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Tristes trópicos, triste Papa

Miguel Sousa Tavares
8:00 Segunda feira, 23 de março de 2009

Os Papas gostam muito de ir a África. São viagens que asseguram sempre uma grande cobertura mediática, estádios cheios de multidões com bandeirinhas que não entendem nada do que o Papa lhes vai dizer nem estão lá para isso, discursos de efeito fácil e inócuo contra a pobreza e o subdesenvolvimento que ficam sempre bem à imagem de uma Igreja preocupada com questões sociais. De caminho, os Papas não se preocupam nada ou quase nada com a caução que dão às ditaduras que visitam, à corrupção que elas praticam e à miséria que promovem.

Quando João Paulo II visitou a Costa do Marfim, de que era ditador Houphouet-Boigny, dormiu num edifício construído de propósito para o efeito que custou 150 milhões de euros - o equivalente, talvez, ao PIB anual do país, e construído ao lado da Catedral de Yamassoukro - do tamanho da Basílica de S. Pedro, em Roma, toda em mármore, erguida em plena selva e cujo custo ninguém conseguiu jamais estimar. E aí, no covil do ladrão, abençoou o país e o seu Presidente e não se esqueceu de pregar a caridade para a multidão de miseráveis a quem o regime local roubava o pão e a escola para financiar a ostentação religiosa e o palácio particular do VIIème em Paris onde Boigny gostava de passar o melhor do seu tempo.

Também agora, vendo o ar feliz com que Bento XVI se passeou em Yaoundé, ao lado do Presidente Biya, dos Camarões - corrupto e ditador, como manda a tradição - e da sua contratada primeira-dama, constato que a tão elogiada diplomacia duplamente milenar da Santa Sé continua a seguir a mesma regra de sempre: o essencial é garantir que a Igreja Católica seja tolerada e de preferência bem tratada onde quer que seja, nem que para isso o Papa tenha de caucionar, visitar e abençoar aquilo que a decência mandaria evitar. Foi assim, por exemplo, que João Paulo II, de visita à Indonésia, aceitou deslocar-se a Timor, no auge da ocupação e da repressão (inclusive sobre a Igreja Católica), porque, em contrapartida, lhe asseguraram uma existência pacífica no maior país muçulmano do mundo.

Para dizer com franqueza, por mais que a figura de Ratzinger afaste qualquer simpatia - ao contrário do que sucedia com Woytila - o que Bento XVI faz e diz em África não é substancialmente diferente do que fazia e dizia João Paulo II: convoca a fé irracional das multidões, de que a Igreja tanto gosta, prega a caridade em lugar da justiça social, e repete os insustentáveis dogmas morais para um mundo que não existe e que hoje parece ser o fundamental da mensagem de Roma. Se fosse só esta a mensagem que a Igreja Católica tivesse para levar a África e a outras partes do mundo, há muito que teria desaparecido do mapa. Mas, apesar da perda de influência constante a favor daquilo a que Bento XVI chama "seitas", o que ainda mantém a Igreja com uma força de influência moral em África é o trabalho, muitas vezes invisível e até mal compreendido por Roma, que muitos sacerdotes, missionários e comunidades cristãs desenvolvem no terreno, em condições bem difíceis. Felizmente, aí vale aquele provérbio africano que diz que "a palavra do chefe não passa além do rio". Aí, confrontados diariamente com a doença e o sofrimento, vivendo num continente onde estão 70% dos infectados com sida, os padres sabem que a sua obrigação, moral e religiosa, é aconselhar o uso do preservativo e não fazer pregações irresponsáveis e paternalistas a favor da abstinência, da fidelidade ou da procriação como único fim da sexualidade.

