Os responsáveis editoriais dos três jornais desportivos portugueses são unânimes em considerar que o peso institucional do prémio FIFA se sobrepõe à tradição de meio século da 'Bola de Ouro' da revista"France Football".
Em dia de atribuição do prémio World Player da FIFA de 2008 e no qual Cristiano Ronaldo é um dos candidatos à vitória, representantes dos jornais "A Bola", "Record" e "O Jogo" realçam o peso do prémio atribuído pelo organismo que gere o futebol mundial.
Para José Manuel Delgado, director-adjunto de "A Bola", seria fácil perceber qual o prémio mais importante fazendo a pergunta aos próprios jogadores.
"A Bola de Ouro tem um peso histórico diferente e foi durante muitos anos uma referência, mas se dessem a escolher a um jogador se preferia um ou outro, ele preferiria, seguramente, o da FIFA", disse José Manuel Delgado.
Também António Tadeia, director-adjunto do jornal "O Jogo" salienta "a tradição da Bola de Ouro", mas considera que o prémio da FIFA tem a importância de ser "a distinção oficial da entidade que gere o futebol mundial".
"Decisivo é o facto de ser atribuído pela FIFA - campeão do Mundo é quem ganha o Mundial da FIFA e não quem, a cada final de ano, a "France Football" designa como melhor selecção do ano", justifica o sub-director de "O Jogo".
António Tadeia refere também que a "Bola de Ouro" tem o mérito de ser uma escolha dos jornalistas e à partida mais imparcial, enquanto o prémio FIFA estará mais sujeito a manobras de lobbying, por se decidir com os votos dos seleccionadores e 'capitães'.
Para António Magalhães, director-adjunto do jornal Record, ser escolhido como o melhor do Mundo (FIFA World Player) "tem um impacto mundial incomensurável", ainda que não se deva ignorar "a tradição" da Bola de Ouro, atribuída desde 1956.
De algum modo, na opinião do responsável editorial do "Record", os dois prémios completam-se: se um ganha pela tradição que tem, o outro ganha por premiar institucionalmente o melhor do Mundo, o que lhe confere um peso enorme.