Triplo homicida: Suspeito entrou no tribunal às 9h50
O alegado homicida de três jovens chegou num veículo da Polícia Judiciária e entrou de forma mais pacífica, sem insultos por porte de populares e famílias das vítimas. (Veja vídeo da SIC no final do artigo)
O suspeito do triplo homicídio entrou hoje às 9h50 no Tribunal de Torres Vedras para continuar a ser ouvido pelo juiz de instrução criminal, em ambiente mais pacífico do que na quarta-feira após reforço das medidas de segurança.
O alegado homicida de três jovens chegou num veículo da Polícia Judiciária e entrou de forma mais pacífica, sem insultos por porte de populares e famílias das vítimas.
Hoje foram reforçadas as medidas de segurança, com a colocação de grades para evitar a aproximação dos populares em relação ao suspeito.
O suspeito de homicídio passou a noite nas instalações da Polícia Judiciária em Lisboa.
Em torno do tribunal estão cerca de 40 elementos da PSP a garantir a segurança, entre os quais várias equipas de intervenção rápida de Loures, disse à Lusa o subcomissário da PSP de Torres Vedras, Daniel Leonardo.
Segundo a mesma fonte, a criação do perímetro de segurança foi coordenada entre o juiz de instrução criminal, António Luciano Carvalho, a Polícia Judiciária e a PSP.
Populares não arredam pé
Em redor do tribunal mantêm-se ainda muitos populares, mas em menor número em relação a quarta-feira, o que também facilitou a entrada do suspeito de forma mais pacífica.
O suspeito do triplo homicídio de Torres Vedras continua hoje a ser ouvido pelo juiz de instrução criminal do tribunal da cidade, cuja sessão estava previsto começar às 10h30 e depois de na quarta-feira ter deixado o tribunal às 20h45 num veículo da Polícia Judiciária (PJ), após cerca de três horas de interrogatório, sendo insultado à saída pelos populares.
Às 20h45, o suspeito saiu pela porta traseira do tribunal de Torres Vedras, caminhou dois metros e entrou no veículo da PJ.
O alegado homicida, de 42 anos, foi detido na madrugada de terça-feira pela Polícia Judiciária, na sequência de uma investigação às circunstâncias do desaparecimento de três jovens - duas raparigas, Joana, de 16 anos, e Tânia, de 27 anos, e um rapaz, Ivo, de 22 anos - cujos corpos ainda não foram encontrados.