No curto espaço de três semanas, este infausto Papa, imposto por longas manobras da cúpula 'negra' da Igreja Católica, conseguiu mostrar o pior de si mesmo. Primeiro, levantou a excomunhão contra o arcebispo nazi inglês Williamson e a sua seita anti-Vaticano II e apenas duas semanas depois de ele ter repetido que o Holocausto era uma invenção dos judeus; depois, defendeu e confirmou a excomunhão decretada pelo arcebispo de Olinda e Recife contra a mãe e os médicos que procederam ao aborto de uma menina de 9 anos (!), violada repetidamente e engravidada pelo padrasto, e que nem sequer percebeu que estava grávida e tinha deixado de estar; enfim, decretou, ao pisar África, que o preservativo não só não serve para atacar a disseminação da sida como até "a pode agravar". E isto, em nome da "vida". Que saberá o Papa da vida? Como é que algum católico, a começar por ele próprio, pode acreditar que Deus fala por ele?

Eu não gosto de Ratzinger, como se percebe. Não gostei do seu passado à frente da Doutrina da Congregação e da Fé, onde se dedicou sempre a perseguir o sector mais aberto e moderno da Igreja e a defender o sector mais retrógrado e fechado. Ao mesmo tempo que fustigavam o preservativo, o aborto em quaisquer circunstâncias e o sexo como direito natural das pessoas, fecharam os olhos durante décadas ao deboche e à ignominiosa perversão das paróquias, bispados e colégios católicos onde a pedofilia homossexual sobre indefesos era lei e regra. E eles sabiam - tinham de saber.

A moral não é uma questão de fé nem de mandamento divino. Não é preciso ter fé para se obedecer a um código de conduta com valores morais que todos devemos ter. Por vezes até - como se vê com os pregadores extremistas do Islão, do judaísmo ou do Papa Ratzinger - é a invocação da fé que acaba por pretender legitimar o que é moralmente insustentável. Também a fé não dispensa que se tente perceber quem os outros são, olhando-lhes para a cara. A mim, bastou-me olhar para a expressão de Ratzinger, no primeiro momento em que apareceu à janela de S. Pedro como Papa Bento XVI, para perceber muita coisa: Deus não tinha nada a ver com aquilo; o que ali estava inscrito transparentemente era uma expressão de pura cobiça satisfeita, de deleite com o poder. E até hoje não o vi mudar de expressão, apenas disfarçar, enquanto vai achando prudente, as ideias que desde sempre foram as suas.

Enquanto se ocupa a excomungar médicos que salvam a vida a uma criança violada pelo padrasto, Bento XVI prepara-se fatalmente para dar sequência ao que seria apenas uma anedota portuguesa, não fosse também uma vampirização da nossa História: fazer de D. Nuno Álvares Pereira santo, só porque uma senhora de Vila Franca de Xira se queimou com o óleo da cozinha, rezou ao beato e curou-se... graças aos médicos que a assistiram e às defesas do organismo. E fica em silêncio quando tantos devotos católicos e financeiros, seguidores do também beato Escrivá de Balaguer, fundador da Opus Dei, levaram o culto de vendilhões do templo a tal extremo que conduziram o mundo a uma crise global e reduziram milhões de pessoas à moderna escravidão do desemprego e da pobreza.

Não, Deus não iluminou o conclave de Roma no momento de soltar fumo branco por Ratzinger. Mas o pior é que o mundo que os rodeia também não os inspirou em nada. E a consequência é que a Igreja Católica desertou de onde, apesar de todos os seus humanos erros, faz falta.

Palavras-chave  opinião, Papa, Viagens, África, ratzinger
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Papa espalha epidemia de ignorância

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O Papa...
sara1969 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 11:49 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Ouvi na 6ª feira uma palestra em que alguém dizia que o melhor cristão que alguma vez tinha conhecido era o Dalai Lama, porque amava os seus "inimigos" apesar de estes o quererem ver morto. É preciso ser mto presente e extremamente consciente de si próprio e do universo para conseguir viver em tamanha paz espiritual, por isso sou católica de educação e fui ouvir a sua mensagem qd esteve em Portugal. Isto é algo que raramente surge nos líderes nas chamadas "igrejas institucionais". Ninguém, para além dos próprios é claro, são tão adequados ou habilitados para interpretar o verbo de Deus. Acreditam, de facto, que a humanidade precisa dos seus magníficos conhecimentos para interpretar a mensagem divina e por isso opinam e discursam sobre tds estes assuntos. Nada mais falso! Todos os líderes das igrejas, incluindo o Sr. Ratzinger, sabem mto bem que nenhum ser humano precisa de intérprete para entender a mensagem e Deus e viver dentro de si essa mensagem, até pq a mensagem é simples: é uma mensagem de amor incondicional para com todo o universo, é uma vivência de compaixão infinita, de muita paz e serenidade. O Sr. Cardeal Ratzinger e outros líderes como ele sabem isto e rezam todos os dias para que o resto da humanidade não descubra que não necessitamos de "instituições" para chegar a Deus, simplesmente porque somos um com Ele. Esse é dia dia mais temido e esse dia está cada vez mais próximo...
 
