brasil e em Espanha. Em 2008, o mercado brasileiro foi dos que mais ajudou a compensar as quebras turísticas globais em Lisboa (evidenciadas sobretudo por parte dos mercados britânico e italiano). O alvo das campanhas do Turismo de Lisboa é a classe média-alta com poder de compra para viajar, e a meta para 2009 é manter as 400 mil dormidas asseguradas por brasileiros no ano passado (e que reflectiu um crescimento de 100 mil dormidas face ao anterior). O principal desafio desta promoção no Brasil é conseguir substituir a imagem de uma Lisboa velha e antiquada, que prevalece na mente dos brasileiros, por uma cidade moderna e cosmopolita.

"A nossa principal dificuldade é convencer os brasileiros do segmento que nos interessa que vir a Lisboa lhes dá prestígio e estatuto social, tal como ir a Paris ou a Londres", refere Vitor Costa. "É um trabalho de persistência, que visa procurar mudar a percepção que existe de Lisboa e de Portugal".

Lisboa teve o melhor ano turístico de sempre em 2007, mas em 2008 já evidenciou quebras marginais, totalizando 8,4 milhões de dormidas nos hotéis, das quais 5,9 milhões asseguradas por turistas externos. Do total de 3,8 milhões de hóspedes nos hotéis da área metropolitana de Lisboa em 2008, cerca de 2,4 milhões eram estrangeiros.

(clique na imagem para ver o documento em formato PDF)
Foi sobretudo a Expo'98 que fez disparar a notoriedade internacional da cidade, e mais recentemente o campeonato de futebol Euro-2004. "A Expo'98 foi um evento transformador e um ponto de viragem para Lisboa. Desde então, a oferta hoteleira duplicou e a procura passou de 1 milhão de turistas estrangeiros para cerca de 2,4 milhões", salienta Vitor Costa.

"Neste contexto de crise, Lisboa até pode ter vantagens, pois tem um produto turístico excelente e mais barato que o dos destinos concorrentes", sustenta o director-geral do Turismo de Lisboa.

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Cegos são aqueles que não querem ver!
Motuproprio (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 9:31 | Domingo, 14 de junho de 2009
Acho graça! Ou fico triste! Não sei! Lisboa como destino turístico. Bom! Alguém se esqueceu de arrumar os carros da Baixa, de limpar e arranjar os passeios, de tirar os mendigos, estrangeiros e nacionais, da rua Augusta, de acabar no "Metro" com os jornais publicitários que acabam no chão em forma de lixo,(o mesmo à saída da Estação do Rossio), os mendigos que vão batendo com a bengala no chão a lembrar-nos que os temos de auxiliar (não o Estado) os inúmeros carros em cima dos passeios por toda a cidade, (des)arrumados de forma selvagem, os prédios velhos a caír, pondo em risco a integridade física para além de constituirem aberrantes manchas nas fotos de recordação,etc. Verdadeiramente deprimente! Lisboa como destino turístico? Tenho saúdades da minha Lisboa, que não esta!
 
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LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:34 | Quinta feira, 18 de junho de 2009
Faz hoje
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:40 | Sábado, 13 de junho de 2009
Faz hoje, 13 de Junho de 2009, 121 anos que nasceu o poeta-filósofo Fernando Pessoa (1888-1935). Como o Estado Novo não deixou data que o assinalasse hoje nada se assinala…
Deixamos aqui uma modesta homenagem a este dia.

Maria Bethania/ poema do menino Jesus e ultimatum:

http://www.youtube.com/wa...

http://www.youtube.com/wa...

Álvaro de Campos
ANIVERSÁRIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino.
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa.
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

15-10-1929

Poesias de Álvaro de Campos.
Fernando Pessoa (1888-1935).

 
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e amanhã?
Schadenfreude (seguir utilizador), 1 ponto , 17:22 | Sábado, 13 de junho de 2009
E quem faz anos amanhã, quem é?

«Eu nunca tive quem sequer pensasse em se me dedicar»...
Livro do Desassossego, Vol I
Vicente Guedes Bernardo Soares
 
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