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    Religião    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 2 pontos , 18:15 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    Re: Religião    Ver comentário
sara1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:39 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Uma questão de fé    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Uma questão de fé    Ver comentário
sara1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:11 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Antes da origem    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 11:08 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: Antes da origem    Ver comentário
sara1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:56 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Pensam talvez que é inútil...    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: Pensam talvez que é inútil...    Ver comentário
sara1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:46 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Quem sabe...    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:28 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: Antes da origem    Ver comentário
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: Religião    Ver comentário
gatinhamá (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
    Re: Religião    Ver comentário
amboiva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:20 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Como vou responder?    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 18:33 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Como vou responder?    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 19:19 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Como vou responder?    Ver comentário
amboiva (seguir utilizador), 1 ponto , 0:07 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: Como vou responder?    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 11:23 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Será assim como digo?    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 6:11 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: Será assim como digo?    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: vc anda a ler demasiado Paulo Coelho    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:07 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: vc anda a ler demasiado Paulo Coelho    Ver comentário
sara1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:04 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: vc anda a ler demasiado Paulo Coelho    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 17:38 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: vc anda a ler demasiado Paulo Coelho    Ver comentário
sara1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Quinta feira, 26 de março de 2009
    Re: HOJE NO DN - assina MJNPinto    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 12:44 | Quinta feira, 26 de março de 2009
    Re: O Papa...    Ver comentário
amboiva (seguir utilizador), 1 ponto , 8:48 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: O Papa...    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 10:22 | Quinta feira, 26 de março de 2009
    Re: O Papa...    Ver comentário
ajotaef (seguir utilizador), 1 ponto , 4:00 | Segunda feira, 30 de março de 2009
A Igreja Católica é contra o divórcio
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 11:46 | Segunda feira, 23 de março de 2009
mas foi a primeira a divorciar-se dos seus fiéis e da realidade em que vivem.

Este Papa é o símbolo disso mesmo.
 
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    Re: fala por ti    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:06 | Terça feira, 24 de março de 2009
Partica do catolicismo é comportamento de risco
Manuel Almeida (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 12:26 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Entre os comportamentos de maior risco de propagação desta terrível doença está a pratica do catolicismo. Essa é a pergunta crucial que os parceiros devem colocar ”És católico praticante?” Se a resposta for positiva é sinal de grande risco de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, já que o católico por convicção não se protege, nem quer que os seus parceiros se protejam. Prefere morrer e matar a usar preservativo.

A intervenção do Papa deve ser entendida como o que verdadeiramente é. Um apelo ao suicídio colectivo, um acto de pura malvadez consciente.
 
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    Re: a luta contra a SIDA    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:13 | Terça feira, 24 de março de 2009
Subscrevo
samurang (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:43 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Mal foi anunciada a eleição deste "Ratozinger" percebi que a Igreja tinha acabado de regredir no tempo e não tardou muito para que a ala ultra conservadora comprovasse as minhas suspeitas. Pouco tempo depois da eleição começaram logo a ouvir sugestões de regressarmos ás Missas em Latim e às Celebrações com o celebrante de costas para a plateia e de frente para o altar.

Como "cereja no topo do bolo", ainda tem o desplante de se comportar como um "bezerro d'ouro", com calçado Prada e paramentos que não eram usados, literalmente, há séculos.

Nem sei o que será pior neste papa; se o seu ultra conservadorismo se a sua vaidade...
 
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    Re: IMINENTE VATICANISTA    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:11 | Terça feira, 24 de março de 2009
Tristes, triste e tristeza
Cool Carlos (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:17 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Cada um pensará o que quiser deste Papa, dos que o precederam e dos que o hão-de suceder mas a Igreja Católica Romana com todas as suas gritantes falhas do passado e do presente permanece no tempo, enquanto instituição, com realizações notáveis no terreno e precisamente onde o Estado e os privados não existem ou não conseguem chegar nos mais variados países.E não só em África ou no mundo em desenvolvimento e subdesenvolvido.
Este, sendo assumidamente um Papa conservador, como conservadoras haviam sido as suas posições enquanto Cardeal, provoca maiores 'fricções' nas sociedades modernas que adquiriram dinâmicas claramente divergentes e dissonantes relativamente aos tradicionais dogmas da Igreja.
A Igreja deverá permanecer imutável e sustentar posições por vezes indefensáveis, ou deve acompanhar os tempos?
Este artigo, contendo embora algumas imprecisões que MST talvez devesse corrigir, expõe objectivamente alguns dos podres da 'igreja dos homens' - Papa incluído, claro, e de todos aqueles que à sombra dela promovem na prática o "business as usual" e não os verdadeiros valores cristãos intemporais e comuns a TODOS os homens de boa vontade.
 
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Lúcido
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 8:40 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Dou os meus mais sinceros parabéns ao Miguel Sousa Tavares por um artigo de notável lucidez e coragem. Subscrevo integralmente as suas palavras.
 
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Nenhuma religião faz falta
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:45 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Todos os deuses têm pés de barro e todas as traves que sustentam os seus templos estão condenadas a ruir ao sabor do eterno corruptor que é o Tempo.

Raramente li uma crónica de MST que me merecesse maior concordância. Parabéns!
 
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Por uma vez...
userEX137655 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:41 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Por uma (rara) vez estou de acordo consigo. Este Papa tem sido um pesadelo desde o início - já o era antes, enquanto eminência parda do Vaticano - e as últimas semanas têm dado corpo cada vez mais sólido a esse péssimo momento de uma Igreja que devia parar para pensar no que está a fazer...
 
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Eu sou ateu
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 13:45 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Eu sou ateu, anti-clerical com laivos de mata-frades! Odeio a instituição Igreja Católica e não tenho grande respeito por pessoas que acreditam em deuses, sejam eles quais forem. As religiões monoteístas metem-me especial confusão!
Por isso acho fantástico o texto do MST. O que ele diz é, evidentemente, verdade. Mas o que gabo especialmente, é a capacidade para ser objectivo e a razoabilidade dos argumentos. O meu ódio por aquela corja jamais me permitiria ter o equilibrio que a crónica demonstra, mas não deixo de o reconhecer e achar que o texto cumpre melhor a sua função desda forma.
 
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    BANHO INTERIOR    Ver comentário
sintomebem (seguir utilizador), 1 ponto , 11:39 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: BANHO INTERIOR    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 12:09 | Terça feira, 24 de março de 2009
    SEU PALERMITA...    Ver comentário
sintomebem (seguir utilizador), 1 ponto , 12:42 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: SEU PALERMITA...    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 15:22 | Quarta feira, 25 de março de 2009
POR AMOR DE DEUS!
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:59 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Ó Miguel, eu entendo que você possa não gostar dele e o critique. É um direito que tem. Mas francamente, nunca li uma crítica, supostamente séria, tão fácil. Tinha obrigação de ter feito o papel de advogado do diabo, até como jurista, antes de desembaínhar a espada e vir por aí abaixo a desancar à esquerda e à direita.

E desculpe, dizer que "A mim, bastou-me olhar para a expressão de Ratzinger, no primeiro momento em que apareceu à janela de S. Pedro como Papa Bento XVI, para perceber muita coisa: Deus não tinha nada a ver com aquilo; o que ali estava inscrito transparentemente era uma expressão de pura cobiça satisfeita, de deleite com o poder" para um comentador prestigiado como é, prever o futuro lendo-o na expressão duma cara, é no mínimo assustador.
 
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Boa MST !!
bernas_1976 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Grande artigo MST,concordo...

E ainda falam em crise de vocações? Com atitudes como as que a Igreja Católica tem tomado cada vez menos cristãos serão católicos.
 
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Triste Papa excomunhão
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:05 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Espero que no Vaticano, não sejam leitores do Expresso online,pois se assim for correm sérios riscos de lhe acontecer ou a excomunhão,ou se voltar a Inquisição a morte na fogueira. Como a excomunhão parece já não surtir efeito para a maior parte mesmo dos catolicos e como a morte na fogueira também não será um castigo proprio deste século,podem ser invocados outros castigos como a propagação da doença e nada melhor que a sida com ou sem preservativo, para fazer tremer mesmo os menos crentes. Se o Purgatorio e o Inferno deixaram de ter o efeito pretendido é necessario arranjar outras condenações que façam tremer de medo mesmo os mais valentes.
 
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    Re: Triste Papa excomunhão    Ver comentário
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 21:59 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    Re: Triste Papa excomunhão    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:26 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    Re: Triste Papa excomunhão    Ver comentário
AM(Lx) (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Quarta feira, 25 de março de 2009
Triste é muito pouco
oti (seguir utilizador), 1 ponto , 15:42 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Compreendo a contenção do articulista, mas triste para caracterisar as afirmações do chefe da Igreja católlica é muito pouco. Ainda assim há comentadores que gostariam de ver louvada a actuação do papa. Estes fazem-me descrer da capacidade da humanidade em redimir-se como sempre me esforcei por acreditar.
 
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INTERESSANTE
ASSA (seguir utilizador), 1 ponto , 16:33 | Segunda feira, 23 de março de 2009
É interessante verificar o afinco com que cada vez mais pessoas que dizem não professar qualquer religião, se preocupam com o que o Papa faz, diz, deixa de fazer ou de dizer. Isso é muito positivo para os católicos porque revela o crescente interesse pela sua Religião.
O MST é um homem muito inteligente e absolutamente coerente consigo próprio. por isso quando esteve com a Maitê tomando um simples café na esplanada perguntou:
- Maitê, cê mi diga...quem é o dono deste café?
- Oi meu Bem, isto pertence a um dos mais corrompidos da nossa praça, viu!
- Bom, então vamos saindo pois vejo que estamos ajudando o cafageste.
E os dois lá se foram pelo calçadão para não ferir as convicções do Miguel. Lindo!!!
 
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Eu não sou advogado do MST
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 17:11 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Meu caro,
Acho que o meu amigo tem que considerar uma coisa, antes de mais.
MST não é profecta, nem deus, nem representante de nenhuma divindade, ao contrário do Papa que, supostamente, fala directamente com o deus dele...
MST é um homem comum, não é líder de um partido politico ou confissão religiosa, não pretende evangelizar ninguém, não se arroga da Palavra de Deus. He's a men, he's just a men... A um homem, é permitida uma certa dose de inconsistência - caso aceitasse que ela existe neste caso - mas a quem se arroga de veicular a palavra do Divino, parece mais dificil de engolir!
Mas sabe que eu acho natural que o que incomode o MST, e muito boa gente, seja a relação da Igreja Católica com os temas "modernos" - usando as aspas que o meu caro usa. É porque os temas 'antigos', são sapos já engolidos pelo Vaticano - a Terra ser redonda, a Terra não ser o centro do Universo, a Evolução das Espécies, a relação com os nazis e outras ditaduras, a falta de qualquer prova da existência de Deus, os milagres da Biblia e milhares de outras barbaridades sustentadas pela Igreja ao longo de séculos, desmentidas pela Ciência e pela evidência.
Quanto à Igreja Católica defender que "o homem deixe de ser um objecto", olhe que o Poder da Igreja durante séculos conseguiu infinitamente menos Direitos para o Homem que a Revolução Francesa, a República ou a Declaração Universal dos Direitos do Homem... Tudo coisas à margem das quais o Vaticano esteve!
 
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    É da ida dos papas a África que se fala?    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 8:14 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: É da ida dos papas a África que se fala?    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 11:42 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Omitir Angola    Ver comentário
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 13:32 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Omitir Angola    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 14:55 | Terça feira, 24 de março de 2009
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